Tag Francisco Louçã
in-tempestivos_Agosto
Desde os que continuam em diálogo aos que nunca sairão do monólogo, passando pelos que não têm nada para dizer e afirmam-no, há de tudo como nos blogues:
O dia de reflexão de Francisco Louçã - 21 de Janeiro de 2006, 2 comentários - Luis Rainha
Toupeiras e outros animais furiosos - 30 de Janeiro de 2006, 16 comentários - Luis Rainha
Uma excelente ideia - 6 de Fevereiro de 2006, 51 comentários - Rui Tavares
Portugal tem as centrais nucleares mais seguras do mundo… - 20 de Março de 2006, 59 comentários - Nuno Ramos de Almeida
Portugal: queremos ‘isto’? - 19 de Abril de 2006, 152 comentários - Fernando Venâncio
-> Actualização: o nosso amigo Ant.º das Neves Castanho acaba de deixar um repto ibérico neste conflito fronteiriço, o qual veio introduzir elevação numa conversa onde portugueses e espanhóis têm andado em bulhas infantis como bons e bíblicos irmãos.
Um new look para o empresário português - 9 de Agosto de 2006, 50 comentários - Luis Rainha
Coisas infelizes numa revista chamada Happy - 10 de Março de 2007, 33 comentários - José do Carmo Francisco
abrir o livro - 23 de Agosto de 2007, 36 comentários - Valupi
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O Veto Ideológico [3]
Em boa verdade, convém assinalar que a reacção do PSD de Manuel Ferreira Leite é indistinguível da opinião da hierarquia da Igreja Católica, o que demonstra, como salienta Tiago Barbosa Ribeiro, que «Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva parecem preferir as concepções morais de uma organização à liberdade individual de cada um decidir sobre as suas concepções morais.»
Esta postura é ainda mais simbólica numa semana em que Alberto João Jardim fez questão de proferir uma verdadeira homília, afirmando, entre outras coisas, que «a doutrina social da Igreja Católica é a grande base doutrinal para os novos tempos» e que «a globalização é um dom de Deus.»
Os últimos dias têm mostrado um PSD apostado no conservadorismo e tomado pelo catolicismo mais atávico e revanchista. É o próprio Pedro Passos Coelho que denuncia que os «argumentos que foram produzidos pelo Presidente da República traduzem uma concepção da família e da sociedade que está um pouco ultrapassada.» [ver também a reacção de Francisco Louçã]
Tal como havíamos previsto, é pela via da castração da autodeterminação e da liberdade individuais em matéria de concepções morais acerca da vida e da sociedade que o PSD de Manuela Ferreira Leite se procura diferenciar do PS de José Sócrates. Infelizmente. Era precisamente no campo económico que o país precisava que a diferença se acentuasse.
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MMS
O Público noticia que "O Movimento Mérito e Sociedade (MMS) defendeu hoje a aplicação da taxa Robin dos Bosques aos políticos pedindo, para isso, a revisão imediata das regras de despesa pública assim como a redução das reformas dos ex-deputados, dirigentes de empresas e de instituições públicas que não tenham atingido a idade mínima de reforma (65 anos)."(ver o resto aqui)
Esta proposta hilariante e descaradamente populista tem o grande mérito de provocar a pergunta "por que é que nem o Francisco Louçã se tinha lembrado disto antes ?" ou então "já chegámos àquele ponto em que se formam partidos capazes de fazer propostas assim ?".
Li algures que Eduardo Correia, o dirigente máximo do MMS, propôs também a publicação pelo governo da lista "Top 500" com informação sobre os reformados mais bem reformados do nosso país. É a cereja em cima do bolo.
Estas coisas podem não resolver nada e não têm qualquer hipótese de aprovação, mas lá que dão gozo isso dão.
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Na última edição do Expresso, foi publicada uma peça (e que peça!
Começa assim: «BE tem agenda cheia de comícios, PCP e CDS desaceleram mas não páram, PS e PSD deixam"rentrée" para Setembro».
Lendo isto, só pode concluir-se... o que lá está: que o único partido com «agenda cheia» neste Verão é o BE.
Segue-se, depois, uma «informação» sobre a actividade dos diversos partidos - mesmo à conta para os dois «jornalistas» concluirem o que, antes de escreveram a «notícia», já tinham decidido, a saber: que «o mais activo nesta época estival será o Boloco de Esquerda, com 20 comícios de rua entre 10 de Julho e 31 de Agosto» - e, é claro, os autores da peça trataram de ir ouvir Francisco Louçã que fez o elogio da actividade do BE e lhes forneceu a deixa para concluírem, triunfantes que, «decididamente», o BE não vai ter «férias políticas»...
Já «a actividade política do PCP, abranda»- embora não parando de todo, reconhecem...
Porquê?: porque «Jerónimo vai de férias para o Algarve» e, no intervalo dos banhos de mar, lá vai participando numa ou noutra iniciativazeca: «um almoço em Lagos e um comício em Faro», «a já habitual sardinhada no Parque das Merendas de Montegordo»...
Mas nada de «agenda cheia», nada de «não ter férias políticas», que isso, só o Louçã e o BE... - assim, concluem ainda, «a actividade política dos comunistas (só) regressará ao ritmo normal, logo no início de Setembro, com a Festa do Avante»...
Ou seja: do lado do BE a actividade intensa, a «agenda cheia», Louçã, sacrificadissimo, sem férias, tudo em grande; do lado do PCP: Jerónimo de férias, banhos de praia, umas sardinhadas...
Estamos perante uma desavergonhada peça de propaganda ao BE, desta vez produzida por «jornalistas» do Expresso. Uma daquelas peças cada vez mais frequentes nos média nacionais, em que, fingindo dar uma notícia se dá uma opinião, valorizando ou desvalorizando o que se quer valorizar ou desvalorizar - sendo que o desvalorizado é, sempre, sempre, sempre o PCP.
Já agora - e para dar o devido destino aos cálculos do Expresso - se dermos uma vista de olhos ao Avante!, verificaremos que:
de 10 de Julho até agora, o PCP realizou mais iniciativas (comícios, sessões, debates, convívios, idas a empresas onde os trabalhadores vivem situações difíceis, etc) do que o BE, o CDS/PP, o PS e o PSD em conjunto - isto para além da realização da Festa da Alegria e da construção em curso da Festa do Avante;
e que, daqui até 31 de Agosto, o mesmo se irá passar.
Entretanto, a «notícia» do Expresso foi comprada e lida por muitos milhares de leitores - que a aceitaram como verdade...
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GRATIDÃO BARATEIRA, por Cão
O primeiro é aquilo das micropeças de computador (não sei quais) e dos implantes mamários em actrizes de certos filmes (sabeis muito bem quais, fazei favor de me não puxar pela língua).
A “silly season” pode ser livremente traduzida por “estação das baratas tontas” e, por norma, era associada ao Verão. Era. Agora é fruta de todo o ano, como o tomate de estufa espanhol e a tesúria do consumidor. (Redacção intermédia: O Verão era uma das quatro estações do ano. Eu gostava muito do Verão. No Verão, eram as férias grandes. Já está.) Agora, o Verão só se nota pelas páginas e páginas de jornais de inquéritos “à la minuta” tipo onde-vai-passar-as-férias-que-livro-vai-levar-a-sua-avó-está-melhor-do-alzheimer-ou-ainda-reconhece-o-Júlio-Isidro? Sim – o Verão é isto e é os programas matinais de TV invadindo as praças municipais à mama do tacho orçamental do Poder Local (essa “conquista” do 25 de Abril que redundou em rotundas e em taxas de disponibilidade do contador da água).
Quem já viu o resultado do implante de silicone, não pode deixar de trepidar por dentro com as maravilhas da técnica. A tumefacção respiratória das actrizes é praticamente inabalável. Mas abala, ai não que não abala.
A barata tonta é diferente. Digamo-lo “com toda a clareza”, à maneira de um Paulo Portas e de um Francisco Louçã: a barata tonta é vilegiatura que veio para ficar, como o toyota de antigamente e o sorriso-ricto-esgar da Catarina Furtado dos nossos dias.
E está tudo muito bem assim. A realidade é o que nenhum de nós pode que ela não seja. Ainda bem. O horror seria, por exemplo, uma realidade à minha maneira. Ai eu proibiria logo quatro aspectos: o Portas, o Louçã, a Furtado e a TV matinal. Depois, imporia a obrigação do fabrico em silicone de toda a barata tonta que se pusesse… à mama. Mas isto nunca será. Só tenho pena de que a vossa realidade também não venha nunca a ser real. Sempre gostaria de saber quais as vossas interdições, qual a fractura exposta do vosso mais íntimo desejo (ninguém está a falar dos tais filmes), qual o verdadeiro aspecto de você(s) na TV.
No fundo, porém, deveríamos todos estar-lhes gratos: como as coisas estão e andam, as tontas devem ser as últimas coisas de facto baratas.
Pic: Manet
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Robin dos Bosques no Estado da Nação
Os autores das cinco melhores respostas são candidatos a mediadores da paz entre Francisco Louçã e José Sócrates!
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Sócrates, o desinformado
Não se faz!
Desta vez José Sócrates meteu - outra vez - a pata na poça... ou melhor nos carros eléctricos porque ninguém lhe disse que esse tipo de viatura já está isenta de impostos. Ora o nosso primeiro não sabia bem dessa coisa. Assim sendo - e porque as eleições são já para o ano - decidiu prometer menos 30% num imposto que não existe.
Se eu fosse matemático diria que Sócrates ofereceu um -30. Mas não! O que aconteceu é que o rapaz não lê bem os dossieres, e depois lança asneiras à pázada.
Como ontem, no debate do Estado da Nação: sem argumentos para contrariar Francisco Louçã, vai de dizer que o deputado do BE não tem maneiras. É um mal educado!
Compreende-se que a melhor defesa é o ataque, mas senhor primeiro não nos lixe: então ir buscar 25% dos lucros de especulação à Galp e distribui-los pelos portugueses é alguma avaria à Robin dos Bosques? Então, ainda nos ficam a dever 75%.
Não! Não são lucros honestos daqueles que fazem mover as empresas e a economia, são lucros especulativos... e esses, caro primeiro, são de facto um roubo. A Galp desvia 100% em lucros especulativos e o bom do Governo vai lá e tira-lhes 25%.
O que devia fazer senhor José Sócrates era impedir a totalidade dos lucros especulativos. Falta-lhe a tomatada não é?
Compreendo!
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Um pouco mais de seriedade, sff
É um disparate, porque, mesmo que o custo das obras excedesse o previsto, tal seria um problema das concessionárias (EDP, Iberdrola, etc.), sobre quem recai o risco da construção e exploração da obra, sem qualquer encargo do Estado (que, pelo contrário, tem garantida à cabeça uma nutrida contribuição financeira dos concessionários de cada barragem, que só no caso do Alto Tâmega vale 303 milhões de euros).
Assim se faz debate político em Portugal...http://rpc.twingly.com/
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Crise? Eu não tenho nada a ver com isso.
foto de Tiago Petinga
Os biocombustíveis forçaram os preços dos alimentos a aumentar 75 por cento desde 2002, segundo um relatório confidencial do Banco Mundial, que os responsabiliza pela crise alimentar. O jornal britânico “The Guardian” publica hoje excertos do relatório.
A propósito desta notícia, vale a pena lembrar as recentes declarações do primeiro-ministro: “O senhor deputado definiu uma nova linha: contra os biocombustíveis. Eles serão a desgraça e a origem da fome no mundo. Está enganado, senhor deputado. É uma grande precipitação ligar estas duas coisas. José Sócrates, em resposta a Francisco Louçã, 11 de Abril de 2008.
O Governo, disse o primeiro-ministro na RTP, venceu a crise interna, mas não tem nada a ver com a crise internacional causada pelo aumento do preço dos juros, petróleo e bens alimentares. Estranho. Da última vez que reparei Portugal ainda fazia parte da União Europeia, só por acaso uma das maiores promotoras mundiais da utilização dos biocombustíveis, e o Governo Sócrates até antecipou a absurda meta europeia em 10 anos. A culpa é toda dos especuladores, está visto.
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Fome, biocombustíveis e ignorância atrevida
Os leitores mais atentos lembrar-se-ão desta sequência de vídeos, já tinham passado por cá em Abril. Voltam hoje, não pelo tema inicial do primeiro - o mistério dos 240 milhões que o Governo de José Sócrates aplicou em off-shores continua por desvendar -, mas pelo tema bio-combustíveis.
O jornal britânico “The Guardian” publica hoje excertos de um relatório confidencial do Banco Mundial que contradiz a tese norte-americana, papagueada em Abril por José Sócrates juntamente com recomendações de leitura e comentários insultuosos, de que os biocombustíveis contribuíram menos de três por cento para o aumento dos preços dos alimentos. Pelo contrário, segundo O documento, Os biocombustíveis conduziram os preços dos alimentos a aumentar 75 por cento desde 2002 e, tal como alertava Francisco Louçã, empurraram 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo do limiar de pobreza.
A versão de Bush aponta o aumento da procura na Índia e China como causas do aumento dos preços. Mas o Banco Mundial não concorda. “O rápido crescimento dos rendimentos nos países desenvolvidos não originou grandes aumentos no consumo mundial de cereais e não foi um factor responsável pela grande subida dos preços”, revela o estudo. A aposta da União Europeia e dos Estados Unidos nos biocombustíveis teve, de longe, o maior impacto nos “stocks” alimentares e nos preços.
A União Europeia tem como meta dez por cento de biocombustíveis nos transportes, até 2020. Mas este objectivo está debaixo de críticas. Já estava em Abril.
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“Quem quer casar com a carochinha?” por Rui Tavares
Não é por acaso que Manuela Ferreira Leite precisou de reagir tão enfaticamente à hipótese de, após as eleições de 2009, se formar um governo de “bloco central” entre os dois maiores partidos nacionais, o PS de José Sócrates e o seu próprio PSD. “Alianças com o PS?”, perguntou ela, “só se eu estivesse doida!”.
A resposta é enfática no estilo porque não o pode ser no conteúdo.
Em primeiro lugar, era preciso matar o assunto, por razões externas. Seria muito desagradável, a um ano das eleições, dar já como comprometido o partido que supostamente deve competir pelo governo. Ao PSD cabe desempenhar aquele papel, por pouco que acredite nele, sob pena de tornar as eleições ainda menos competitivas do que elas ameaçam ser.
E em segundo lugar, era preciso matar o assunto, por razões internas. Ninguém duvide de que, dentro do PSD, pouca gente se incomodaria com um governo de “bloco central”. O PSD não é um partido de alternativa, é simplesmente um partido que acha que deve estar no governo. Se for sozinho, óptimo; se for acompanhado, menos mal. Se der muito trabalho, lá terá de ser; se não der trabalho nenhum, melhor ainda. Ter de preparar a alternativa para chegar ao governo demora mais tempo e dá mais trabalho. O PSD tem muitas bocas para alimentar e boa parte delas prefere garantir meia-dúzia de ministérios já para o ano que vem do que sonhar com um governo inteiro quando o partido for capaz de voltar a ganhar eleições.
E antes que a fome se juntasse à vontade de comer, Manuela Ferreira Leite precisava de matar o assunto, disparando uma bala de canhão e fazendo muito fumo uns metros ao lado de onde o assunto se encontrava.
Agora o conteúdo. Como já alguém notou, Manuela Ferreira Leite respondeu que nunca faria alianças com o PS - a não ser que estivesse louca -, mas o mais interessante é que a pergunta não era essa. “Alianças com o PS” significa os dois partidos concorrerem juntos às eleições. Um governo de “bloco central” significa os dois partidos governarem juntos após as eleições não terem dado uma maioria absoluta, meia-dúzia de comentadores sisudos decretarem que esta é a coisa mais “responsável” a fazer e o Presidente da República aparecer em público com um ar pesaroso. Na minha opinião, um governo que junte o bloco central dos interesses ao da política retirará o sentido que resta ao nosso sistema partidário e será desastroso para o país, mas quando chegar a altura não faltará quem garanta que loucura é não o fazer.
Durante o próximo ano, enquanto for provável que o PS ganhe as eleições sem maioria absoluta, “quem quer casar com a carochinha” será a incógnita essencial do nosso futuro político. Precisamente por ser essencial, é de esperar que todos os políticos fujam do tema. Manuela Ferreira Leite foi só a primeira: as suas declarações, com mais ou menos ênfase, serão repetidas por Jerónimo de Sousa, Paulo Portas e Francisco Louçã - o que ajudará José Sócrates, de resto, a defender a necessidade de obter a maioria absoluta.
Para nós seria muito melhor que cada um dissesse: no governo eu gostaria muito de fazer isto ou aquilo, o país precisa claramente da nossa acção, e segundo condições precisas e determinadas estaríamos disposto a chegar a um acordo com um ou mais partidos. Mas, se a memória não me falha, o primeiro pretendente a aceitar casar com a carochinha morreu dentro de um caldeirão. Deve ser essa sorte que os nossos políticos pretendem tanto evitar.
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Houve um dentífrico que aumentou de preço
Louçã acusa ministro da Economia de “embuste” ao anunciar descida de preços
Louçã distribuiu uma folha com os preços comparados, entre 30 de Junho e o dia de hoje, após a baixa no IVA, listando uma série de produtos de higiene e alimentares. No caso do9 hipermercado Continente, que o ministro visitou, Francisco Louçã anotou que houve um dentífrico que aumentou de preço.
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Portugal (em bloco) à esquerda
PSD: 25%.(-1.9%, a maior descida)
PCP: 11% (+1%)
BE: 10%. (+1,2%, a maior subida)
CDS: 6,9% (+0,6)
O PS perde a maioria absoluta, o PSD é aquele que mais desce nas intenções de voto e o Bloco de Esquerda é aquele que mais sobe segundo o barómetro Renascença/Expresso/Sic. José Sócrates foi o líder dos partidos com assento parlamentar com a queda mais acentuada em Maio (11%) e é aquele com o saldo de imagem mais baixo (-25%, o pior de sempre). Francisco Louçã foi o que obteve a maior subida (13,8%) e é aquele que tem o saldo de imagem mais alto (12,7%), segundo o “barómetro” da Marktest.
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Manual de conduta para governantes coléricos
O primeiro-ministro respondeu à crítica da deputada Ana Drago de que o governo não fazia nada de esquerda, apelidando-a de “arrogante” e referindo a sua pouca idade.
Há umas semanas, o nosso maior estadista, o mesmo José Sócrates, dirigiu-se a Francisco Louçã dizendo-lhe: ” Você não tem idade nem currículo …”.
Hoje, afirmou que os mais de 200 mil manifestantes, contra a política laboral do governo, não o impressionaram, devia ser uma questão de idade…
Confesso que estou um pouco estafado com esta contabilidade tão profunda. Talvez fosse mais interessante que o líder do PS dissesse quais são as medidas de esquerda, para reduzir as desigualdades sociais, defender o trabalho e combater a pobreza, que vai promover.
Argumentar que deu emprego a José Lello e a Vitalino Canas não conta. A caridade deve fazer-se em silêncio e sem ostentação.
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Ainda a propósito de uma troca azeda de palavras
Não se passaram mais do que 24 horas sobre a minha resposta ao Vítor Dia garantindo-lhe que não alimentaria mais troca de palavras azedas entre os dois, quando vi o seu post sobre alguma desinformação que reinava na comunicação social a propósito da participação do PCP na tal festa-sessão do Trindade.
Isto porque eu próprio denunciei uma desinformação deliberada, porque foi repetida diversas vezes, promovida pela SIC Notícias e que não é referida pelo nosso bloguista. Provavelmente, não era esse o objectivo do seu artigo, mas era bom que de vez enquanto também se preocupasse com ela. Outra, num estilo que está a ser característico do Avante, encontra-se no artigo Ai que Alegria , de Anabela Fino, que denuncia com um sectarismo, invencionice e desinformação arrepiante a tal festa-sessão. Reconheço que não é esse o estilo do Victor Dias, mas não lhe ficaria mal, que de quando em vez também criticasse os seus amigos do Avante que escrevem prosa como aquela que referi.
Mas não é só por isto que volto ao comentário do Vítor Dias. Reconheço que citei a despropósito uma pessoa já falecida que não pode confirmar aquilo que me disse, nem defender-se dos ataques do Vítor Dias. Por esse motivo e em sua memória, lamento os inconvenientes daquela referência, que servia de justificação, para quem leu o meu texto , de ter passado a chamar Vítor Dias a todo os intervenientes no fórum, que vinham com prosas antigas de alguns renovadores.
Quanto, aos casos das declarações de Manuel Alegre ao Expresso, em 1996, e da votação do BE na Assembleia Municipal, são formas de ataque político de que eu discordo. Algumas chegam mesmo a ser de carácter, outras de desinformação política, como é o caso da referência constante à votação sobre a Bragaparques pelo BE, que mais não visa do que acusar o BE de estar a reboque dos interesses capitalistas. E quando na página da ORL do PCP se relatam “factos contra a política de direita na gestão PS/BE da Câmara de Lisboa” está-se mais uma vez em pleno desvario sectário e esquerdizante do PCP, de que nunca o Victor Dias se demarcou, que eu saiba.
Quanto às referências à veia estalinista de cada um de nós é preferível ficarmos por aqui, porque senão corremos o mesmo risco que atacou a discussão entre José Sócrates e Francisco Louçã. Ou seja, José Sócrates já sabendo que Manuel Alegre ia participar numa sessão-festa com Louçã , atiçou este, chamando-lhe mentiroso e covarde. Já se sabe que Louçã caiu na esparrela e respondeu-lhe no mesmo tom. Daí para a frente foi fácil passar a dizer que Manuel Alegre participava numa sessão ao lado de um inimigo do PS. Por isso, para não cairmos no mesmo mal, retiro o que lhe chamei, até porque as opiniões expressas no seu blog, no seu conjunto, não podem levar a esse epíteto.
Mas não gostaria de terminar sem um pouco de discussão política. Acaba o seu comentário com esta afirmação: “Inebriem-se JNF, o BE etc. quanto quiserem com Manuel Alegre. E depois, na próxima campanha eleitoral para as legislativas, quando ele voltar a fazer o papel que sempre tem feito nas campanhas eleitorais para o Parlamento - que é o ser a luva de esquerda para a mão de direita do PS - não se queixem nem se admirem.”
Só lhe gostaria de perguntar, num tempo em que as posições do PCP eram mais sérias e menos sectárias, o que foi que nós andámos a fazer com Ramalho Enes e o seu PRD? Nessa altura e bem considerou-se que havia um espaço entre o PS e o PCP que devia ser preenchido por um partido com as características do PRD. Não nos importámos de poder perder não sei quantos por cento de votos a favor dele e depois foi o que se viu, transferência directa para o PSD, de Cavaco Silva. São os riscos da unidade e da necessidade da reorganização das forças partidárias à esquerda do PS de Sócrates. Por isso não sejamos tão taxativos com aquilo que dizemos a propósito de Manuel Alegre. Já o vi ser muito bem recebido na Festa do Avante.
PS.: já o post ia a meio, quando vi o seu último comentário, daí ter introduzido algumas respostas que não pensava dar-lhe.A imagem que acompanha o texto refere-se ao nome do Blog do Vítor Dias o Tempo das Cerejas.Este texto foi publicado igualmente em [trix-nitrix.blogspot.com]
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PORQUÊ?
Contactou com populações de diversas localidades e, à tarde, participou num comício com cerca de mil pessoas, em Guimarães.
Falou do desemprego, do emprego precário, dos baixos salários, das desigualdades sociais, da situação dos jovens, dos reformados, dos pequenos empresários - e apontou a causa desse flagelos: a política de direita, de momento executada pelo Governo PS/Sócrates.
Falou da luta dos trabalhadores e das populações como caminho indispensável para derrotar essa política e as suas consequências nefastas - e apelou à participação na manifestação nacional do dia 5.
Reafirmou a disponibilidade do PCP para continuar a integrar essa luta.
Os jornais, as rádios e as televisões procederam a um cirúrgico silenciamento de todas estas iniciativas.
Porquê esse silenciamento?
II - Manuel Alegre, deputado do partido do Governo; Francisco Louçã, líder do BE, e mais uns quantos atrelados comuns aos dois, organizaram um comício para expressar preocupações face às desigualdades existentes no País.
Os jornais, as rádios e as televisões fizeram disso um acontecimento de dimensão nacional: antes, promovendo-o com estrondo; durante, com directos televisivos e radiofónicos; depois, com destaques de primeiras páginas e relatos encomiásticos.
Porquê essa propaganda?
Quem souber que responda.
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A nossa academia
Francisco Louçã é doutorado em economia e professor universitário.
Francisco Louçã, líder do BE, defendeu ser necessário abolir a liberalização de preços instituída em 2003, e instituir um mecanismo anti-especulativo de formação de preços considerando que cerca de 20 % do custo final ao consumidor resulta de movimentos de especulação.
Segundo o BE, “o factor determinante para a escalada dos preços tem sido a sua liberalização”, considerando que ao “analisar-se a composição do preço dos combustíveis verifica- -se que apenas uma pequena parte deste reflecte o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais”. O diploma do Bloco estabelece que “o preço do combustíveis em cada momento é determinado pelo preço do crude ou do combustível importado no momento da importação, e não pelo preço de produto semelhante no momento em que o consumidor final o adquire”.
Esta estratégia das empresas de fazerem reflectir no preço de venda não o custo efectivo por que compraram o produto há alguns meses atras, mas os custos de mercado desse dia são um dos factores que provocam inflação, sendo em si mesmo “inaceitáveis”, segundo frisa o BE.
(link)
Temos portanto um doutorado em economia e professor universitário de economia que acha que é inaceitável que as empresas vendam um produto ao preço de mercado em vez de o venderem a um preço que resulte dos seus preços de produção.
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[Avenida Marginal] Combustíveis
CombustíveisO Bloco de Esquerda (BE) quer “travar a espiral especulativa verificada nos últimos tempos” no mercado de crude. A proposta é simples: o Governo estipula um preço máximo, que é fixado tendo como termo de comparação os preços praticados num grupo de países de referência. Na prática, passa a estar em vigor um limite para a variação de preços.
A proposta nasce manca. Por exemplo, é interessante imaginar como é que é possível comparar preços entre países quando não há harmonização fiscal. Actualmente, os preços em Portugal estão muito próximos da média europeia; a diferença vem, em grande parte, da carga tributária. Dada a intransigência de Sócrates em baixar impostos, resta a Francisco Louçã convencer os Governos europeus a aumentarem os seus. Sempre se salvava uma proposta.
Depois, a maldita especulação. Não sei onde é que o BE vai buscar a ideia de que há uma “espiral especulativa”. Com tantas certezas, talvez o melhor fosse investir em crude e ganhar uma pipa de massa do que em revelar ao mercado que há uma bolha a formar-se (o facto de o mercado não ter reagido também indica que a credibilidade do BE em termos de análise económica não será a melhor).
De qualquer modo, um preço máximo não limita a especulação. Limita a oferta. E fomenta a procura. Não haverá apenas especuladores a sairem do mercado. Haverá consumidores sem gasolina e filas enormes para racionar a oferta, à semelhança do que aconteceu em 1973 nos Estados Unidos. O impacto mediático do controlo de preços é inversamente proporcional à sua eficiência económica.
Mas assumamos que há mesmo especulação a aumentar o preço. Qual é exactamente o problema da especulação? A especulação representa uma aposta em relação ao preço futuro. Quem compra hoje para vender amanhã acredita que o preço de hoje é inferior ao preço de amanhã. Mas a aposta representa um risco: a previsão pode sempre sair furada.
Qual é o resultado final? O primeiro é que a procura actual aumenta – o preço sobe. O segundo é que a oferta futura também aumenta – o preço desce. A parte engraçada é que a especulação tende a equivaler os dois preços. O aumento de preço é o mesmo, com ou sem especulação. A especulação apenas torna a transição mais suave. Esta proposta do BE é mais demagogia barata.
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Pessoal
Sócrates deveria saber que, diferentemente do que se passa na oposição, uma vez no poder o excesso de convicção facilmente se verte em arrogância anti-democrática. Por exemplo, é inadmissível que em sede de Parlamento nunca responda às questões do CDS-PP e do PSD levando ao extremo a jogada do "quando vocês estavam no governo". A questão é que a arrogância política combate-se politicamente e a tentação de explorar a vida pessoal de Sócrates, seja com premeditação política, seja no calor da luta (caso de ontem), além de pouco edificante , resulta num rotundo tiro no pé -- o que não deixa de ser um sinal de maturidade da nossa opinião pública.
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Irascibilidade
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Bloco de Esquerda quer isenção de custas judiciais para quem se queixe de agressão
O dirigente do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã anunciou ontem à noite um conjunto de propostas do seu partido na área da justiça, incluindo a isenção de custas judiciais para quem se queixe de agressão. Trata-se de uma medida “à imagem do que se passa na Europa, nomeadamente Espanha”, disse.
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Isenção de custas para quem se queixe de agressão
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Louçã quer isenção de custas judiciais para quem se queixe de agressão
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BE concorda com alteração à lei das armas, mas quer «esperar para ver»
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Governo insiste «numa receita que tem dado maus resultados», diz Louçã
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Governo insiste «numa receita que tem dado maus resultados», diz Louçã
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Cavaco Silva mostrou «ser um homem insensível» em matéria de lei do divórcio
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Cavaco Silva mostrou «ser um homem insensível» em matéria de lei do divórcio
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Louçã diz que Cavaco é "insensível" e "insensato" por ter vetado Lei do Divórcio
O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, afirmou ontem no Algarve que o Presidente da República demonstrou ser um homem "insensível" e "insensato" ao vetar a Lei do Divórcio.
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Louçã diz que PR foi "insensato" ao vetar lei do divórcio
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Louçã acusa Sócrates de “insensibilidade” e de promover emprego precário
Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda (BE), acusou hoje o primeiro-ministro de “insensibilidade” por “participar na apresentação de 1200 novos postos de trabalho precários pela PT, quando a empresa, só durante o Governo PS despediu, 3400 trabalhadores com contrato definitivo”.
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Francisco Louçã acusa José Sócrates de "insensibilidade"
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Louçã diz que anúncio de 1200 postos de trabalho na PT é propaganda e exige esclarecimentos
O deputado do Bloco de Esquerda Francisco Louçã pediu hoje esclarecimentos ao Governo sobre a criação de 1200 postos de trabalho na PT, considerando que se trata de "uma acção de propaganda" que resultará em maior precariedade.
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CMVM diz que seguiu "escrupulosamente" recomendações do relatório de 2002 sobre BCP
As recomendações do relatório da CMVM de 2002 sobre o BCP, às quais os deputados Francisco Louçã (BE) e Honório Novo (PCP) aludiram na comissão de inquérito à supervisão financeira, foram "seguidas escrupulosamente", disse hoje à Lusa fonte do regulador.
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BE crítica trabalhos da Comissão de Inquérito ao caso BCP
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BE crítica trabalhos da Comissão de Inquérito ao caso BCP
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Sócrates aconselha "tento na língua" a Louçã
O líder do Bloco de Esquerda (BE) protagonizou hoje um momento tenso do debate do estado da Nação, com José Sócrates a aconselhar "tento na língua" a Francisco Louçã por insinuar que o Governo "anda de mão dada" com ladrões. A polémica começou por Francisco Louçã criticar a taxa Robin dos Bosques sobre os lucros especulativos de 25 por cento, criticando que as petrolíferas fiquem com três quartos "da especulação".
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BE propõe projecto para acabar com preços mais altos da Internet no interior
O Bloco de Esquerda (BE) apresentou hoje um projecto de lei para acabar com o "escândalo" da proposta discutida na Anacom que permite preços mais altos do acesso à Internet a zonas do interior. "É um país a duas velocidades", afirmou o deputado bloquista Francisco Louçã que mostrou um mapa de Portugal com as regiões que podem vir a ter reduções de preços no acesso à Internet, no litoral, e aqueles onde os preços de deverão manter, maioritariamente no interior.
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O Bloco de Esquerda quer que familiares acompanhem doentes nas urgências
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O Bloco de Esquerda quer que familiares acompanhem doentes nas urgências
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