Tag António Costa
TENHAM JUÍZO
Na velha "Quadratura", Pacheco Pereira introduziu este post da azougada Ana Gomes. E sugeriu que esta "tese" deve ser politicamente investigada fora da "justiça". António Costa, prudentemente, prefere que seja a "justiça" a "chegar lá". Percebo Pacheco Pereira mas suponho que nunca se chegará a saber nada acerca de alguma eventual "teoria da conspiração" contra o engº Ferro Rodrigues e os seus mais próximos. Aliás, tenho alguma dificuldade em imaginar que o então secretário-geral do PS representasse uma "ameaça" a quem quer que fosse a não ser contra ele próprio. É que, no plano estritamente político, aquilo era tudo muito mau e Ana Gomes é a prova viva do que afirmo. A senhora até vai mais longe e no último parágrafo do post sugere que a "conspiração" não parava à porta do Largo do Rato. Se houve "conspiração", então ela foi "urdida" pelos seres mais estúpidos do mundo. Menos de um ano e meio depois da dita, Ferro saiu amuado com Sampaio, Sócrates tomou conta do partido com setenta por cento dos votos dos militantes e, a seguir, do país com maioria absoluta. A direita ficou - está - reduzida à mais ínfima espécie, dividida e subdividida em medíocres protagonismos. Os pedófilos (como se viu ontem) estão bem, obrigado, e à solta. Se seguirmos a "tese" de Ana Gomes, isto é a "cabala" ao contrário. E o putativo professor Karamba que a "engendrou" acabou engasgado nos seus própros búzios. Tenham juízo.
(recolher)
Novidades da Guerra & Paz
Até ao final do ano, a editora Guerra & Paz vai apostar nos seguintes livros: Porto Versus Lisboa, escrito a quatro mãos por António Eça de Queirós e António Costa Santos; Salazar na Intimidade, por Cristina Arvelos; 101 Heróis, de Simon Sebag Montefiore; Os 12 Erros que Mudaram a História de Portugal, de João Vasco Almeida; O Homem que Matou Sidónio Pais, de Paulo Barriga e Alberto Branco; Agente ZigZag, de Ben Macintyre; O Rapaz que Caiu do Céu, de Ken Dornstein; A Morte da Utopia e o Regresso das Religiões Apocalípticas, de John Gray; além da reedição, num formato diferente, de As Meninas, com textos de Agustina Bessa-Luís a partir de quadros de Paula Rego.
(recolher)
estado de histeria
Todos os dias das últimas semanas fomos assaltados por notícias de assaltos. Como se quisessem certificar que, ao contrário do que tantos haviam festivamente predito, a morte do assaltante no BES de Campolide às balas dos snipers da PSP não fora “dissuasora” e o País não ficara “mais seguro”, os ladrões do país decidiram não tirar férias em Agosto e fazer da arma de fogo um utensílio habitual. Houve até um caso com utilização de explosivos, à Hollywood.
Como em Março (lembram-se?) se falara de “uma onda de homicídios”, agora fala-se de “onda de crime violentos”. E se é certo que a sequência não foi inventada pelas TV para animar a silly season, ocorrências que antes não mereceriam mais que um rodapé passaram a, por efeito de arrasto, ter uma repercussão mediática desproporcionada. Em consonância, a classe política e a magistratura da nação vieram confirmar uma espécie de estado de sítio, da exigência da demissão do ministro da tutela feita pelo PSD ao anúncio das reflexões do procurador sobre o assunto, a culminar numa intervenção do secretário de Estado da Administração Interna a propósito da possibilidade de alterar o Código de Processo Penal (possibilidade negada ontem pelo Governo) e na preocupação pública do Presidente (a exigir “medidas adequadas”).
As estatísticas dizem que houve, nos primeiros seis meses de 2008, um aumento de 10% nos crimes violentos, com relevo para os assaltos a bancos e bombas de gasolina e o carjacking (estes últimos tinham, de resto, sofrido um acréscimo já em 2007, apesar da diminuição global de 10,5% no crime violento face aos 24 155 casos de 2006). E que o mais violento dos crimes - o homicídio - teve uma descida sustentada de 68,2% entre 1994 e 2007. Uma descida que é comum à generalidade dos países da Europa Ocidental e coexiste com um aumento moderado do crime violento. Ou seja, a violência contra pessoas aumenta, mas a sua gravidade diminui. Este paradoxo deve levar-nos a reflectir sobre as tendências da criminalidade - não calculadas semana a semana ou ano a ano mas em décadas -, assim como sobre a relação entre a percepção e o sentimento da insegurança. E fazer-nos olhar à volta. Na análise da criminalidade do Eurostat de 1995 a 2006, a Bélgica (com o mesmo número de habitantes que Portugal) tem uma taxa de homicídio superior à portuguesa e uma taxa de roubo semelhante, mas um nível de crime violento que é o quíntuplo. A Áustria, com nove milhões, tem um número muito inferior de roubos (5095 para os nossos 20 mil), mas que têm vindo a aumentar a uma taxa (8%) que é quase o dobro da portuguesa.
Não estamos sozinhos no mundo. Convém lembrá-lo. Como convém que as análises que se querem sérias não evidenciem o mais raso populismo e a mais confrangedora tentativa de ganhar pontos no concurso da popularidade. Exigir a demissão de Rui Pereira em 2008 por causa do crime violento é aclamar a gestão de António Costa em 2007, quando o crime violento baixou? É isso que o PSD quer? Culpar, sem provas, o novo Código de Processo Penal é mera má-fé; confundir eficácia policial com licença indiscriminada para disparar é acrescentar crime ao crime. Quanto à necessidade de “medidas adequadas”, bom. Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso?
(publicado hoje no dn)
(recolher)
A sociedade do medo
Há uma cena em Michael Moore desmonta um desses medos que, afinal, foi construída pelos media: sempre que há um crime praticado por um negro numa dada Avenida, aparecem os repórteres, o que dá a sensação que só os negros praticam crimes violentos, como faz crescer o receio nos habitantes locais, levando-os a comprar mais armas. A verdade é que Michael visita essa mesma Avenida durante dias e não há um único crime. As Tv`s só aparecem quando os negros os cometem e, obviamente, que não acontecem todos os dias. Mas é um dos factores que leva ao aumento da compra de armas.
Imaginemos um E.T. que aterrasse na terra e a primeira coisa que fizesse fosse ler jornais de crime e ver reportagens desse tipo. O que ele acharia? Que a Humanidade é o o terror do Universo e fugiria com medo. Obviamente que tal não é assim.
É certo que a criminalidade perigosa aumentou em Portugal, tal tinha de suceder, importamos sempre os males dos outros países, tarde, mas adoptamos, e os bons exemplos também, mas não há motivo para tanto alarido. O que se vê e lê é que existem crimes todos os dias, mas tratam-se de uma generalização, ou só se mostram crimes específicos, e sempre os mesmos? Quando comecei a ler o Correio da Manhã, tirando o editorial e os anúncios, era um jornal onde estavam narrados crimes desde a 1ª à última página. A TVI, no início seguiu o mesmo exemplo. Mas as taxas de criminalidade aumentavam de facto, ou era pura estratégia editorial? Estratégia editorial. E, pior, induzia as pessoas em medo. As pessoas tinham medo de saír à rua, ou começavam a ter mais cuidados. Também uma certa liberalização da lei penal, poderá ter levado a um aumento do crime em geral, mas afinal o que queremos? Prisões cheias de presos preventivos, com drogas a passar de uns para os outros, com presos que entram e saem infectados, sem terem cometido um crime, diminuir a população prisional e humanizar as prisões ou queremos uma lei penal mais dura? Eu prefiro uma lei penal mais flexível.
Já António Costa, o actual Presidente da C. M. Lisboa, quando era Ministro da Administração interna foi interrogado porque não pedia às televisões para não passarem as ignições dos incêndios? Não só as imagens poderiam levar mais pessoas a cometer tal tipo de crime, bem como era aquilo que satisfazia os pirómanos. António costa, que me lembre, concordou, mas, também que me lembre, afirmou que nada podia fazer, porque as TV`s são livres de mostrar tais eventos. O certo é que as tv`s, passado um tempo, começaram a mostrar imagens muito mais suaves dos incêndios, não a pedido de António Costa ou de um Deputado, mas porque começaram a perceber o fenómeno, e a ter bom-senso.
Um serial killer não sonha ver os crimes que comete na TV e os desenvolvimentos dos mesmos? Sim. Então as tv`s começaram a dar falsas informações sobre o andar dos processos, e a mostrar muito menos tal tipo de crimes.
Isto não é censura, é bom-senso, qualquer psicólogo sabe isto, qualquer cidadão consegue perceber que há estas correlações directas. Sabe que, se as tvs mostrarem menos crimes, haverá menor imitação dos mesmos e os prevericadores não tirarão a satisfação de terem praticado tais actos ilícitos e aparecerem, por isso, na tv.
Como escrevi relativamente à equidade que deve haver na liberalização da lei penal e na repressão, também aqui, deve haver muita prudência e ponderação em mostrar ou noticiar tais actos. Mas tal cabe, sempre, às redacções, não a imposições governamentais, até porque a passagem de tais cenas pode aumentar as taxas de crime, visto que os cidadãos correm a comprar armas, e se as usam incorrectamente? Equilíbrio e cuidado.
(recolher)
Vocês sabem do que estou a falar
Saíu o tão aguardado livro de Octávio Machado cujo título é uma das fórmulas mais vernáculas do português.
Um título que é toda uma forma de estar na vida.
O êxito inevitável desta obra provocou uma autêntica corrida à editora que promete "sequelas" durante os próximos meses.
Aqui ficam alguns dos candidatos:
- "Vocês sabem como estou a disfarçar" de António Costa
- "Vocês sabem como estou a investigar" de Pinto Monteiro
- "Vocês sabem como estou a governar" de José Sócrates
- "Vocês sabem como estou a hesitar" de Manuel Ferreira Leite
- "Vocês sabem como estou a desconversar" de Cavaco Silva
.
(recolher)
«Então pá, porque é que vieste de cuecas?»
Já está na rede a reportagem do SOL sobre o acampamento de jovens do Bloco.O jornalista (Fialho Gouveia?) fez a alguns jovens perguntas fundamentais como: «qual é a tua orientação sexual?» ou «gostavas de viver num país comunista?». E mostrou-se desiludido pelo cancelamento do workshop de «brinquedos sexuais».
E houve, é claro, uma intervenção acerca da situação política e social: "Rosas reiterou que sempre foi contra o acordo entre Sá Fernandes e António Costa, mas sublinhou que o BE sempre tem sido coerente, chamando a atenção para o facto de o programa não estar a ser cumprido."
(recolher)
“Foi-se, não volta mais”
Não adianta procurar a virgindade perdida debaixo da cama. É uma verdade universal e da política. Estranho que só o Bloco de Esquerda não saiba disto.
Há um ano, o Bloco de Esquerda fez um acordo na Câmara Municipal de Lisboa para possibilitar a colaboração entre António Costa e o vereador independente do BE José Sá Fernandes. Pessoalmente, acho que fizeram muito bem, mesmo tendo em conta que o PCP e a lista de Helena Roseta não quiseram entrar nesse acordo.
Um ano depois, o acordo existe. Para o BE, esta já não deveria ser uma questão de “se” nem “quando” perder a virgindade política. Foi-se. Não volta mais.
José Sá Fernandes nunca foi consensual; há neste momento gente a observar atentamente todos os seus movimentos e qualquer erro que ele cometa. Talvez fosse aconselhável o BE distanciar-se dele? Não, não é.
Em primeiro lugar, José Sá Fernandes é um independente. Enquanto o Bloco de Esquerda constituía a sua personalidade, foi importante para demonstrar abertura e capacidade de diálogo com que se distinguisse o novo partido, por exemplo, do PCP. Pois bem: quem fica com os cómodos leva os incómodos. Se o BE se afastar de Sá Fernandes, será legítima a pergunta: os independentes só lhe interessariam enquanto não traziam problemas, ou não são verdadeiramente independentes?
Claro que, neste momento, é Sá Fernandes quem transporta o ónus de uma câmara municipal em que a única grande notícia é que acabou o caos e a corrupção anterior. Isso nunca basta e ainda bem; as pessoas querem ver a sua cidade a progredir. Para quem tenha tentações maquiavélicas, dir-se-ia que é Sá Fernandes quem tem mais a perder com uma ruptura. Errado. Um segundo depois de acontecer, o BE seria denunciado como calculista, e com razão.
Mas parece que o PCP e especialmente Helena Roseta têm uma vida mais sorridente na oposição. Bom para eles; e bom para nós todos, se a oposição for bem feita. Mas ambos já perderam a virgindade política há muito tempo e o PCP até governou Lisboa durante uma década com o PS. O presidente da câmara dessa época, Jorge Sampaio, até foi candidato a primeiro-ministro pelo PS. E daí? O PCP encolhia os ombros e dava a resposta certa: estava a trabalhar para Lisboa e os lisboetas.
As pessoas podem respeitar um partido por estar na oposição; as pessoas podem respeitar um partido por estar no poder. Podem respeitar um partido que está no poder numa cidade e na oposição no país - que dificuldade há em entender isso? Mas nunca respeitarão um partido que está no poder como se estivesse na oposição. Num momento dirão, é certo, que Sá Fernandes não passa de uma muleta do PS em Lisboa; caso o BE sucumbisse a esse canto da sereia, no momento seguinte diriam que uma ruptura foi pura irresponsabilidade e desrespeito por um compromisso.
Estas são apenas as razões negativas, assim alinhadas de forma um tanto cínica, para confrontar quem ande à procura da virgindade debaixo da cama. Mas há também razões positivas para não o fazer.
Ou melhor, é uma só, mas bem grande: governar, ainda que sectorialmente, uma cidade e poder experimentar as suas ideias é uma das coisas melhores que um partido pode fazer. Aproveitem enquanto dura. Vão ver que até se divertem.
(recolher)
IMIGRANTES:CRIANÇAS COM CARTÃO,JÁ!
Foi positivo o lançamento da campanha de informação tendente a assegurar que não haja nas escolas portuguesas crianças filhas de imigrantes sem autorização de residência que legalize a sua permanência em território nacional.Decidimos pré-anunciar a sessão de apresentação da campanha (cfr.a excelente síntese divulgada pela Agência Ecclesia) e realizar hoje a apresentação pública (TVI;Diário Digital;ACIME).
A lei 23/2007 equacionou bem o problema e criou aqui mais uma porta, cuidadosamente calibrada, para a regularização de imigrantes em situação desconforme à lei. Recusou-se o ponto de vista cruel e inconstitucional que levaria a não admitir na escola filhos de imigrantes ilegais e optou-se por incentivar a escolarização e,por via dela, a legalização. Lembro-me bem de que na proposta inicialmente apresentada pelo Ministro António Costa estavam abrangidas as crianças do ensino básico, secundário ou profissional.Já no Parlamento,o diálogo entre as bancadas partidárias e o Governo levou a que se acrescentassem as crianças que frequentam o pré-escolar.
Com plena lógica, foi lançado um desafio aos pais: quem põe os filhos na escola conquista não apenas o direito a legalizá-los, mas também o direito à sua própria legalização.
Fazendo o balanço de um ano de aplicação da lei, percebemos que a porta está a ser insuficientemente vista, pelo que dei ao SEF uma instrução óbvia e pró-activa: divulgue-se mais e melhor este ponto do quadro legal. Sabia bem que não estando o tema na ribalta, o facto de sermos nós a virarmos para eles os holofotes fazia nascer o risco de almas nacional-pessimistas (caladas até a campainha soar) desatarem a carpir de imediato, em altos brados, o “insucesso” da lei. Mas tirar crianças da ilegalidade vale a pena,mesmo que isso excite criaturas de alma pequena, pelo que decidimos avançar.
Os primeiros resultados são encorajadores.
A LUSA,por exemplo, titulou a sua notícia de forma objectiva (”Imigração: Número de crianças matriculadas na escola legalizadas ao abrigo de nova lei aquém das expectativas”). Acentua-se, depois, que apenas 160 famílias imigrantes recorreram ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para legalização desde a entrada em vigor há um ano da nova legislação que permite a regularização de crianças (e respectivos pais) que estejam matriculadas numa escola.É uma maneira razoável de descrever o caso, já que se os resultados estivessem além das expectativas não precisaríamos de campanha alguma!
Julgo que a campanha está eficaz e bem concebida. Podem examinar-se as peças produzidas no site imigrante.pt. Deixo aqui o spot em vídeo:
A campanha é destinada a sensibilizar crianças filhas de imigrantes,nascidas em Portugal e matriculadas no sistema de ensino (pré-escolar, básico, secundário ou profissional), assim como os seus pais, para a possibilidade de obter a legalização da residência em território nacional.
Sublinhou bem o DN/SEF esta manhã, que “sendo uma das apostas fortes ter uma preocupação específica com as crianças, entendemos que haveria algo a fazer nesta matéria, daí lançarmos esta campanha”, tendente a, “por um lado, evitar que as crianças e os pais estejam na clandestinidade, e por outro lado, a assegurar que não existam crianças à margem do ensino”.
Eis o que deve caber a um serviço de Estrangeiros de um Estado democrático do séc. XXI: combater a imigração ilegal, mas não deixar de velar pelo cumprimento da lei que também manda retirar da clandestinidade seres humanos que podem ser alguém, num Portugal Melhor. Melhor… por ser capaz de dar aos imigrantes e seus filhos uma oportunidade de viver decentemente, que reverte em benefício geral.Tenho grande (e ,provavelmente, visível) orgulho em poder contribuir para que tal aconteça de forma eficaz e com recurso às modernas técnicas de comunicação. Agradeço aos profissionais que, comigo e com o SEF, conceberam e executaram as peça da campanha.
Por favor, divulguem-nas viralmente através da Internet e não tenham problemas em produzir obras derivadas, em remix (desde que no sentido da divulgação da lei).
JM
(recolher)
O teste
Tudo começou com uma decisão peculiar: poucos meses depois das eleições autárquicas e de um entendimento com António Costa, em Lisboa, o Bloco de Esquerda anunciava que não tencionava reeditar o acordo com os socialistas. Nenhuma avaliação do seu cumprimento ou do trabalho de José Sá Fernandes. A decisão veio a seco e sem grandes justificações.
Continuar a ler ou comentar aqui
(recolher)
Diferentes Velocidades!
Uma semana depois de ter lançado o concurso para a 1.ª fase das obras de requalificação de Vila d'Este, a Câmara de Gaia garantiu que a intervenção contará com uma comparticipação de cerca de 10 milhões de euros provenientes do Quadro de Referência Estratégica Nacional. A novidade foi ontem comunicada pelo presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, segundo o qual este controverso empreendimento "será um dos últimos emblemas negativos do concelho a serem apagados".
De acordo com o autarca, o financiamento comunitário à requalificação poderá chegar, na sua fase definitiva, aos 22 milhões, garantindo a requalificação total do empreendimento num prazo de quatro ou cinco anos, segundo Marco António Costa. As obras decorrerão por fases e sem que os moradores - 16 mil pessoas - tenham que abandonar as casas, o que obrigará a um rigoroso plano de segurança. A intervenção incluirá a beneficiação de fachadas e telhados, comparticipada com cinco milhões, mas também arranjos exteriores.
"É uma matéria que nos dá muita satisfação", declarou Luís Filipe Menezes.Segundo Marco António Costa, Gaia conseguiu arrecadar um terço de todas as verbas comunitárias destinadas à requalificação urbana na região norte, tendo sido contempladas outras candidaturas da autarquia, como a da intervenção em curso no Convento Corpus Christi, na marginal ribeirinha, e de um projecto que visa consolidar a requalificação do centro histórico.
No âmbito deste projecto, contemplado com dez milhões, vão ser requalificadas as ruas de Guilherme Gomes Fernandes e de Cândido dos Reis, apoiadas actividades de colectividades da zona e criado o Instituto de Artes e da Imagem, que ocupará um edifício municipal da Rua de General Torres.
J.M.
(recolher)
BOM SINAL
O PS não "reagiu" a Cavaco através do inócuo Alberto Martins ou do sr. Cordeiro do PS-A. Reagiu pelo dr. António Costa, um dos "donos" do regime, na "quadratura do círculo". Coisa para levar mais a sério. Ridiculamente acompanhado pelo seu pc "Magalhães", Costa proporcionou um momento de pura propaganda, tão básica como o ensino a que supostamente se destinam os 500 mil "Magalhães" de Sócrates. Como era de prever, Costa "atirou" com a Madeira para cima da mesa e considerou "desproporcionada", a diversos "níveis", a intervenção presidencial. Para ele, a unanimidade parlamentar em torno do "estatuto" do sr. César vale mais do que as inconstitucionalidades que lá vêm. Não gostou que o PR lembrasse que o sistema é semi-presidencial - acha-o, como o sr. Cordeiro, um "centralista" ultrapassado - e deu o maravilhoso exemplo da Espanha e do "alargamento" das suas "autonomias". Em suma, e isto é que interessa, o PS não gostou da intervenção do PR. Um bom sinal.
(recolher)
Costa e Salgado apadrinham crime arquitectónico no Rato
António Costa e o seu vereador para o urbanismo Manuel Salgado estão a preparar-se para aprovarem mais um crime urbanístico em Lisboa numa das esquinas do Largo do Rato, a que confina com a Sinagoga de Lisboa e um edifício classificado da autoria do arquitecto Ventura Terra.
Paula Teixeira da Cruz, que é a presidente da Assembleia Municipa,l está em brasa contra o crime, e a vereadora Margarida Saavedra chegou a interromper as férias no Algarve para poder votar contra a construção do mastodonte. O projecto propõe um edifício de volumetria arrasadora para o local com um estilo de total ruptura, numa das zonas mais preservadas da capital, onde coexistem edifícios históricos e de referência de grande qualidade, os já citados atrás, e a Garagem da Auto Industrial, uma pérola da arquitectura portuguesa.
Manuel Salgado já veio defender o projecto de Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus. Percebe-se: quem projectou aquela aberração frente ao CCB não podia vir agora estar contra um caixote que parece a Casa da Música dos pequeninos. "Não fazemos réplicas!"- defende-se Mateus, como se a arquitectura que se integra tivesse de ser mimetista.
A cereja em cima do bolo: quem patrocina o crime arquitectónico é Diogo Vaz Guedes (ex-Somague) que agora está à frente da holding Gespura e que por coincidência foi da Comissão de Honra da candidatura de António Costa juntamente com o arquitecto da aberração Frederico Valsassina.
Depois de ter rejeitado por ressabiamento político o projecto de Ghery para o Parque Mayer, Costa apadrinha o fartar vilanagem dos novos salvadores da capital. É demasiado escandaloso para ser verdade. Mas é.
Aqueles que criticaram João Soares por teimar em fazer um elevador para o Castelo porque seria uma ruptura na cidade, aqueles que imolaram Krus Abecassis e o arquitecto Taveira por terem tido a coragem de construírem as Amoreiras, aqueles que atrasaram as obras do túnel do Marquês (e que nos custou a nós contribuintes uma fortuna!), aqueles que estiveram contra o projecto moderno e arrojado de Ghery, aqueles que vomitavam ódio ao CCB, esses esquerdalhos que elegeram um empata para Lisboa, porque não voltam a dar a cara e a defenderem uma cidade que se orgulhe do seu passado e se projecte num futuro de arrojo? Estão escondidos ou já fazem parte do sistema da grande mamadeira?Soraia Chaves,Fotojornalismo,politica, sexo, personalidades,web, online
(recolher)
Gosto deste “debate”
A direita comentadeira, em particular a portuguesa, é muito curiosa. Aqui há um ano, quando António Costa e José Sá Fernandes formaram uma aliança na Câmara de Lisboa, houve um sobressalto geral contra a proposta de introduzir uma cota para habitação a custos controlados. Denunciou-se que era uma ideia “cubana”, apesar de estar em prática de Nova Iorque a Amsterdão, por infringir o direito sagrado dos promotores imobiliários colocarem cem por cento das suas casas no centro da capital a preços irrealistas, contribuindo para que Lisboa se torne numa espécie de ovo com a gema esburacada.
Passado um ano, descobre-se que essa medida seria talvez a melhor forma de evitar problemas como o da Quinta da Fonte. Em vez de continuar a fazer bairros sociais como depósitos de pobres, deve alojar-se por unidade familiar em bairros comuns, com rendas ou prestações apropriadas aos rendimentos.
Sabe-se que a criminalidade e a violência são maioritariamente praticadas por homens jovens e adultos, entre os 18 e os 30 anos, e tanto mais quando concentrada localmente. Pois bem: uma família com filhos menores num bairro comum, frequentando uma escola comum (e com esta regra muito clara: só deve receber benefícios do Estado quem mantiver os filhos na escola até ao fim) e participando na vida desse bairro, é uma família que está mais afastada da criminalidade quando os filhos crescerem.
Mas há mais: o facto de as casas a custos controlados não serem só para pobres, mas também para a classe média e os jovens casais, afasta o estigma. O facto de os custos serem alterados conforme os rendimentos e modificados ano a ano diminui a fraude. E, como bónus, o centro da cidade fica mais povoado e activo.
Os bairros sociais são francamente melhores do que os bairros de lata que os antecederam. Mas têm defeitos. Não têm comércio, porque são “bairros de pobres” e economicamente inviáveis. Às vezes não têm transportes, porque é preciso fazer linhas novas. Mas se promovermos a mistura social pela cidade, a mesma loja de rua serve toda a gente e é economicamente viável. As linhas de transportes são as que já existiam, etc.
Em suma: a mistura social na cidade pode não ser uma ideia perfeita, mas é melhor do que o bairro social, que já era melhor do que o bairro de lata.
Se é difícil discutir a ideia de destinar casas para famílias de classe média ou de pobres nos bairros da Baixa ou - sacrilégio! - da Lapa, já é ridiculamente fácil descobrir a pólvora da semana passada: que há racismo entre negros e ciganos.
No Expresso, Fernando Madrinha é característico: “O racismo não é só a preto e branco”, escreve ele, “o que baralha um pouco a esquerda bem pensante”. Mas, oh Madrinha!, alguém lhe prometeu que era impossível haver ciganos racistas, negros racistas, judeus ou árabes racistas? Alguma vez lhe garantiram que a pobreza é uma escola de virtudes da qual é impossível sair-se criminoso? Pensava eu que era ao contrário e que, por isso, era tão importante erradicar a pobreza. Sendo assim como diz, não sei que “esquerda bem pensante” tem andando a ler; se lhe quiserem vender a Ponte Vasco da Gama, desconfie.
Mas a candura de Fernando Madrinha serve ao menos para revelar que a motivação particular do “debate” não é afinal mais elevada do que poder embaraçar a “esquerda bem pensante”. Não se iludam, amigos. Por mim, poderei passar tranquilamente o Verão a discutir a Quinta da Fonte: com sorte, pode ser que ainda os veja meditar um pouquinho sobre ideias que há um ano atacavam como “cubanas”.
21.07.2008, Rui Tavares
(recolher)
CASA SARAMAGO
Adenda: O acto foi consumado e, uma vez mais, o Estado - nas pessoas do ministro da cultura, o advogado Pinto Ribeiro, e do presidente da CML, António Costa - bajulou o antigo director do DN do velho PREC, nos termos repugnantes desta notícia. Pinto Ribeiro, essa quintessência praticamente nula que Sócrates colocou a estagiar na Ajuda, até falou em "reconciliação" de Portugal com o sr. Saramago como se alguém lhe devesse alguma coisa. Costa orou sobre a "mesquinhez da direita portuguesa" e desfez-se em salamaleques, certamente em nome da "esquerda moderna", perante o escritor estalinista. Nenhum dos três se enxerga. Metem-me nojo.
(recolher)
alvíssaras, alvíssaras
ando baralhada. nuns dias sou acusada pela direcção (a anterior, prontoS) do psd de não fazer mais nada nos meus artigos de opinião senão atacar o psd e defender o ps e o governo. noutros dias os meus artigos de opinião são invocados pelo psd para atacar o ps*. ando tão baralhada. quem sou, o que faço aqui, quem me abandonou, de quem me esqueci, etc? por caridade, respostas e bússolas para este blogue.
*(no público de hoje, local: ‘A A reunião de ontem da assembleia municipal ficou também marcada pelo balanço do primeiro ano do executivo camarário de maioria PS/BE. A bancada social-democrata foi a mais crítica da vereação presidida por António Costa.
O líder do PSD na assembleia, Saldanha Serra, invocou a mandatária para a juventude da campanha socialista para a câmara, a actriz Margarida Vila-Nova, e a jornalista do Diário de Notícias Fernanda Câncio para criticar o “imobilismo” do executivo camarário. “Em Lisboa não se passa nada”, censurou o deputado, para logo criticar as “trapalhadas” e o exibicionismo (show-off) mediático da gestão PS/BE com as empreitadas da frente ribeirinha, o empréstimo chumbado pelo Tribunal de Contas e a incapacidade de relação com as juntas de freguesia.’)
ShareThis
(recolher)
O BOM BOMBEIRO
Chego a casa e aparece-me o dr. António Costa, num jantar do PS, a auto-elogiar-se como presidente da CML. Parece que passou um ano sobre a sua original eleição: cerca de 57 mil votos num universo potencial de cerca de 500 mil eleitores. Percebi que o dr. Costa já pagou uns bons milhares aos fornecedores - isso é bom - e que pouco mais fez. E isso é mau. Lisboa perdeu, em 2005, a hipótese de ter tido um excelente edil. Daí para diante, sucedeu-se o desastre e o dr. Costa, com o treino obtido como MAI, apareceu como o possível bombeiro voluntário. Costa é um homem íntegro e, em qualquer circunstância, a CML (ou outra coisa qualquer) estará sempre em boas mãos. Todavia, sabe a pouco. Se Costa se decidir por uma recandidatura, tem de procurar ir além da mercearia e "puxar" pelo seu indiscutível talento político. Sem o insuportável sr. Fernandes, naturalmente.
(recolher)
Lisboa - Um ano às costas de Costa
- um jantar para marcar um ano, desde o dia em que Lisboa apostou em António Costa para resolver os gravíssimos problemas, herdados da desgovernação PSD.
Só compromissos de trabalho inadiáveis em Bruxelas me impedem de ter ido esta noite a Lisboa dar um abraço ao António. E mostrar o meu apoio e solidariedade para com a equipa plural que ele, apesar de não ter maioria absoluta, conseguiu pôr a funcionar na Câmara de Lisboa (uma das suas mais notáveis qualidades é, justamente, saber criar espírito e prática de equipa em quem com ele trabalha, como fez na chefia da delegação de eurodeputados do PS e em muito pouco tempo).
António Costa e a sua equipa herdaram Lisboa sem direcção estratégica ou táctica, estrangulada pela bancarrota resultante de negócios desastrosos e mais que duvidosos (por exemplo, a permuta de terrenos com a Bragaparques), de delírios megalómanos como a brincalhotice Gehry para o Parque Mayer, de despudoradas "gebalices" e "D. Pedro quartices", para não falar da paralisia e descontrolo no desempenho das mais elementares funções e serviços que a Câmara é suposta prestar aos munícipes.
Neste ano, Costa e a sua equipa tiveram que, compreensivelmente, sobretudo acorrer às emergências: do último fogo na Avenida, à reactivação e saneamento dos serviços básicos, passando pelo banho gelado da negociação para a sobrevivência financeira, sem a qual nada mais se pode fazer.
No próximo ano, vamos decerto sentir de forma mais nítida os resultados da gestão alfacinha de António Costa: além de tudo o mais, há anos que anseio por ver multiplicar-se o colorido variegado de sardinheiras nas varandas e janelas dos lisboetas, sobretudo nos prédios mais feios e incaracterísticos (e a CML pode estimular a iniciativa dos cidadãos); e por ver a nossa esplendorosa sala de visitas - o Terreiro do Paço - finalmente capaz de receber condignamente - limpo, florido, aberto ao Tejo e cheio de esplanadas, de animação e de gente; e, claro, habitação social decente para acabar com todos as construções clandestinas atamancadas ainda existentes; e prédios velhos recuperados e novos arrojados; e claro, pleaneamento urbanistico lógico e respeitado; e espaços verdes ajardinados e limpos; e, claro, urgentemente, transportes públicos "verdes" e campanhas massivas e agressivas a promover a eficiência energética nas casas, escritórios, edifícios públicos.
Eu confesso-me alfacinha impenitente, apesar de me ter mudado há uns anos para verdejantes arredores sintrenses. Agora também me sinto sintrense, mas não passo sem Lisboa, sem respirar Lisboa, sem viver Lisboa. E a verdade é que, a cada dia deste ano que passou, e quanto mais buracos e barracas se foram (e irão ainda, porventura...) descobrindo das santanas e carmonas desgovernações, cada vez enraizei mais a convicção de que se não for Costa e a sua equipa quem nos endireita a Câmara, ninguém mais fará arribar Lisboa nos próximos anos.http://rpc.twingly.com/
(recolher)
O estado do sr. Sócrates[O Orador: José Sócrates] - E a nossa mensa
O estado do sr. Sócrates
[O Orador: José Sócrates] - E a nossa mensagem é muito clara, Sr. Primeiro-Ministro: isto não está a correr bem, Sr. Primeiro-Ministro! Isto não está mesmo a correr nada bem!! Portugal tem hoje mais de 420 000 desempregados. Não se riem agora, Srs. Deputados do PSD?! É verdade!
E já não são só as vítimas habituais! Não! Agora, o desemprego sobe mais entre as pessoas com curso superior e sobe mais entre os jovens!! O drama do primeiro emprego, que marcou boa parte do cavaquismo, está de volta (...) É por isso que, se há uma "imagem de marca" deste Governo, se há uma imagem que marca a governação desta maioria, ela é, sem dúvida, a marca do desemprego. Triste marca!
[Aplausos do PS]
Não, Sr. Primeiro-Ministro! Isto não está a correr bem, isto não está a correr mesmo nada bem! E o que é extraordinário é que, nos debates teóricos sobre a forma de governar, ainda há muito quem pense e teime em afirmar, apesar de tudo, que não vê grandes diferenças na governação do PS e do PSD.
[Vozes do PSD: - Mas há, mas há!]
(...) E esta não é uma subtil diferença, esta não é uma questão política de somenos. Não! Esta é a diferença entre considerar ou não considerar o emprego como a prioridade central da política económica.
[Vozes do PS: - Muito bem!]
E o que temos visto deste Governo é que o emprego já não é um indicador económico valorizado na sua política. Em matéria de desemprego, o Governo só tem tido uma preocupação: por um lado, inventar desculpas, por outro, procurar culpados.
[O Sr. António Costa (PS): - Muito bem!]
E vai logo aos suspeitos do costume: a culpa já foi da "pesada herança", já foi dos sindicatos, já foi das leis laborais e até da Constituição, tendo passado, depois, para a conjuntura internacional (...) Não, Sr. Presidente e Srs. Deputados, a razão para o desemprego é outra: o desemprego aumenta porque a economia se afunda. E aqui, Sr. Primeiro-Ministro, mais uma vez, temos muito que conversar. Portugal ainda há um ano e meio crescia acima da média europeia. Hoje, Portugal é o país da Europa em pior situação económica.
[O Sr. José Magalhães (PS): - Agora não se riem!]
E uma coisa o Sr. Primeiro-Ministro não pode aqui dizer: é que tudo isto era inevitável ou que tudo está a correr como previsto. Não! O Sr. Primeiro-Ministro afirmou aqui, na Assembleia da República, que, consigo, com este Primeiro-Ministro, Portugal iria crescer, cada ano, dois pontos acima da média da União Europeia.
[Vozes do PS: - Exactamente!]
A verdade é que estamos a decrescer dois pontos para baixo da média europeia. E é caso para lhe recordar, Sr. Primeiro-Ministro, o conselho que, noutras circunstâncias, se apressou a dar a outros: não faça mais previsões, Sr. Primeiro-Ministro, nem deixe a Sr.ª Ministra das Finanças fazer mais previsões ..."
[Intervenção de José Sócrates (PS), na Reunião Plenária de 2 de Outubro de 2003, Debate: Estado da Nação]
(recolher)
DAR NOZES A QUEM (JÁ) NÃO TEM DENTES António Costa quer ceder Casa
(recolher)
AGENDAMENTO DE NOTÍCIAS
Desde as eleições internas do PSD (principal partido da oposição, agora liderado por Manuela Ferreira Leite) até ontem (debate parlamentar do Estado da Nação), as notícias foram em crescendo de dramatismo, incluindo um estudo da SEDES, uma associação cívica com existência desde o começo da década de 1970. O agendamento (temas mais empregues nos media e nos meios políticos) surgiu dividido em dois. O primeiro, a identificação da crise económica e financeira interna, crise económica e financeira externa. Do lado do partido do governo (PS), defendeu-se a ideia que a crise interna está debelada e dos esforços se concentrarem na redução dos riscos quanto à crise externa, de que o governo não é responsável e não pode controlar a totalidade das variáveis (aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares, bens importados). Do lado do PSD e da restante oposição à esquerda e à direita do PS no leque parlamentar, a acusação de que ambas as crises estão incontroláveis. O segundo tema de agenda foi o das obras públicas, que o PS considera importantes para rearrancar a produção industrial (comboio de alta velocidade, aeroporto de Alcochete, novas autoestradas) e que o PSD entende servir para aumentar a despesa pública (caso do TGV e das autoestradas).
O dia D era ontem, onde o debate parlamentar iria opor o novo líder da bancada parlamentar do PSD, Paulo Rangel, ao primeiro-ministro, José Sócrates. Os media, quer a televisão quer os jornais, apostaram muito neste embate, como se fosse um jogo desportivo, à espera da derrota de um ou de outro, estilo corrida de cavalos, como os investigadores dos media estudam e que, entre nós, Estrela Serrano também o fez. Objectivo: reduzir as ideias, as propostas daqueles políticos e dos outros parlamentares a um jogo de quem fica à frente ou ganha.
Vi o que a televisão mostrou ontem; comprei os jornais para ler hoje. Seleccionei três jornais: Público, jornal sério e de referência, Diário de Notícias, jornal sério e de qualidade com uma tendência para popular, e Correio da Manhã, jornal popular. As capas dos três estão acima, observando-se que o Correio da Manhã não dá qualquer informação, de modo oposto ao dos outros dois. Público e Diário de Notícias dividem quase igualmente os destaques ou manchetes por dois assuntos: discussão do Parlamento, com referências a Sócrates, e venda do iPhone em Portugal.
Entrando dentro dos jornais, o primeiro grande destaque do Correio da Manhã é precisamente a discussão do Estado da Nação (duas páginas, com quatro fotos dos líderes do PS, PSD, CDS e BE), a que se segue a sua manchete (Quique Flores, treinador do Benfica, ameaça sair). No espaço dedicado à política, as duas páginas dividem-se em sete notícias e uma coluna de citações, espaços muito próximos do modelo da internet, com cor nas fotografias e notícias curtas. Informação muito equilibrada, fica em três linhas a ideia que a prestação do novo líder parlamentar do PSD não convenceu.
O Diário de Notícias dedica cinco páginas, com textos jornalísticos e comentários (João Lopes, António Costa Pinto, Francisco Almeida Leite), num total de 14 peças jornalísticas e 7 jornalistas em acção, o que dá conta do esforço de informação do jornal. Além da referência aos principais pontos das medidas preconizadas pelo primeiro-ministro, o Diário de Notícias anota igualmente as posições dos partidos e a posição das empresas de combustíveis, alvo de um novo imposto. Os textos dos jornalistas são, a meu ver muito isentos, citando as ideias mais importantes dos discursos dos vários líderes parlamentares. Já os textos dos comentadores são subjectivos, no sentido de considerarem que o dirigente do PSD não saiu a ganhar.
O Público dedica quatro páginas com trabalhos de seis jornalistas, num total de seis textos. Mais à frente, na coluna do editorial, o director escreve sobre e contra Sócrates. Como nos outros jornais, neste jornal há, dentro de uma caixa, informação sobre as principais medidas anunciadas pelo poder. Os textos assinados pelos jornalistas são, como nos outros dois jornais, muito equilibrados e isentos, embora uma das peças indique, com base num comentário de dirigente do PS, que a saída da sala de parlamentares do PSD queria dizer que estes não teriam gostado da intervenção do seu líder. "Desalinhado" com o distanciamento dos jornalistas, o director usa a prerrogativa dos comentadores do Diário de Notícias mas, ao invés destes, toma uma posição diferente, de oposição ao primeiro-ministro, falando em demagogia na medida de imposto sobre as empresas que vendem combustíveis e pedindo para este concretizar melhor as medidas anunciadas.
Sem contar com o Correio da Manhã, que não tem comentadores sobre a matéria, o que mais importante foi dito nos jornais reside nos comentadores, pois são marcas de água (ideológicas, se quisermos). Não obrigados à objectividade dos jornalistas, mostram para que lado pendem. E, nesta minha leitura, o Diário de Notícias está mais próximo do PS e o Público do PSD (ou da oposição em geral).
(recolher)
Gaia: Acidente na A29 provocou derrame de quatro toneladas de ácido clorídrico - autarquia
(recolher)
Convite a Valentim deve partir da direcção do PSD
(recolher)
PSD/Porto atento à promessa de Sócrates
(recolher)
PSD do Porto defende criação de plano nacional de saúde escolar
O líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, defendeu hoje a criação de um plano nacional de saúde escolar que inclua a presença de enfermeiros e médicos nas escolas. Segundo o responsável, que falava aos jornalistas após reunir com a secção regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros (OE), deverá ser pensada a criação da valência da saúde escolar no âmbito das novas unidades escolares financiadas com fundos comunitários.
(recolher)
PSD/Porto defende criação de plano nacional de saúde escolar
(recolher)
Marco António Costa não comenta ausência de Ferreira Leite da Festa do Pontal
O presidente da distrital do PSD/Porto, Marco António Costa, destacou hoje a importância da Festa do Pontal na história do partido, mas escusou-se a comentar a ausência da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, na edição deste ano. "Não tenho que interpretar. É uma decisão da presidente do partido", afirmou o social-democrata, em declarações aos jornalistas em Gaia, onde é vice-presidente da câmara.
(recolher)
«Em Lisboa não se passa nada»
(recolher)
Director do Diário Económico demite-se e António Costa da Lusa assume o cargo
O director do “Diário Económico” demitiu-se hoje do jornal para se dedicar a "novas oportunidades" e por considerar o momento "oportuno", já que o título está prestes a ser assumido por um novo accionista. A decisão foi hoje comunicada à redacção por André Macedo numa curta declaração onde não apresentou grandes justificações. O PÚBLICO apurou, ainda, que o cargo será assumido por António Costa, actual director-adjunto da agência Lusa.
(recolher)
Rio Douro: Câmara de Gaia propõe três novas pontes em parceria com autarquia do Porto
(recolher)
Carlos Barbosa diz que o culpado é António Costa
(recolher)
Mobilidade: "Via Verde" vai controlar acesso ao centro histórico de Gaia
(recolher)
Câmara de Lisboa já pagou metade das dívidas que tinha
A Câmara de Lisboa já pagou 180 dos 360 milhões de dívidas que tinha, no seu primeiro ano de vida. O número foi adiantado ontem pelo presidente da Câmara António Costa, no jantar que assinalou o primeiro ano da vitória do PS na Câmara.
(recolher)
PCP pede parecer à PGR sobre não agendamento de propostas por António Costa
Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa pediram à Procuradoria-Geral da República que se pronuncie sobre o não agendamento de propostas para discussão em reunião do executivo por parte do presidente da autarquia, António Costa (PS).
(recolher)
Autárquicas: Polémica em torno de recandidatura de Rio é "discutir sexo dos anjos" - líder PSD/Porto
(recolher)
Autárquicas/Porto: Rui Rio recandidata-se, PSD e CDS/PP renovam coligações para 2009
(recolher)
Lisboa: Simplis vai recuperar habitantes
(recolher)
Diogo Infante confirma convite para dirigir o D. Maria
(recolher)
Incêndio/Lisboa: António Costa anuncia inquérito a fogo na avenida da Liberdade
(recolher)
Oposição «arrasa» António Costa
(recolher)
Lisboa: moradores de zona histórica exigem mais estacionamento
(recolher)



