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E depois do silêncio?
Acredito que MFL tenha pensado que não valeria a pena gastar a sua artilharia durante a “silly season”, consciente que cada palavra proferida ganha nesse período proporções desmesuradas , mas depressa se volatizam com a nortada.
Os analistas aguardam com expectativa o discurso da “rentrée”, agendado para o dia 7.
Não me parece que haja razão para grandes expectativas, pois embora não acredite na versão menezista do discurso “pífio”, o mais provável é que MFL se perca em banalidades, resumindo os temas quentes deste Verão. Insistir no pedido de demissão de Rui Pereira ( agora na versão Abrupta de Pacheco Pereira ), tecer críticas ao Governo sem apresentar alternativas e desenrolar um leque de lugares comuns, que qualquer cidadão mais atento discute à mesa do café, não será a receita ideal para um discurso mobilizador do eleitorado.
Não acredito que MFL traga algo de novo e ponha o país a pensar… salvo se sob a pacatez do espaço aéreo algarvio interdito, Cavaco Silva tenha tido oportunidade de explicar a MFL a sua estratégia para o ano de eleições que se avizinha e lhe tenha dado algumas dicas que lhe permitam fazer umas flores.
Uma coisa, é certa…nos bastidores da Universidade de Verão, estejam atentos aos telefonemas e SMS que a líder laranja for recebendo, antes de subir à tribuna
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Estava escrito nas estrelas
Para além de serem conhecidos na Polónia, o que é que Cavaco Silva e o BCP têm em comum? Ambos descem à mesma velocidade. O gráfico é elucidativo. Nos últimos cinco meses, Cavaco Silva passou de uma taxa de aprovação de 51 pontos para 33,4%. Nem as férias de Verão valeram ao Presidente. Com a desastrada comunicação sobre os Açores e ao veto à lei do divórcio, foram mais 5 pontos que se foram. E isto apesar do abnegado esforço dos cavacologistas, especialistas em vislumbrar o dedo do Presidente da República em todas as hesitações e recuos do Governo. Pelo andar da carruagem, e apesar de ainda estarmos a quase 3 anos das presidenciais, não falta muito para começar uma nova narrativa. Será Cavaco Silva o primeiro Presidente da República a não ser reeleito depois do 25 de Abril? Poucos se têm esforçado mais do que o próprio nessa meritória tarefa.
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MUDAM-SE OS TEMPOS...
O Presidente da República quer que o governo reforce as verbas destinadas à rede diplomática e consular, «um activo fundamental na promoção dos interesses políticos, económicos e culturais» do nosso país. Não quer ouvir diplomatas a queixarem-se de falta de dinheiro. Tem toda a razão. As pessoas com memória ainda se lembram das peripécias que, em 1993, rodearam a visita de Estado que Mário Soares, então Presidente da República, fez ao Japão. Celebravam-se nesse ano os 450 anos de amizade entre Portugal e o Japão. Cavaco Silva era primeiro-ministro. Durão Barroso era ministro dos Negócios Estrangeiros. Raquel Bettencourt Ferreira, militante do PS, era embaixadora de Portugal em Tóquio. O MNE tinha dívidas homéricas junto de todos os fornecedores da capital nipónica. A recepção na Embaixada de Portugal, com a presença do Imperador, estava em risco. Foi Raquel Bettencourt Ferreira quem, do seu bolso, pagou o ágape. Os interessados podem consultar a imprensa da época e, em particular, os arquivos do Indy, onde foi publicada uma carta explosiva de Raquel Bettencourt Ferreira. Folgo em saber que Cavaco Silva, agora Presidente da República, mudou de opinião.
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portugal de pernas para o ar
JORNAL DA NOITE 03-09-2008
Presidente na Polónia
Cavaco Silva continua a sua visita oficial
Na continuação do post do Paulo Pinto: Sonhei, bebi, delirei, tive uma alucinação…, aqui podem ver uma imagem da peça que a sic publicou na internet.
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NA MODA
Ouvi há pouco Cavaco Silva dizer que o seu homólogo polaco, Lech Kaczynski, lhe dissera que «Portugal está na moda na Polónia»... e que (ele o reiterou) a recíproca também era verdadeira! As coisas extraordinárias que me passam ao lado.
Adenda. Tão na moda... que a bandeira de Portugal até foi hasteada de pernas para o ar. Confirme aqui.
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coisas fascinantes que se descobrem na tv
no jornal da uma da rtp, o rapaz-jornalista enviado especial para reportar a visita de cavaco silva à polónia saiu-se com esta: o presidente recordou o sofrimento do povo polaco no tempo do holocausto.
escusam de me pedir a identificação do rapaz, não fixei (how could i?).
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«VOCAÇÃO GLOBAL»
É óbvio que esta imagem eufórica e grandíloqua de Portugal só existe na desaustinada imaginação do Presidente da República - pessoa, aliás, atreita a estas visões e que, quando era primeiro-ministro, «viu» em Portugal um «oásis» posicionado no «pelotão da frente» da União Europeia...
Mas é igualmente óbvio que tal imagem muito há-de ter agradado aos empresários polacos que, certamente, viram nela um promissor convite, género: venham e sirvam-se à vossa vontade...
Convite semelhante terá sido feito, seguramente, aos 53 empresários portugueses que acompanham Cavaco Silva nesta viagem...
Tudo isto a confirmar a importância dos governantes ao serviço do grande capital, e as suas incomensuráveis valências enquanto elos de ligação do que deve ser ligado... sobretudo quando, no exercício da sua profissão de caixeiros-viajantes, cumprem a função de apresentar os capitalistas do seu país aos colegas de outras paragens, de modo a que uns e outros possam exercitar a comum «vocação global», explorando aquém e além fronteiras...
A bem das nações, é claro.
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CHÁ COM TORRADAS #254
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Empresas portuguesas em operação de charme
O nosso Presidente da República, Cavaco Silva, encontra-se em visita oficial à Polónia e Eslováquia, entre os dias 1 e 5 de Setembro. Com ele seguiram, segundo alguns orgãos da comunicação, cerca de 50 representantes de empresas Portuguesas, aproveitando para estabelecerem alguns contactos, como para cimentar alguns negócios já existentes.
O grupo Millennium, Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo e Banco Mais, representam o sector da Banca. Responsáveis da Galp Energia, Mota Engil, Cifial, Martinfer, Revigrés, grupo Pestana e ZON Multimédia, são outras das que integram a comitiva.
Exposição da Inovação tecnológica Portuguesa
Entre as várias iniciativas agendadas está uma exposição sobre inovação tecnológica Portuguesa, que irá decorrer no Museu da Ciência e Tecnologia de Varsóvia.
Ydreams e Edigma, duas tecnológicas Portuguesas, apanharam a boleia e vão aproveitar para apresentar os seus mais recentes projectos.
António Câmara, CEO da Ydreams, referiu à imprensa alguns pontos fundamentais para que Portugal salte para a linha da frente da tecnologia mundial:
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Tags: edigma, empresas, portugal, Start-ups, ydreamsArtigos Relacionados Empresas Portuguesas mais inovadoras (0) COMPRO o Que é Nosso (3) Startup do Mês - Ydreams, o Céu é o Limite! (0) Portugal Geração Start-up, como tudo começou! (1) Notícias Startup - Constituir uma empresa internacional em 24 horas! (1)
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Gente com tomates
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Presidente-Rei *
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Chip e Cavaco
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causas fracturantes
O mistério da república dos medíocres
Público, 29 de Agosto de 2008
Há dias, submeti um artigo para publicação no Journal of Public Economics. Informado de que o editor encarregado de lidar com o artigo se chamava Antonio Merlo, fui pesquisar o seu curriculum. Professor de Economia na Universidade de Pennsylvania, Merlo tem diversos trabalhos sobre a qualidade das instituições democráticas no mundo ocidental. O título de um dos seus trabalhos aguçou-me a curiosidade: “Mediocracy”.
No artigo, Merlo destaca a mediania que impera nos meios políticos, salientando que, sendo certo que lá não se encontram os piores profissionais, também é verdade que lá não se encontram os melhores. Chama ainda a atenção para alguns governantes como “o actual presidente norte-americano, que era um fraco aluno na Universidade de Yale; Göran Persson (ex-primeiro-ministro sueco), que não conseguiu concluir o curso de Ciências Sociais; Santana Lopes (ex-primeiro-ministro português), que era comentador desportivo, e John Major (outrora primeiro-ministro britânico), que tinha sido agente de seguros”. Imagino que, se estivesse por dentro da actualidade portuguesa, Merlo acrescentaria que o actual primeiro-ministro desistira do curso num prestigiado Instituto Superior de Engenharia para acabar licenciado numa universidade que foi, pelo seu próprio governo, compulsivamente encerrada por falta de qualidade.
Enfim, sobrancerias saloias à parte, como explicar a mediania vigente nas administrações políticas? O modelo construído por Merlo e Mattozzi prevê que os partidos políticos preferem colaboradores medíocres, acabando por deixar os melhores e os piores para o sector privado. Não tendo ficado convencido, procurei outras justificações.
Num artigo também publicado no Journal of Public Economics, deparei com uma visão bastante mais crua sobre o assunto. Francesco Casellia e Massimo Morelli, professores em Harvard e em Ohio, consideram duas dimensões na qualidade de um político: honestidade e competência. Como os cidadãos competentes têm maiores probabilidades de sucesso numa carreira privada do que os incompetentes, é de esperar que os mais inaptos se sintam mais atraídos por uma carreira política. Ou seja, os profissionais capazes têm mais a perder ao abandonar o sector privado. Considerando a outra dimensão, a da honestidade, mais motivos existem para preocupações. Sendo incontestável que ninguém enriquece, honestamente, com a política, também não deixa de ser verdade que é possível auferir grandes dividendos se os cargos forem exercidos desonestamente. Isto significa que, em termos comparativos, os corruptos têm mais a ganhar com uma carreira política.
Casellia e Morelli chamam também a atenção para a principal recompensa que os políticos sérios, competentes e empenhados podem receber: o reconhecimento público por um trabalho bem feito. Ora, a partir do momento em que os sucessivos governos começam a perder credibilidade é normal que pessoas sérias não se queiram enterrar no atoleiro da política. Assim, e de acordo com os autores, é de esperar que a um mau governo se sucedam uma série de desgovernos.
Lendo estes argumentos, lembro-me que, depois do último (mau) governo de Cavaco Silva, se sucederam os governos de António Guterres, que fugiu do pântano, o de Durão Barroso, que fugiu à primeira oportunidade, e o de Santana Lopes, que não fugiu mas foi despedido, primeiro pelo Presidente da República e depois pelos eleitores. Agora, temos o consulado de Sócrates, um Primeiro-Ministro que foge a algumas das suas principais promessas como o Diabo da cruz (por exemplo, o referendo sobre o Tratado Europeu ou a não subida de impostos), e que preside a um governo tão íntegro que publica portarias declarando que não vai pagar os juros prometidos aos seus credores.
No final, porém, a pergunta mais importante fica por responder: como quebrar este ciclo vicioso de governos medíocres?
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Pulseiras motorizadas
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Uma má notícia
Solução? Comprar e registar carro em Espanha. Menos IVA, menos IA e mais privacidade. Claro, depois haverá outros pormenores a considerar.
O próprio PR reconhece o problema:
Comunicado sobre a promulgação do diploma que autoriza o Governo a legislar sobre a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula em todos os veículos motorizados
Trata-se, sem dúvida, de um domínio particularmente melindroso do ponto de vista da salvaguarda da esfera da vida privada dos cidadãos que exige uma adequada densidade normativa e um conjunto de garantias substantivas que o decreto-lei a emitir na sequência da lei de autorização legislativa deve contemplar, tal como foi transmitido por escrito pelo PR ao Governo.
Infelizmente optou pela fuga para a frente, certamente por ainda não conhecer a Lei de Murphy: se alguma coisa puder correr mal, então correrá mal.
Se há a possibilidade do uso indevido desta tecnologia, será apenas uma questão de esperar até que isso aconteça! Perante a dúvida, a melhor segurança consiste em optar pela inexistência dos meios que virão a causar problemas. Isso sim, seria prevenção.
Agora, concretamente sobre a tecnologia em causa. Estes chips funcionam por proximidade. Isto é, será necessário estar junto ao chip - e ao veículo, portanto, para ler a informação nele contida. Além disso, a informação no chip, isoladamente, de nada serve, já que pode estar desactualizada ou adulterada. Portanto, esta tecnologia obriga a uma ligação online a alguma base de dados onde será verificada o estado das informações como sejam a inspecção periódica e o seguro automóvel. A figura seguinte ilustra uma possível forma de funcionamento desta tecnologia.
O agente da autoridade estará ao lado do veículo - estes chips funcionam por proximidade, e usará um leitor para recolher a informação constante no chip. Terá alguma forma de comunicação sem fios para se ligar a um servidor, transmitindo-lhe a informação contida no chip. Tipicamente, esta informação será um número de série, acrescida de outros dados. Este número de série, o bilhete de identidade do veículo (poderá ser a matrícula) será usado para pesquisar as bases de dados e o resultado da pesquisa será devolvido ao agente da autoridade, o qual usará esta informação de acordo com o seu julgamento.
Se o agente da autoridade já tem que estar junto ao veículo e tendo o tal dispositivo para se ligar às bases de dados, porque é que não basta inserir a matrícula do veículo no aparelho, obtendo desta forma exactamente as mesmas informações?
O chip só virá a permitir a automatização dum passo: a leitura da matrícula. Todo o restante processo será semelhante.
Excepto...
... excepto se não nos foi contada toda a história! Esta tecnologia também permite que se passe num determinado ponto e, sem intervenção humana, a informação contida no chip será lida e processada. Com que fim? Controlo automático da legalidade do veículo? Cruzamento ilegal de dados? A tecnologia passa a existir, tudo é possível!
Existe ainda o potencial pântano da utilização comercial desta tecnologia. O próprio Governo admite que esta possa vir a ser utilizada de forma integrada na cobrança de portagens e outras taxas rodoviárias. Como é que uma empresa privada poderá ter acesso a estes dados para cobrar portagens e mesmo assim ser garantida a privacidade dos proprietários dos veículos automóveis?
Finalmente, como é que se garante a inviolabilidade dos dados contidos no chip? Como é que o Governo vai garantir que daqui a algum tempo não aparecem no mercado, mesmo que seja no mercado negro, aparelhos para lerem a informação contida no chip? A resposta é simples: o Governo nunca conseguirá garantir isso e se o fizer estará a mentir com todos os dentes. Dirão que os dados são encriptados. Certo, grande coisa. Para demonstrar a debilidade deste argumento, reparem no que aconteceu com a indústria do DVD. Sim, do DVD. Um dos grandes receios dos estúdios cinematográficos era a possibilidade de os DVD passarem a ser copiados com a mesma facilidade com que aconteceu com os CD áudio. Por isso a indústria propôs um processo de encriptação dos dados contidos nos DVD, assegurando aos estúdios que esta tecnologia seria inviolável. Só assim os estúdios concordaram em abrir mãos aos seus valiosos conteúdos. E, no entanto, o resultado está à vista. Alguns anos passados e uma falha humana tornou pública uma das chaves de desencriptação dos DVD (ver caso Realplayer) e, com ela, todas as outras passaram a estar acessíveis.
A lição, que se aplicará necessariamente a estes chips nas matrículas é: se a informação existe, apenas será necessário algum tempo até que alguém a consiga ler. Conseguindo-a ler, passará a poder fazer por si mesmo o controlo da mobilidade do veículo e passará a poder aceder aos dados que estejam contidos no chip, aos quais actualmente não terá acesso.
Esta novidade bacoca consiste num enorme atentado potencial à liberdade individual. Mas isto não preocupou o PR! A ele bastou-lhe «a necessidade de assegurar, de uma forma vincada, que a tecnologia a utilizar não desvirtue, na prática, os objectivos ligados ao controlo do tráfego rodoviário e, por outro, assegurar, com muita clareza, que os dados pessoais registados sejam objecto da maior reserva e acompanhados de um sistema que garanta efectivamente tal reserva». Ou seja, basta-lhe que teoricamente tudo funcione na forma ideal, mesmo que na prática isso possa não acontecer.
Como seria de esperar, o pavlov PS lançou hurras:
"Se o diploma foi promulgado é porque não suscitou nenhuma dúvida e como tal regozijamo-nos pela sua promulgação", afirmou o porta-voz socialista, Vitalino Canas. "O facto de não ter havido nenhuma dúvida constitucional nem nenhuma objecção política legitima duplamente o diploma", acrescentou
Dupla mentira, como se pode ler no comunicado do PR. O diploma levantou dúvidas mas o PR acha que se podem fechar os olhos.
Nitidamente, o partido que se chama a si mesmo da liberdade, guardou-a juntamente com o socialismo. Na gaveta.
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Obrigado Estado Português por me deixarem pagar tanta coisa!
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Atrevimento ... muito atrevimento!"A onda de assaltos e crimes violent
Atrevimento ... muito atrevimento!
"A onda de assaltos e crimes violentos é uma coisa muito séria" [Cavaco Silva]
1. Com o maior dos despautérios, muito bem alapado no sofá de Belém, o dr. Cavaco, decerto ainda a refulgir da doce cooperação institucional com o medíocre governo de Sócrates, comunicou ao país a sua preocupação com a onda de assaltos e crimes que acontece por todo o lado, o que, de facto, qualquer cidadão já tinha entendido. Imediatamente um curioso grupo de jornalistas e analistas da paróquia se curvou no espectáculo presidencial e professou as apreciações elogiosas do costume. Com as orelhas a arder pelos ditames dessas criaturas inteligentes, o eng. Sócrates, esta madrugada, utilizando a poeira do costume, respondeu e mandou de imediato e com grande aparato a polícia cercar a Quinta da Fonte e a Quinta do Mocho. Decerto os "assaltos e crimes violentos" que percorrem todo o país, segundo a douta opinião do nobre primeiro-ministro e do sr. Rui Pereira, têm lá os seus mentores e a sua sede, o que não deixa de ser espantoso pelo atrevimento.
2. As palavras de Cavaco Silva sobre a "onda de assaltos", logo seguidas pelo pedido de "estratégias adequadas para combater a criminalidade violenta", são de enorme hipocrisia. São grotescas e de mau gosto. Não será preciso recuar aos tempos de inefável Laborinho Lúcio e do pitoresco descalabro das medidas então tomadas. Basta saber que a esfíngica figura que hoje brama por tais medidas de combate à criminalidade foi a mesma que assinou de cruz, braço no braço com o eng. Sócrates, as alterações ao novo Código de Processo Penal, o mesmíssimo que recomendou o Código Penal como feliz conquista conta o crime e aquele que considera que a nova Lei de Segurança Interna é um instrumento importante e, por isso, não encontra "razões para [a] não promulgar". E é o mesmo senhor que não nada diz sobre o estado comatoso da polícia e da GNR, sem meios humanos, materiais e jurídicos e perante a total degradação e paralisia da sua autoridade. Eis o nosso homem! Maior atrevimento não é possível.
3. Com a lista de mazelas denunciadas pelo dr. Cavaco, na mão e no ouvido, acorrem sempre à acção mediática os rapazes do costume. Os despeitados do PSD e a garotagem do CDS desataram num alarido artificial e cómico, sem que nunca se ouvisse uma única palavra de crítica ou simples lamentação sobre a posição do senhor presidente da República no apoio dado ao construído jurídico arquitectado pelo governo e que, fora outras razões substanciais, são importantes em toda esta questão. E mesmo que, por puro exercício que fosse, se aceite estar presente uma sustentada estratégia política de desgaste e cerco ao governo, levado a cabo pelo dr. Cavaco e seus anões - enquanto a D. Ferreira Leite espera em silêncio no recesso do lar - tal experimentalismo insano e provocador, com evidentes reflexos na vida dos portugueses e no país, não o permite aceitar. Não estamos num vale tudo. Haja decoro!
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Criminalidade IX
Cavaco Silva pede “estratégia adequada” para combater criminalidade violenta
Cavaco Silva falou em criminalidade violenta. Deve saber do que fala. Deve ter dados. Mandou 10 assessores analisar estatísticas do crime durante as férias. Nope. Nada disso. Cavaco baseou a sua intervenção de hoje na sua própria percepção subjectiva das notícias. Ele que nem lia jornais. Foi uma intervenção ao nível da conversa de café.
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Vocês sabem do que estou a falar
Saíu o tão aguardado livro de Octávio Machado cujo título é uma das fórmulas mais vernáculas do português.
Um título que é toda uma forma de estar na vida.
O êxito inevitável desta obra provocou uma autêntica corrida à editora que promete "sequelas" durante os próximos meses.
Aqui ficam alguns dos candidatos:
- "Vocês sabem como estou a disfarçar" de António Costa
- "Vocês sabem como estou a investigar" de Pinto Monteiro
- "Vocês sabem como estou a governar" de José Sócrates
- "Vocês sabem como estou a hesitar" de Manuel Ferreira Leite
- "Vocês sabem como estou a desconversar" de Cavaco Silva
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Cavaco alerta para necessidade de incrementar relações comerciais entre Portugal e Eslováquia
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Mira Amaral defende solução Ibérica para nuclear
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Relações económicas com Eslováquia estão "aquém do possível”, reconhece Cavaco
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reconheceu hoje que as relações económicas e empresariais entre Portugal e a Eslováquia estão "aquém do possível e desejável".
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Uma espécie de romagem à terra de João Paulo II
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PR/Eslováquia: Cavaco reconhece que relações económicas com eslovacos estão "aquém do possível e desejável"
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Cavaco elogia empresa de construção portuguesa na Polónia
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Cavaco confiante na “duplicação das relações económicas” com a Polónia
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, manifestou-se hoje confiante quanto ao aumento da presença de empresas portuguesas na Polónia, falando mesmo na “duplicação das relações económicas”.
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PR/Polónia: Cavaco Silva confiante na "duplicação das relações económicas"
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Cavaco Silva termina visita oficial à Polónia e parte para a Eslováquia
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, termina hoje a visita oficial à Polónia, com uma passagem por Cracóvia, chegando à Eslováquia a meio do dia.
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Função Pública: oposição aponta inconstitucionalidades
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Lei do Divórcio reapreciada a 17 de Setembro e Estatuto dos Açores a 26
O regime jurídico do divórcio, vetado pelo Presidente da República a 20 de Agosto, volta a ser discutido no Parlamento a 17 de Setembro, decidiu hoje a conferência de líderes parlamentares. O Estatuto Político-Administrativo dos Açores - outro diploma vetado por Cavaco Silva mas devido ao "chumbo" pelo Tribunal Constitucional (TC) de várias normas da lei - será debatido pelos deputados no dia 26 de Setembro.
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AR: Lei do Divórcio, vetada pelo PR, reapreciada a 17 de Setembro, Estatuto dos Açores a 26
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Frente Comum lamenta que Cavaco tenha promulgado o novo Regime do Contrato de Trabalho
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PCP acusa Cavaco Silva de "convergência estratégica" com Governo no contrato de trabalho na função pública
O PCP criticou hoje o Presidente da República por ter promulgado o Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, acusando Cavaco Silva de "convergência estratégica com o Governo na destruição da função pública".
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PCP critica Cavaco Silva por "convergência estratégica" com Governo
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Presidente da República promulgou o contrato de trabalho da função pública
O Presidente da República, Cavaco Silva, já promulgou o Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aprovado no passado dia 18 de Julho na Assembleia da República, avançou à Lusa fonte do Palácio de Belém que não adiantou a data em que ocorreu a promulgação.
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Cavaco Silva já promulgou contrato de trabalho da função pública
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Presidente quer Governo a investir na rede diplomática e consular
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Cavaco Silva defende investimento na rede diplomática e consular
O Presidente da República defendeu hoje o investimento na rede diplomática e consular portuguesa, sublinhando que "o grau de retorno substancial" que se poderá assegurar. Cavaco Silva falava durante um seminário diplomático, que decorre em Varsóvia, à margem da visita oficial que está a realizar à Polónia.
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Cavaco Silva elogia investimento de Governo em rede diplomática e consular
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