Tag Jerónimo de Sousa
emissão estragada
Apesar de todo o trabalho e de todo o planeamento vamos ver a festa do avante na televisão. Não conseguimos reunir os meios necessários para fazer a emissão que tínhamos pensado e que a festa merece. Amarga lembrança das nossas limitações (apesar da amabilidade do PCP). Assim sendo ainda não é desta que vamos ao seixal.
A quem queria ver e ouvir José Casanova, Jerónimo de Sousa e outros no 31 da Armada fica a promessa que voltaremos a tentar.
Entretanto pergunto-me: o que farei agora desta barba? All dressed up and nowhere to go.
(recolher)
actuação no seixal
O PCP amavelmente aceitou receber e apoiar a emissão do 31 da Armada na sua Festa do Avante. Informou-nos agora pelo jornal de negócios (oh! a ironia!) que vamos ter de pagar a entrada. Medida preventiva, estou certo. Não fosse o 31 aproveitar as suas credenciais de imprensa para ouvir o Jerónimo de Sousa de borla.
(recolher)
E É ISSO QUE CONTA!
Na abertura da peça, resume as futuras actividades partidárias dos outros partidos, faz ponto final e fecha deste modo: «E o PCP mantém a Festa do Avante!» - assim como quem insinua que a realização da Festa não era coisa certa, mas que o PCP, afinal, acabou por se decidir mantê-la...
Dessas duas páginas, mais de uma é utilizada na abordagem do silêncio e do fim do silêncio de Manuela Ferreira Leite - e dos que, tendo sido convidados, aceitaram ou não participar na cerimónia que vai pôr termo ao dito silêncio e que, tudo indica, será a grande notícia do próximo domingo...
No espaço que sobra - menos de uma página - a maior notícia é, naturalmente, sobre um discurso de Louçã num comício no Porto; logo seguida de um comício do PS no Funchal - onde Santos Silva foi prometer a visita do Sócrates à Madeira lá mais para a altura das eleições de 2009; segue-se, depois, uma notícia pequena, informando que «Paulo Portas volta aos comícios»; e, finalmente, a mais pequena de todas as notícias: esta naturalmente, sobre o PCP.
Nada disto surpreende mas, mesmo assim, aqui se regista a sem-surpresa, quanto mais não seja para nunca esquecermos que é isto que acontece todos os dias em todos os jornais portugueses.
Sobre a «rentrée» do PCP, o DN - referindo de passagem que Jerónimo de Sousa, no discurso de encerramento da Festa do Avante!, «vai apertar o cerco comunista ao novo Código do Trabalho» - tranquiliza os seus leitores deste jeito:
«Este ano os três dias de festa no recinto da Quinta da Atalaia não vão ser ensombrados pela presença das FARC. Pelo menos o PCP assim o prometeu aos jornalistas»...
Ou seja: como quem não quer a coisa, mas querendo - lá ficou a primeira ideia que a jornalista queria que ficasse: nos anos anteriores, a Festa foi «ensombrada» pela tal presença das FARC;
e querendo, mas fingindo que não queria, lá ficou, igualmente, a segunda ideia: o PCP prometeu, mas irá cumprir?...
Vejam bem como em meia dúzia de palavras se pode dizer tanto!...
A autora do texto sabe que, escrevendo o que escreveu, está a desinformar.
Mas, de facto, desinformar é a sua tarefa - que ela, aliás, cumpre exemplarmente sempre que escreve sobre o PCP.
Entretanto, no sábado passado, mais de mil construtores da Festa participaram na jornada de trabalho militante na Atalaia, num intervalo da qual ouviram e aplaudiram o discurso ali proferido por Jerónimo de Sousa - também ele participante da jornada de trabalho.
E por muito que custe - e custa - aos que, seguindo por mil escusos caminhos, tudo fazem para acabar com ela, a Festa lá estará, no próximo fim-de-semana, maior e mais bonita do que nunca.
E é isso que conta!
(recolher)
Desdramatizar não resolve
A excelente jornalista Fernanda Câncio, publicou no DN de 29.08.2008, um texto intitulado "ESTADO DE HISTERIA" em que recorre à estatística para tentar desdramatizar a sucessão de assaltos noticiados ultimamente.
Penso que Fernanda Câncio passa ao lado do essencial. Comparar as nossas percentagens com as de outros países e falar da criminalidade em abstracto não resolve o problema dos cidadãos que se sentem inseguros. O mal dos outros não resolve o nosso.
Os crimes não têm todos os mesmos efeitos sobre o cidadão comum e por isso as estatísticas podem ser enganadoras já que frequentemente misturam crimes de tipos muito diferentes. Os assaltos profissionais a carrinhas de bancos, ou as guerras entre gangs, ou os crimes passionais, são coisas que o cidadão não vê como uma ameaça para si próprio embora deplore tais violências.
Mas ter medo de entrar no seu banco, ou na sua farmácia, ou que entrem na sua casa enquanto dorme, ou que o ataquem enquanto estaciona o automóvel, isso são coisas que causam uma profunda perturbação.
Os assaltantes incompetentes e "espontâneos" são aqueles que mais medo provocam pois as suas acções são imprevisíveis e incompreensíveis na maior parte dos casos. Podem levar às mais caóticas situações de violência, daquelas em que o cidadão não tem forma de se precaver por mais que queira.
O que eu acho mais inadmissível, com base nas descrições dos assaltos recentes, é que parece ter-se criado um tal sentimento de impunidade que qualquer pateta decide, de um momento para o outro, pegar numa arma e assaltar um banco.
Este texto da Fernanda Câncio, certamente contra a sua vontade, transmite um certo menosprezo pelo sentimento de insegurança dos cidadãos, sentimento esse que é legítimo, justificado e um dado de facto incontornável. Este menosprezo parece aliás, paradoxalmente, ser uma pecha de toda a esquerda.
Outros, com intuitos menos recomendáveis, poderão assim capitalizar oportunamente o descontentamento e o medo.
______________
P.S. (às 18:15)
Tenho que reconhecer que errei quando atribuí a toda a esquerda uma atitude de minimização da criminalidade. No Público de hoje:
"Creio que Sócrates já devia ter falado", disse Jerónimo de Sousa. O dirigente falava aos jornalistas na Quinta da Atalaia, no Seixal, onde esta manhã se encontrava para participar na montagem das estruturas do recinto da Festa do Avante!, que se realiza no próximo fim-de-semana."Sócrates não devia fazer um 'mea culpa', nem sequer se exige isto. Deve compreender a gravidade da situação e apresentar ao povo português as medidas que visem aumentar a segurança dos cidadãos", acrescentou. Para o líder comunista, o governo tem contribuído para incutir nos portugueses a ideia de que aumentar a segurança é sinónimo de restringir a liberdade. "Não acreditamos que nenhuma limitação da liberdade dê mais segurança aos cidadãos. Creio que nesse sentido Sócrates tem a responsabilidade de vir combater essa tese", disse.
_____________
P.S. (31.08.2008) - Descobri que também Teixeira Lopes do BE se preocupa com a atitude da esquerda quanto à criminalidade no Esquerda.net
.
(recolher)
DEGRADAÇÃO, PODRIDÃO, ABJECÇÃO
Por isso aqui venho jurar que no último fim-de-semana ocorreu, em Braga, a Festa da Alegria: juro!
Estive lá e vi - e comigo milhares de pessoas estiveram lá e viram.
A Festa da Alegria foi o maior acontecimento político-partidário do fim-de-semana. E essa é uma realidade indesmentível - goste-se ou não do PCP e por mais que custe a quem não gosta.
O facto de os média dominantes terem ignorado esse acontecimento não o apaga do mapa das realizações do PCP - mas é bem elucidativo do conceito de informar que vigora nesses média.
Nas televisões foi uma vergonha: nenhum dos canais mostrou uma imagem dos milhares de pessoas que participaram na Festa e assistiram ao comício com o secretário-geral do PCP. Do discurso de Jerónimo de Sousa nada disseram - e no final, fizeram-lhe umas perguntas sobre questões que nada tinham a ver com a sua intervenção...
Nos jornais, foi ainda pior - se é que é possível...
No Jornal de Notícias, no Público e no Correio da Manhã, nem uma linha.
No Diário de Notícias... uma linha...
São estes os média que temos. É este o estado a que chegaram: um estado que atingiu um grau extremo de degradação, de podridão, de abjecção.
(recolher)
Ao ouvir Demétrio Alves, ex-autarca de Loures, dar uma entrevista à
Ao ouvir Demétrio Alves, ex-autarca de Loures, dar uma entrevista à TVI, todo bronzeado e com vista para o mar a justificar os incidentes de Loures com o aumento desemprego, repetindo os argumentos de Jerónimo de Sousa percebi logo que aquele bairro maravilha foi uma invenção do PCP...
(recolher)
Ferreira Fernandes: quem quer, sabe
O artigo de opinião de Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de ontem, ela está com bom aspecto, já vai com 7 citações na blogosfera e promete tornar-se num clássico — pelo menos esta semana.
A frase chave do artigo de Ferreira Fernandes é esta: quem quer, sabe.
Sempre foi assim, independentemente dos meios. A extraterritorialidade e a economia e facilidade de publicação dão asas à imaginação e soltaram forças reprimidas, mas nem a tripar o homem escapa ao destino da sua condição.
Na blogosfera, como em qualquer outro meio, quando o conteúdo é excessivo ou não está lá, a receita do bom senso funciona: quem quer, sabe.
Por isso, não vou insultar ninguém lembrando que na blogosfera — e até nas caixas de comentários que Ferreira Fernandes não frequenta — há cidadãos que dão o nome e a cara e escrevem diálogos que valem a pena e opiniões construtivas sendo, pasme-se, capaz de o fazer sem recorrer ao insulto, à baixeza, ao calão, à idiotice e ao mau português.
Uma lista dos artigos que mencionam o artigo de Ferreira Fernandes. Vou tentar mantê-la actualizada, pelo menos nos próximos dois ou três dias.
Umas no cravo e outras tanta na ferradura em 06 Jul 08 23:00 por Jumento, [jumento.blogspot.com]FOTO JUMENTO. Alfama, Lisboa. IMAGEM DO DIA. «Finlandia, gara di corsa con le mogli in spalla» [La Repubblica]. JUMENTO DO DIA. Jerónimo, o provedor dos eleitores do PS. Se há papel que Jerónimo de Sousa adora desempenhar é o de … (3222) DEVIA TER SIDO LIBERTADO O CADÁVER (1) em 06 Jul 08 17:02 por Jorge Ferreira, [tomarpartido.blogs.sapo.pt]
“A blogosfera é o inferno para Jean-Jacques Rousseau: atirou a mentira deste (”os homens são naturalmente bons”) definitivamente para o caixote do lixo da História. Pelas formas tradicionais de comunicação - conversas, jornais, … Uma viagem ao intestino grosso da Blogosfera em 06 Jul 08 14:22 por Isabel Faria, [troll-urbano.blogspot.com]
Nada sei do Ferreira Fernandes fora da sua coluna do DN. Gosto, quase sempre muito, de Ferreira Fernandes na sua coluna do DN. Às vezes não estou nada de acordo com o que escreve - seja de política ou de futebol. … Leituras em 06 Jul 08 14:22 por Miguel Abrantes, [corporacoes.blogspot.com]
• Fernanda Palma, A segurança dos tribunais:. “Numa lógica de direito de necessidade, o interesse nas condições de bom funcionamento dos tribunais não é superior ao interesse na realização da Justiça. E nunca é de excluir a utilização … Pecados da Blogosfera em 06 Jul 08 09:09 por jmvfaria, [rupturavizela.blogs.sapo.pt]
Está com bom aspecto, Ingrid Betancourt. Fico contente por a ver assim. Mas há também quem diga: “Está com bom aspecto, Ingrid Betancourt.” Não é esta frase igual à minha? De regozijo? Não. É dita exactamente com sentido contrário, … Os blogues e os passeios higiénicos em 06 Jul 08 08:47 por António Agostinho, [outramargem-visor.blogspot.com]
“A blogosfera é moderníssima. Gosto dela porque nela muita gente escreve bem e também porque me garante: sim, os pulhas existem e até se exibem. A blogosfera acreditou para si uma tal forma de impunidade que chega a ser enternecedor ir … dificuldades de avançar nos tempos… em 06 Jul 08 08:41 por JJT, [nemvaleapenadizermaisnada.blogspot.com]
A vida pós-PREC, a “famosa” queda do muro, a impossibilidade de tornar real uma verdadeira experiência comunista, a necessidade adiada de reformar os partidos comunistas num tempo que naturalmente mudou e com ele os seus paradigmas… …
(recolher)
“Quem quer casar com a carochinha?” por Rui Tavares
Não é por acaso que Manuela Ferreira Leite precisou de reagir tão enfaticamente à hipótese de, após as eleições de 2009, se formar um governo de “bloco central” entre os dois maiores partidos nacionais, o PS de José Sócrates e o seu próprio PSD. “Alianças com o PS?”, perguntou ela, “só se eu estivesse doida!”.
A resposta é enfática no estilo porque não o pode ser no conteúdo.
Em primeiro lugar, era preciso matar o assunto, por razões externas. Seria muito desagradável, a um ano das eleições, dar já como comprometido o partido que supostamente deve competir pelo governo. Ao PSD cabe desempenhar aquele papel, por pouco que acredite nele, sob pena de tornar as eleições ainda menos competitivas do que elas ameaçam ser.
E em segundo lugar, era preciso matar o assunto, por razões internas. Ninguém duvide de que, dentro do PSD, pouca gente se incomodaria com um governo de “bloco central”. O PSD não é um partido de alternativa, é simplesmente um partido que acha que deve estar no governo. Se for sozinho, óptimo; se for acompanhado, menos mal. Se der muito trabalho, lá terá de ser; se não der trabalho nenhum, melhor ainda. Ter de preparar a alternativa para chegar ao governo demora mais tempo e dá mais trabalho. O PSD tem muitas bocas para alimentar e boa parte delas prefere garantir meia-dúzia de ministérios já para o ano que vem do que sonhar com um governo inteiro quando o partido for capaz de voltar a ganhar eleições.
E antes que a fome se juntasse à vontade de comer, Manuela Ferreira Leite precisava de matar o assunto, disparando uma bala de canhão e fazendo muito fumo uns metros ao lado de onde o assunto se encontrava.
Agora o conteúdo. Como já alguém notou, Manuela Ferreira Leite respondeu que nunca faria alianças com o PS - a não ser que estivesse louca -, mas o mais interessante é que a pergunta não era essa. “Alianças com o PS” significa os dois partidos concorrerem juntos às eleições. Um governo de “bloco central” significa os dois partidos governarem juntos após as eleições não terem dado uma maioria absoluta, meia-dúzia de comentadores sisudos decretarem que esta é a coisa mais “responsável” a fazer e o Presidente da República aparecer em público com um ar pesaroso. Na minha opinião, um governo que junte o bloco central dos interesses ao da política retirará o sentido que resta ao nosso sistema partidário e será desastroso para o país, mas quando chegar a altura não faltará quem garanta que loucura é não o fazer.
Durante o próximo ano, enquanto for provável que o PS ganhe as eleições sem maioria absoluta, “quem quer casar com a carochinha” será a incógnita essencial do nosso futuro político. Precisamente por ser essencial, é de esperar que todos os políticos fujam do tema. Manuela Ferreira Leite foi só a primeira: as suas declarações, com mais ou menos ênfase, serão repetidas por Jerónimo de Sousa, Paulo Portas e Francisco Louçã - o que ajudará José Sócrates, de resto, a defender a necessidade de obter a maioria absoluta.
Para nós seria muito melhor que cada um dissesse: no governo eu gostaria muito de fazer isto ou aquilo, o país precisa claramente da nossa acção, e segundo condições precisas e determinadas estaríamos disposto a chegar a um acordo com um ou mais partidos. Mas, se a memória não me falha, o primeiro pretendente a aceitar casar com a carochinha morreu dentro de um caldeirão. Deve ser essa sorte que os nossos políticos pretendem tanto evitar.
ShareThis
(recolher)
Para isso já têm os Verdes
Jerónimo de Sousa, que falava no final de uma reunião de dois dias do Comité Central, voltou a defender “uma convergência” à esquerda, que junte “todos os que estão empenhados num projecto claro de ruptura com a política de direita” em vigor. Contudo, neste espaço de “forças políticas e sociais” de esquerda Jerónimo não inclui a “ala esquerda” do PS e o BE porque, argumenta, as mudanças não se fazem “com paliativos” ou com “bons sentimentos”.
Mais do que o sectarismo, o que impressiona nestas declarações é a confirmação de que, por detrás do apelo a uma convergência de esquerda, o PCP está a falar de si próprio e das suas organizações satélite. A direcção do PCP encara o seu partido como uma ilha auto-suficiente. Diálogos e convergências só com quem pensar o mesmo que "o Partido". Tudo o resto são "paliativos". Mesmo não tendo nenhuma estratégia, ou sequer ambição, para dialogar com os sectores críticos do partido socialista, o PCP não se coíbe de passar a vida a louvar a importância de uma "convergência" à esquerda. Convergência com os seus clones, como se percebe.
(recolher)
Sindicalismo engravatado
(recolher)
Post em diferido de uma noite vermelha (iv)
(recolher)
PORQUÊ?
Contactou com populações de diversas localidades e, à tarde, participou num comício com cerca de mil pessoas, em Guimarães.
Falou do desemprego, do emprego precário, dos baixos salários, das desigualdades sociais, da situação dos jovens, dos reformados, dos pequenos empresários - e apontou a causa desse flagelos: a política de direita, de momento executada pelo Governo PS/Sócrates.
Falou da luta dos trabalhadores e das populações como caminho indispensável para derrotar essa política e as suas consequências nefastas - e apelou à participação na manifestação nacional do dia 5.
Reafirmou a disponibilidade do PCP para continuar a integrar essa luta.
Os jornais, as rádios e as televisões procederam a um cirúrgico silenciamento de todas estas iniciativas.
Porquê esse silenciamento?
II - Manuel Alegre, deputado do partido do Governo; Francisco Louçã, líder do BE, e mais uns quantos atrelados comuns aos dois, organizaram um comício para expressar preocupações face às desigualdades existentes no País.
Os jornais, as rádios e as televisões fizeram disso um acontecimento de dimensão nacional: antes, promovendo-o com estrondo; durante, com directos televisivos e radiofónicos; depois, com destaques de primeiras páginas e relatos encomiásticos.
Porquê essa propaganda?
Quem souber que responda.
(recolher)
Dor de cotovelo.
Sabem o que é uma dor de cotovelo ?
Se não sabem ou não conseguem descrever, deixo um exemplo de alguém que sabe explicar bem.
"Começa agora a surgir uma esquerda preocupada e falante com os problemas sociais. Nós temos sido a esquerda actuante, ligando a palavra aos actos.”
"A esquerda preocupada e falante está mais preocupada com o crescimento do PCP."
"É uma iniciativa partidária, mais ou menos alargada."
Dor de cotovelo... perdão, frases de autoria de Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP e que se relacionam com o comício, que vai decorrer hoje do Bloco de Esquerda, com a participação de Manuel Alegre e mais alguns destacados socialistas.
(recolher)
DESCULPEM A INSISTÊNCIA...
Insisto, então, na minha notícia - que podia ser, mas não é, sobre a ida de Jerónimo de Sousa ao Vale do Ave, a qual, sabemos bem porquê, foi cuidadosa e eficazmente silenciada pela generalidade da comunicação social dominante - para que, repito, a questão não caia no esquecimento.
Como estamos lembrados - e aqui lembrei várias vezes - o conceito de liberdade, democracia e direitos humanos em vigor nos Estados Unidos da América, exibe-se em múltiplas expressões, uma das quais é a forma de tratamento dada aos suspeitos de terrorismo e, particularmente, aos suspeitos de que se supõe dever suspeitar-se serem suspeitos de qualquer suspeita ligação ao suspeito atentado às Torres Gémeas em 11 de Setembro de 2001 - sem esquecer, naturalmente, que estes «suspeitos» incluem, também, os filhos, netos, pais e vizinhos de todos os preumiveis suspeitos...
Com efeito, tanto as diversificadas formas de tortura aplicadas, como as características celulares inventadas nas prisões secretas, como o volume de presos registado, revelam um imaginação notável por parte dos torturadores, dos carcereiros e de todos os heróicos combatentes do terrorismo em geral.
Diz-nos agora a ONG britânica Reprieve que, desde o 11 de setembro de 2001, terão passado pelas prisões secretas norte-americanas 80. 000 «suspeitos» - os quais foram criteriosamente fechados, fichados e tratados em cadeias secretas da CIA, espalhadas por vários países, designadamente: Quénia, Somália, Etiópia, Djibuti, Tailândia, Afeganistão, Polónia e Roménia.
Não surpreende mas é digno de registo, o elevado número pessoas presas - e seria bom saber, no final, quantas se provou, após a prisão e as torturas, nada terem a ver com aquele ou com qualquer outro atentado.
Outra notícia, diz-nos que vai ter início o julgamento daquele que a CIA considera ser «o cérebro» do ataque às Torres Gémeas.
Não surpreende mas é digno de registo, o facto de tal julgamento ocorrer quase sete anos depois do atentado - tal como convém registar este outro curioso pormenor: o «tribunal» que vai julgar (e condenar) «o cérebro», é «considerado ilegal pelo Supremo Tribunal dos EUA»...
Acrescentemos, então, ao painel de conceitos civilizacionais em vigor nos EUA, este peculiar conceito de justiça...
E registemos. Pelo menos na memória.
(recolher)
O mundo de Miranda
João Miranda é por certo o maior economista amador residente nos domínios da cristandade. E alcançou essa posição invejável seguindo a mais singela e banal das receitas: simplificar, simplificar, simplificar. Para ele, o mercado é tudo, a mão invisível a única autoridade incontestada dos assuntos humanos.
Até aqui, tudo bem/mal. Notável é que ele não sonha este desígnio como um horizonte desejável e ao nosso alcance. Não; para o João Miranda, a economia actual do mundo em que vivemos já se regula apenas em função da pura e límpida afirmação de um mercado involuntária e inevitavelmente dedicado ao bem comum. Para ele, qualquer facto, depois de devidamente digerido, é prova qb da sua mundivisão: se os aumentos dos combustíveis em Portugal se quedaram abaixo da média europeia, está indiciado “que não existe cartel nenhum”. Se as condições do mercado andam instáveis ou se os consumidores querem poupar, idem. Isto logo depois de proclamar solenemente que “não existe” nada remotamente parecido com “formação de preços”, declarando nula toda a produção académica e empresarial em sentido oposto. Que pelo meio das teorias cristalinas existam uns agentes impuros e confusos chamados “seres humanos”, eis algo 100% despiciendo neste universo alternativo. Aqui não há cartelização, nem concorrência desleal, nem pecado original.
Ele merece, no entanto, a nossa admiração. Não se trata de mais um sandeu armado de megafone, perorando doutrina que logo depois esquece. Ele dedica-se, com o zelo de um cruzado, à defesa do seu estranho mundo. Argumentando, retorquindo, inventando axiomas, aniquilando a realidade se preciso for. Nem o Jerónimo de Sousa consegue ser tão intenso e focado.
ShareThis
(recolher)
Mas em que é que ficamos afinal?...O músico e activista Bob Geldof a
O músico e activista Bob Geldof afirmou em Lisboa que Angola é um país “gerido por criminosos”. »
*
O Avante! deu à fabulosa Anabela Fino a oportunidade de recolher as opiniões de Jerónimo de Sousa sobre a sua recente viagem a Angola. Às questões mais incómodas, o secretário-geral do PCP preferiu responder socorrendo-se das posições oficiais do MPLA, como se fosse um mero porta-voz do partido do Governo de Angola.
Mas o resultado é fascinante: da corrupção (que não sentiu “como um fenómeno instalado e em desenvolvimento”) ao MPLA (“uma força progressista, de esquerda e africana”), de José Eduardo dos Santos (que “tem grande prestígio no seio do MPLA e na sociedade angolana, pelo que não será de estranhar que venha a ser o candidato escolhido [para presidente da República]) à economia de mercado sem uma sociedade de mercado (“a vontade de não transformar a sociedade angolana numa sociedade capitalista no sentido clássico”), da liberdade de imprensa (“onde há conteúdos muitos radicais e mesmo ofensivos em relação ao MPLA”, como aqui se comprova) à democracia no Zimbabué (“é bom lembrar que a democraticidade das eleições foi posta em causa”), Jerónimo revelou-se muito (bem) impressionado com o que encontrou em África.
Tivessem as autoridades locais distribuído prémios a todas as candidatas a “«miss Angola» amputada pelas minas” e Angola seria mais do que “um país em construção, livre e soberano” — seria um mundo perfeito. »
(recolher)
A MOÇÃO DE CENSURA
A maioria absolutíssima de que a política de direita dispõe no Parlamento (PS+PSD+CDS/PP) não deixava margem para qualquer dúvida.
A moção de censura constituiu, assim, uma iniciativa de profundo conteúdo político, levada por diante com a consciência plena da correlação de forças existente mas igualmente com a consciência clara da indispensabilidade de a apresentar neste preciso momento.
Como a realidade confirmou.
Na intervenção inicial, Jerónimo de Sousa disse o que era necessário dizer:
põs a nu o conteúdo, a natureza e as consequências da política de direita que há 32 anos vem flagelando Portugal e os portugueses - e que com o actual Governo atingiu os mais elevados graus de devastação em todas as áreas da vida nacional;
deu voz às centenas e centenas de milhares de pessoas que, nos últimos tempos, nos locais de trabalho ou na rua manifestaram o seu descontentamento e o seu protesto e apresentaram as suas justas exigências - e também aos muitos milhares que, por razões várias (medo, inclusive) calaram para si esses descontentamento, protesto e exigências...;
demonstrou a necessidade, e a possibilidade, de uma ruptura de esquerda que devolva aos portugueses os caminhos de justiça social, de liberdade e democracia, de independência e soberania nacional, abertos pela Revolução de Abril.
E do debate emergiu, inequívoca, a razão dos comunistas - que é a razão dos trabalhadores, do povo e do País.
Uma razão pela qual é imperioso continuar a lutar.
E, como a moção de censura ao Governo e à sua política evidenciou, a luta de massas é o caminho decisivo para derrotar a política de direita e para impor a necessária alternativa de esquerda.
Assim, a Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN para 5 de Junho, em Lisboa, espera por nós.
Vamos encher a Avenida da Liberdade. Do Marquês de Pombal até aos Restauradores.
A LUTA CONTINUA!
(recolher)
"Angola é gerida por criminosos"
Para além das indignações do costume, e dos silêncios do costume, vai ser engraçado assistir à futura convivência da esquerda que tem Deus no céu e o MPLA na terra com todo o movimento assistencialista de Bob Geldof.
(recolher)
Já todos acordaram para o preço dos combustíveis.
Sócrates não vê que há ali à frente um muro e que tem de travar o que puder. Vai bater mas quanto mais cedo travar menor será o embate. Esta semana não podia ter sido pior para a bolsa das pessoas e empresas. Mas a cegueira é total.Soraia Chaves,Fotojornalismo,politica, sexo, personalidades,web, online
(recolher)
Moção de Censura ? Porque ?
Não gosto de moções de censura que são usadas unicamente para fazer barulho e conseguir algum protagonismo.
Na anterior moção de censura, o Bloco de Esquerda esteve bem, avançou porque considerou, como muitos de nós, que o não cumprimento do referendo do tratado era um motivo mais que suficiente para a censura.
Apresentar moções de censura avançando com motivos genéricos, embora importantes, talvez não seja a melhor forma de fazer propaganda eleitoral.
A iniciativa visa “transportar o descontentamento, a angústia e o protesto? contra as propostas de alteração ao Código de Trabalho, disse Jerónimo de Sousa, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Seria interessante lembrar ao Senhor Jerónimo de Sousa, que existe, reconheça-se que um pouco deficiente, uma concertação social, onde supostamente existem negociações entre os parceiros sociais.
Será que o PCP não podia esperar que realmente se chegasse a conclusões e só depois decidir a forma de contestação ?
Será que o PCP se sente excluído da negociação ?
Se se sente excluído, não devia já que está lá representado pelo seu braço sindical, a CGTP.
(recolher)
PCP: Jerónimo de Sousa deu uma mão na montagem da festa do Avante!
(recolher)
Jerónimo critica silêncio de Sócrates sobre questões de segurança
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o silêncio do primeiro-ministro, José Sócrates, em relação à segurança no país e pediu a apresentação de medidas que "visem aumentar a segurança dos cidadãos".
(recolher)
PCP: Jerónimo de Sousa critica silêncio do primeiro-ministro em relação às questões de segurança
(recolher)
SISI devia passar pelo Constitucional
(recolher)
PCP contesta atribuição à ANA do direito de decisão sobre terrenos municipais em Alcochete
(recolher)
PCP contesta atribuição à ANA do direito de decisão sobre terrenos municipais em Alcochete
(recolher)
Desemprego: PCP não percebe optimismo
(recolher)
Jerónimo acusa Governo de incentivar "golfe e resorts" no Algarve em detrimento das pescas e agricultura
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o Governo de José Sócrates por incentivar a "monocultura do turismo", que aumenta as assimetrias no Algarve, em detrimento das pescas e agricultura tradicionais da região algarvia.
(recolher)
PCP acusa Governo de incentivar «resorts» em detrimento das pescas e agricultura
(recolher)
PCP acusa Governo de incentivar golfe em detrimento de pescas
(recolher)
Caso Maddie: PCP elogia esforço da polícia mas diz não ter havido justiça
O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que houve "um esforço notável" das forças de segurança no caso Madeleine, que a Procuradoria anunciou ter arquivado ontem, mas admitiu que "não houve justiça".
(recolher)
Saúde: Jerónimo de Sousa culpa Governo pela situação social dos enfermeiros
(recolher)
Jerónimo desdramatiza incidentes na Quinta da Fonte e pede política de integração
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que os incidentes da passada sexta-feira em Loures não devem ser dramatizados, mas sublinhou a necessidade de haver uma visão política e medidas de ângulo social procurando a integração.
(recolher)
PCP reprova os «métodos» utilizados pelas FARC
(recolher)
Colômbia/FARC: PCP rejeita "qualquer criminalização da resistência"
(recolher)
Jerónimo critica timidez da taxa "Robin dos Bosques"
O líder do PCP fez hoje um balanço sombrio do estado da Nação e acusou o Governo de tomar uma medida tímida, a taxa Robin dos Bosques, dando a impressão às petrolíferas de que "o crime compensa". No debate, no Parlamento, Jerónimo de Sousa responsabilizou o Governo, e não "apenas a crise internacional", nomeadamente pelo aumento do desemprego e considerou baixa uma taxa de 25 por cento sobre os "lucros especulativos" das petrolíferas.
(recolher)
Sócrates falhou nos objectivos que lhe deram mais votos, diz Jerónimo
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje em Resende que o Governo do "birrento" José Sócrates "falhou particularmente nos objectivos que o fez ganhar tantos votos", como o combate ao desemprego.
(recolher)
PCP diz que Sócrates falhou objectivos que lhe deram mais votos
(recolher)
Sócrates tentou «sacudir responsabilidades»
(recolher)
Jerónimo de Sousa diz que Sócrates tem problemas de consciência
Jerónimo de Sousa lamentou o ataque desferido este fim-de-semana pelo primeiro-ministro contra os partidos à esquerda do PS, sustentando que as palavras de José Sócrates mostram que ele tem problemas de consciência.
(recolher)



