Tag Paulo Portas
O partido sou eu
O secretário-geral do PP, João Almeida, diz que as demissões no partido “estão a merecer análise” e que estão a ponderar reunir a direcção para analisar as demissões, que, por enquanto, se mantêm numa "esfera interna". Paulo Portas é bem capaz de ter razão. Com uma direcção que se entretém a discutir demissões que tiveram lugar há um ano, em vez de se preocupar com as informações que lhe foram sonegadas pelo líder do partido, o mais avisado mesmo é não levar a sério a ficção de que existe alguém que conte no PP que não dê pelo nome de Paulo Portas. Mais complicado é acreditar que Paulo Portas ainda conte para alguma coisa. Mas isso são outras contas.
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Portas mentiu ou não reuniu?
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O ARÍETE FALHOU
Segundo o dr. Paulo Portas, a "esperança" de ter o dr. Nobre Guedes de volta à vice-presidência do CDS/PP levou-o a "esconder" do partido, durante um ano, o pedido de "afastamento" daquele. Também, soube-se hoje, um membro da sua comissão política decidiu sair. Enfim, o dr. Portas, que protestou "salvar" o CDS do pacato e inofensivo Ribeiro e Castro, não tem feito outra coisa senão levar o seu pequeno partido à ruína política. Nunca percebi - a não ser por uma vontade doentia e manipuladora - o que é que determinou Portas a regressar a um posto onde tinha sido feliz. E tão cedo. Como Marcelo, Portas "vive" a política como um entretenimento pessoal onde se misturam várias "sensações" de recorte "shakespeareano". Ambição, mando, intriga, notoriedade, talento, inteligência, uma gravitas forjada, lealdade, traição, retórica. Portas aprecia ver-se e ouvir-se mesmo quando já só resta uma caricatura de si próprio. O CDS/PP correu, de novo, atrás deste aríete outrora certeiro em capas de jornais em nome de uma promessa de poder. De qualquer poder. Verifica-se, afinal, que Portas apenas fechou um pouco mais o seu condomínio privativo ao qual, por hábito, se continua a chamar CDS/PP. Por que é que isto interessa? Porque Portas não "alargou" o espaço da direita nem serviu para combater a não-esquerda representada por Sócrates. Confinou, aliás, esse espaço mais do que ele já estava. E a competência de um Diogo Feio não chega para fazer uma primavera. O aríete, desta vez, falhou.
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Político escondido com o rabo de fora…
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E É ISSO QUE CONTA!
Na abertura da peça, resume as futuras actividades partidárias dos outros partidos, faz ponto final e fecha deste modo: «E o PCP mantém a Festa do Avante!» - assim como quem insinua que a realização da Festa não era coisa certa, mas que o PCP, afinal, acabou por se decidir mantê-la...
Dessas duas páginas, mais de uma é utilizada na abordagem do silêncio e do fim do silêncio de Manuela Ferreira Leite - e dos que, tendo sido convidados, aceitaram ou não participar na cerimónia que vai pôr termo ao dito silêncio e que, tudo indica, será a grande notícia do próximo domingo...
No espaço que sobra - menos de uma página - a maior notícia é, naturalmente, sobre um discurso de Louçã num comício no Porto; logo seguida de um comício do PS no Funchal - onde Santos Silva foi prometer a visita do Sócrates à Madeira lá mais para a altura das eleições de 2009; segue-se, depois, uma notícia pequena, informando que «Paulo Portas volta aos comícios»; e, finalmente, a mais pequena de todas as notícias: esta naturalmente, sobre o PCP.
Nada disto surpreende mas, mesmo assim, aqui se regista a sem-surpresa, quanto mais não seja para nunca esquecermos que é isto que acontece todos os dias em todos os jornais portugueses.
Sobre a «rentrée» do PCP, o DN - referindo de passagem que Jerónimo de Sousa, no discurso de encerramento da Festa do Avante!, «vai apertar o cerco comunista ao novo Código do Trabalho» - tranquiliza os seus leitores deste jeito:
«Este ano os três dias de festa no recinto da Quinta da Atalaia não vão ser ensombrados pela presença das FARC. Pelo menos o PCP assim o prometeu aos jornalistas»...
Ou seja: como quem não quer a coisa, mas querendo - lá ficou a primeira ideia que a jornalista queria que ficasse: nos anos anteriores, a Festa foi «ensombrada» pela tal presença das FARC;
e querendo, mas fingindo que não queria, lá ficou, igualmente, a segunda ideia: o PCP prometeu, mas irá cumprir?...
Vejam bem como em meia dúzia de palavras se pode dizer tanto!...
A autora do texto sabe que, escrevendo o que escreveu, está a desinformar.
Mas, de facto, desinformar é a sua tarefa - que ela, aliás, cumpre exemplarmente sempre que escreve sobre o PCP.
Entretanto, no sábado passado, mais de mil construtores da Festa participaram na jornada de trabalho militante na Atalaia, num intervalo da qual ouviram e aplaudiram o discurso ali proferido por Jerónimo de Sousa - também ele participante da jornada de trabalho.
E por muito que custe - e custa - aos que, seguindo por mil escusos caminhos, tudo fazem para acabar com ela, a Festa lá estará, no próximo fim-de-semana, maior e mais bonita do que nunca.
E é isso que conta!
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O QUE FAZ FALTA: ESCRUTÍNIO, TÓNUS CRÍTICO, CRÍTICA (1)O que faz f
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
(Zeca Afonso)
A recente entrevista do ministro da Administração Interna (MAI) à RTP foi mais um exemplo das encruzilhadas deste Governo e do cansaço e impasses em que se meteu. Admirava-me pouco se o primeiro-ministro estivesse a preparar uma remodelação, e com ela levasse o MAI, cuja adequação à função é, para ser suave, distante.
Vistas bem as coisas, passados três anos, com condições excepcionais de governação (convém sempre lembrar este facto que o Governo nunca refere, uma maioria absoluta sólida, um presidente institucionalmente cooperante e uma oposição muito débil e descredibilizada), os resultados deste Governo são bem medíocres, muitos dos ministros têm mostrado igualmente serem medíocres no exercício das suas funções e o todo só é sustentado pelas habilidades propagandísticas do primeiro-ministro e pela enorme deficiência de escrutínio da governação, quer por parte da oposição (voltaremos aqui), quer pela ausência de uma cultura crítica, de um tónus crítico na vida pública portuguesa.
Até pelo seu carácter estrutural, que vem da nossa história recente, da omnipresença de estado, da escassez de independência face a retaliações, da pequenez do país onde todos são "primos" uns dos outros, da fraca vida intelectual, do débil debate, o problema mais grave que se instalou no espaço público português é um enorme défice de escrutínio da governação. Pode haver um clima depressivo e de "mal dizer", mas não há um clima crítico da governação como é suposto existir numa democracia.
O actual Governo vive nesse e desse clima que fomenta, utilizando dois grandes instrumentos evidentes, e um menos evidente e mais sombrio. Os instrumentos que estão à vista de todos, mas cujo próprio escrutínio é também ferozmente atacado (veja-se como Eduardo Cintra Torres, o crítico de televisão deste jornal, é patrulhado ao milímetro, ameaçado por processos judiciais e por uma campanha de descredibilização, a arma típica para isolar os críticos), são por um lado o seu controlo da comunicação social do estado; e depois a sua própria máquina de informação e comunicação a partir dos assessores de imprensa e das agências de comunicação do primeiro-ministro, dos ministérios e dos gabinetes dependentes do estado, incluindo empresas públicas, etc., etc. A comunicação social do estado para além de doses de "circo" que nenhum serviço público justifica, serve acima de tudo como instrumento de controlo dos danos, limitação da agenda aos temas benignos e do acesso ao pódio apenas aos críticos "construtivos". O aspecto mais sombrio é o da utilização da máquina do estado para intimidar, pressionar e punir todos os que não aceitam a "ordem" governamental.
No mesmo dia em publiquei isto a RTP no Telejornal das 13 horas dava um escandaloso exemplo de manipulação informativa, exactamente para cobrir o MAI. A ERC continua silenciosa 24 horas depois e faz mal. A própria RTP deve ter pensado duas vezes após a denúncia da manipulação visto que no noticiário das 20 horas do mesmo dia, já não passou o ministro Santos Silva. (Na peça principal, o ministro estava omitido, em relação às 13 horas, mas não posso garantir se depois apareceu porque não vi o resto do Telejornal.)Poucas vezes na história da democracia portuguesa uma tão vasta máquina de poder está tão "consensualmente" e invisivelmente instalada. Aliás, todos os dias se reforça com muito cuidadas nomeações e escolhas quer para a comunicação social pública quer privada, onde o longo braço do Governo consegue chegar, "aconselhando" os privados contra os custos de fazerem escolhas que podem ser vistas como "hostis" ou "excessivas". Em três anos de governação, só há um caso em que esta máquina não controlou os acontecimentos, embora tenha recuperado na fase final, e em que a opinião pública (blogues, ordens profissionais, técnicos e, no fim, comunicação social) actuou no sentido de evitar um erro clamoroso que o Governo se preparava para fazer: o "caso" do aeroporto da Ota.
Vejamos uma lista dos procedimentos em que este Governo, e em particular o primeiro-ministro, assenta a sua governação e a sistemática ausência de escrutínio que já é mais que visível pelos resultados nestes últimos três anos:
1) Anúncios de medidas inexistentes ou que não passam de processos de intenção
Exemplo recente: o ministro da Administração Interna foi confrontado na sua entrevista televisiva com uma dessas medidas anunciadas pelo primeiro-ministro há mais de um ano e teve que admitir que ela não teve qualquer implementação. Foi o caso do anúncio, no Parlamento, pelo primeiro-ministro, de que "as alterações orgânicas na GNR e PSP vão libertar 4800 efectivos para funções operacionais" (Lusa, 28/2/2007). Como se pode ver pelos anúncios vários feitos nessa sessão parlamentar, nenhuma das medidas foi cumprida nos prazos referidos e muitas nem sequer foram iniciadas mais de um ano depois do seu anúncio. Se um igual escrutínio fosse feito a muitos dos anúncios deste tipo, ver-se-ia que a regra é o incumprimento total, parcial ou muito atrasado e incipiente das medidas anunciadas. É assim que o primeiro-ministro "ganha" os debates parlamentares.
Outro aspecto grave das declarações do MAI foi a afirmação de que não sabia que número de polícias tinham abandonado a PSP, de modo a perceber-se se o ratio entradas-saídas significava aumento das forças policiais. Para além de ser absurdo que o MAI não saiba este número, sempre podia aproveitar para desmentir Paulo Portas que o divulga todos os minutos e bem, mostrando que saíram mais polícias dos que os que entraram. 2) Anúncios de medidas assentes ou na omissio veri ou na sugestio falsi; anúncios propagandísticos de medidas sem verdadeiro significado ou impacto; anúncios de medidas, iniciativas, projectos ou realizações que não são de autoria ou responsabilidade governativa, etc.
O mundo virtual dos anúncios do Governo daria toda uma série de artigos, de tal maneira aí está centrado o grosso da propaganda governamental (traduzida nos "momentos-Chávez" da RTP) e também as mais graves ausências de escrutínio da comunicação social. Um exemplo recente: o "computador Magalhães", anunciado como sendo "português", como dando origem a um elevado número de postos de trabalho e como fazendo parte de um investimento participado pela Intel. Nada disto é verdade, mas tudo isto foi dito pelos gabinetes governamentais e divulgado pela Lusa. É interessante notar a simbiose entre as notícias da Lusa e os anúncios governamentais na construção da "imagem" de um evento antes de ele se realizar.
Criada a "imagem" do evento, principalmente na televisão, de pouco valem as informações mais precisas, de nada vale o responsável pela Intel ter dito que o investimento era "zero", vir a saber-se, em grande parte pela acção dos blogues, que o "Magalhães" nada tinha de português e que não era líquido que uma opção típica de um país do Terceiro Mundo (para quem o Classmate da Intel foi pensado, tal como se apresenta na Internet: "focused on people in the world's developing communities") fosse adequada na Europa, onde programas deste tipo não existem, por regra. As armas são desiguais.
3) Ausência de fact cheking
Num país onde se valoriza o debate público, há sempre quem faça em tempo útil a verificação dos factos com origem governamental. Em Portugal, isso quase não existe, em detrimento da repetição acrítica da propaganda. Um exemplo recente encontra-se na última entrevista do MAI, quando este referiu que o verdadeiro aumento da criminalidade se dera nos anos 2003-4, os anos do Governo PSD-CDS.
Por muita asneira que os governos PSD-CDS tivessem feito, não me parece que se tenha assistido a um incremento exponencial da criminalidade, que possa ilibar ou sequer ser comparado com a situação actual. O MAI não resistiu a fazer aquilo que os gabinetes de propaganda normalmente preparam, ou seja, comparações fixadas nos anos 2003-4. Acontece que a maioria dessas comparações não tem qualquer sustentação estatística em comparação com outras, com muito mais significado, como seja com os governos Guterres, que a actual propaganda evita como o Diabo a cruz. Aliás, as tendências estatísticas que permitem uma análise de mais longa duração mostram que o crescimento de todos estes problemas vem dos governos PS.
Fui ver os relatórios de segurança e as suas estatísticas, ou seja, fazer o fact checking do que o MAI disse. O que encontrei foi o oposto do que ele disse:
"Pela análise do gráfico, pode-se verificar que, entre 1998 e 2003, houve uma subida gradual da criminalidade participada, com excepção para o ano 2000, em que não houve grande oscilação de valores. A partir do ano de 2003, a criminalidade desceu nos dois anos consecutivos, voltando a subir um pouco no ano de 2006 e estabilizando no ano de 2007." (Relatório Anual de Segurança Interna - Ano de 2007)No que diz respeito à "criminalidade grupal" o ano recorde é 2006. Mesmo para a "criminalidade violenta e grave", que era o que se discutia, e para além de dificuldades de comparação estatística suscitadas pelo incremento de crimes como o car jacking , o que se diz é que "este tipo de criminalidade tem vindo a subir, com excepção para o ano 2005 e para o ano de 2007, no qual se assiste à maior descida observada nos últimos dez anos e ao menor valor dos últimos seis anos" sendo que essa descida de deve à "diminuição observada no crime de roubo na via pública (excepto esticão)". Como se vê, o MAI enganou-nos e é pena que muitos governantes não encontrem jornalistas preparados com os números, para não haver benefício do infractor.
(Continua para a semana com vários outros pontos:
Manipulação de estatísticas;
Ocultação de dados ou informações;
Pressões para que não se faça o escrutínio de informações potencialmente danosas para o Primeiro-ministro;
Manipulação de informação através da comunicação social controlada pelo governo;
Isolamento de críticos e críticas mais duros e menos "simpáticos" com o governo, a favor da promoção de "críticos" "construtivos", "moderados", de meias tintas, no pódio comunicacional;
Áreas importantes da governação que não têm qualquer escrutínio (cultura, negócios estrangeiros, defesa, etc,);
Colocação no mesmo plano das propostas da oposição e das do governo e pressões para que a discussão se centre nas propostas da oposição “igualizando-as” às do governo;
etc., etc.)
(Versão do Público de 30 de Agosto de 2008)
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Portas também
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POLÍCIAS & LADRÕES
Ontem, Paulo Portas foi ao Jornal das 9, da SIC Notícias, fazer o que Manuela Ferreira Leite não faz: oposição. O tema foi a segurança ou, mais concretamente, intendência de polícia. Portas quer mais quatro mil polícias nas ruas, o governo promete metade para o ano. OK. Não são as propostas de Portas que me interessam, embora lhe reconheça o mérito de marcar ponto. Na discussão que vai longa, e azeda, sobre segurança interna (subiu, não subiu; bem vistas as coisas está como estava em 2006: este gráfico de João Miranda é eloquente), ainda não vi ninguém referir o óbvio. Por que carga de água os bancos não contribuem para a segurança dos bens que têm à sua guarda? Em todo o lado, em cidades tão diferentes como Veneza ou o Rio, Nova Iorque e Vigo, Frankfurt e Barcelona, Paris e Atenas, Amesterdão e Madrid, Londres e Medellín, Edimburgo ou Roma, etc., em todo o lado, dizia, sempre que passo à porta de um banco, vejo segurança armada, ostensivamente armada, com ar de poucos amigos. A segurança privada (como a pública) nem sempre evita o pior. Mas dissuade. Se os bancos portugueses tivessem segurança, o indivíduo que assaltou dez bancos com uma arma de plástico — «era de mentirinha», disse a mulher na televisão — tinha sido neutralizado talvez logo no primeiro assalto. Verdade que a segurança não resolve tudo, nem substitui a polícia, e é ao Estado que compete zelar pela segurança dos cidadãos. Contudo, acho estranho que quase toda a gente ache natural os bancos não terem segurança própria. Como também acho estranhíssimo que um tribunal como o de Cascais possa ter o alarme avariado há meses (e segurança das 8 às 24h, mas não fora desse período), e ninguém seja responsabilizado por isso. Os quatro mil polícias de Portas pouco podiam num quadro como este.
[Vemos na imagem, da esquerda para a direita, Gene Hackman, Estelle Parsons, Warren Beatty, Faye Dunaway e Michael Pollard, em Bonnie and Clyde (1967), o clássico de Arthur Penn sobre o mais famoso casal de assaltantes de bancos.]
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SUMÁRIO
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Crime que não é fotogénico (não dá na TVI)
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what happened to manuela ferreira leite?
Cavaco Silva, Presidente da República
" O Presidente da República felicitou hoje o português Nélson Évora pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, assinalando que o atleta contribuiu para a valorização nacional e internacional dos desportistas portugueses.
“Em meu nome pessoal e em nome de todos os portugueses quero felicita-lo vivamente pela medalha de ouro de triplo salto obtida nos Jogos Olímpicos de Pequim”, afirmou Cavaco Silva, em mensagem enviada a Nélson Évora.
O Presidente da República considerou que o “enorme feito desportivo” foi “alicerçado nas qualidades desportivas e também pessoais” do atleta português.
A conquista da medalha de ouro “contribuiu decisivamente para a valorização nacional e internacional dos desportistas portugueses”, assinalou.
“Quero ainda felicitá-lo pela excepcional carreira que os troféus até agora obtidos têm vindo a consolidar, confirmando o seu espírito vencedor e extraordinários talentos desportivos que tanto orgulham os portugueses”, acrescentou."
José Sócrates, Primeiro Ministro
O primeiro-ministro, José Sócrates, felicitou hoje telefonicamente o atleta Nélson Évora pela medalha de ouro no triplo salto nos Jogos Olímpicos de Pequim, sublinhando que se tratou de “um momento de grande alegria para o país”.
Sócrates telefonou hoje à tarde a Nélson Évora, depois deste ter conquistado a primeira medalha de ouro nos presentes Jogos. “Foi um momento de grande alegria para o país”, sublinhou o primeiro-ministro, na conversa telefónica.
Laurentino Dias, Secretário de Estado do Desporto
Nélson Évora “carregava as esperanças de um país inteiro e conseguiu concretizá-las”, suportando “a pressão das expectativas e da tristeza” dos portugueses com os resultados em Pequim 2008.
A afirmação foi hoje feita pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, para quem o triunfo de Nelson Évora em Pequim foi “a maior alegria” que teve em Jogos Olímpicos “prova que é preciso apostar nos jovens”.
“Nélson Évora é um grande atleta que hoje carregava as esperanças de um país inteiro e conseguiu concretizá-las”, disse o governante no Estádio Nacional, em Pequim, minutos depois de o atleta português triunfar, com um salto de 17,67 metros.
Segundo Laurentino Dias, “sentia-se que o país queria vitórias” em Pequim: “Teve a medalha de Vanessa Fernandes [prata no triatlo] e não ficou contente”, afirmou, adiantando, depois, que Portugal “ficou triste com o dia mau” de Naide Gomes, eliminada no comprimento.
“Nélson Évora hoje conseguiu aguentar a pressão dessas expectativas e dessa tristeza e aguentar a pressão dos adversários”, comentou, adiantando: “Foi a maior alegria que alguma vez tive nos Jogos Olímpicos. Isso prova que é preciso apostar nestes jovens”.
Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência
“Quero felicitá-lo vivamente pelo brilhante triunfo conquistado nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta medalha de ouro vem premiar uma carreira de muita dedicação e notáveis sucessos desportivos”, lê-se na nota enviada à Agência Lusa por Pedro Silva Pereira. O governante português adiantou que os portugueses, tal como ele próprio, “acompanharam a prova com grande entusiasmo” e que “estão, certamente, muito orgulhosos da sua magnífica prestação, que muito prestigia o desporto e o atletismo portugueses”.
“Ao seu técnico, professor João Ganço, estendo esta mensagem de felicitações, por todo o trabalho realizado”, finaliza o comunicado.
Paulo Portas, Presidente do 'CDS/PP'
O líder do CDS/PP Paulo Portas felicitou também Nélson Évora pela medalha de ouro e pelo título olímpico conquistado em Pequim, considerando que são o resultado do "profissionalismo e persistência" e "honram o desporto português".
Numa mensagem enviada ao atleta em nome do partido, Paulo Portas felicitou Nelson Évora pela "magnífica medalha de ouro" e o "significativo título olímpico conquistados".
"Honram o desporto português e são o resultado do profissionalismo e da persistência que definem os grandes atletas", assinalou Paulo Portas.
nota:
este 'momento' foi particularmente gravado para exibição nas 'legislativas' do próximo ano;
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na mesa do lado ao jantar
"O que sobra ao líder do CDS em ideias falta a MFL. Já o que sobra de credibilidade a MFL daria muito jeito a Paulo Portas."
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“Um país quase imaculado” por Rui Tavares
Nunca tive ilusões sobre isto: a discussão sobre quais são os povos mais ou menos racistas é no mínimo um equívoco, e nos casos extremos tão preconceituosa como o racismo.
Franceses e ingleses acusam-se mutuamente de racismo. No Brasil, crê-se que há muito racismo nos EUA, mas evita-se comparar a realidade dos negros em ambos os países. E Portugal, evidentemente, considera-se naturalmente não-racista: seremos talvez uma raça superior a quem falta o gene do preconceito?
Esta discussão pueril esquece duas coisas. A primeira, que o racismo pode andar na cultura e na sociedade, mas cabe ao indivíduo não ser racista. Não é coisa de povos; é responsabilidade de cada um. A segunda, que a coisa não é estática: uma comunidade profundamente racista pode deixar de sê-lo se indivíduos suficientes se forem levantando contra o racismo. Para que isso aconteça, ser não-racista é insuficiente; é mesmo preciso ser anti-racista.
Também nunca tive ilusões sobre outra coisa: em Portugal, a comunidade que é vista com mais preconceito, há mais tempo e de forma mais consistente, é a dos ciganos.
O preconceito anticigano agarra-se a tudo e pode fugir ao controlo. Uma sondagem no Expresso dá os ciganos como a comunidade mais detestada no país. No mesmo jornal, Miguel Sousa Tavares prega um sermão aos líderes da comunidade para que abandonem uma vida de crime e tráfico de droga. E claro: Paulo Portas logo veio sugerir que há um Portugal que trabalha para que os ciganos vivam do rendimento mínimo.
Neste país onde os bancos “arredondaram” os empréstimos à habitação e meteram ao bolso uma média de cinco mil euros por família, os ciganos são ladrões. Neste país onde a Operação Furacão encontrou fraude empresarial de grande escala mas não chegará a lado nenhum, os ciganos é que são os dissimulados. Neste país onde Paulo Portas ainda não explicou quem é o famoso Jacinto Leite Capelo Rego que generosamente deu dinheiro ao seu partido (nem explicou o “caso sobreiros”, nem o “caso submarinos”, nem o “caso casino”), os ciganos é que são os malandros.
Ainda se vai descobrir que os ciganos é que raptaram Maddie ou atrapalharam as brilhantes investigações policiais. Ainda se vai descobrir que, afinal, os ciganos estão por detrás do escândalo Casa Pia. Ainda se vai descobrir que são os ciganos quem monta as empresas manhosas onde os nossos jovens licenciados trabalham a recibos verdes. Ainda se vai descobrir que os ciganos é que estacionam os nossos carros em cima dos passeios.
Mas, até lá, tenhamos sentido das proporções. Ou então chegaremos ao ponto a que agora chegou a Itália. Em Itália, todos os ciganos e apenas os ciganos (estrangeiros ou italianos, menores ou adultos, meros suspeitos ou completamente inocentes) estão a ser identificados compulsivamente pela polícia, algo que não acontecia na Europa Ocidental desde o nazismo. No outro dia, duas meninas ciganas morreram afogadas numa praia de Nápoles e os seus corpos estiveram ali expostos sem que isso incomodasse os banhistas. A Itália dá-se a este luxo: está agora obcecada com os ciganos, como se de repente os seus políticos fossem incorruptos, já não houvesse italianos mafiosos nem pilhas de lixo para apanhar nas ruas.
Eu estou certo de que os italianos não são racistas; mas pelos vistos faltaram-lhes anti-
-racistas em número suficiente no momento certo.
04.08.2008, Rui Tavares
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Palavras perdidas (110)
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O nosso Magellan
Mas eu estou convencido que se pusermos 500 mil putos a pedir o Magalhães aos pais (mais arrepios) para se ligarem ao Hi5, ao fim de uns meses até vai soar bem e sempre temos uma juventude mais culta.
De qualquer das formas não é todos todos os dias que Portugal aparece em simultâneo no The Register, na BBC, Herald Tribune, no The Inquirer (com direito a piadinha) e na AP , entre outros, por um motivo aparentemente bom. E deve ser mesmo bom porque os meninos frustados do OPLC já disseram que foi uma má decisão e portanto IMHO e tendo em conta o historial dos citados, credibilizaram a iniciativa (The Magellan Initiative, como lhe chamam lá fora).
Mas eu queria era falar do suposto dual boot XP/Caixa Mágica (dual boot com 30Gigs?) mas estou de férias e isso exigiria de mim algum esforço mental, que não estou para ter. Falem vocês. Só consigo imaginar o meu amigo Paulo Trezentos na posição do Paulo Portas quando foi nomeado ministro do Mar, que parvoíce a minha, apanhei algum sol hoje.
Agora a sério, o tema é político e os contornos económicos "complexos", mas sendo eu um assumido fã da política pela execução (não pelas intenções), aplaudo de pé, por agora. Well done.
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UM PARTIDO NUMA GALÁXIA DISTANTE
O regresso de Paulo Portas à liderança do PP, sem luto nem tréguas ao seu sucessor, não parece ter acrescentado nada. Fora o desempenho parlamentar que tem sido bom, ninguém dá praticamente por isso porque a "associação" a Portas dá ar de ser fatal. O CDS/PP aparentemente não "progride", não é escutado e, pelos vistos, implode mansamente sem que o país se comova com o facto. A presença de Ferreira Leite no partido imediatamente ao lado também não ajuda. Como "direita" pura e dura, o rosto da líder do PSD, apesar das pias intenções "social-democratas", convence mais do que o do ex-ministro do fato às riscas e da gravitas ensaiada. A lenta caminhada do CDS/PP para a irrelevância não consola. É que, nessas alturas, costuma emergir o pior que se abriga nas melhores das intenções. E, nessa matéria, o CDS possui um "passado" incómodo. Em 77/78, quando "deu a mão" ao segundo governo de Soares. E em 91, quando Freitas se proclamou tão "ao centro" que tanto se lhe dava voltar a "dar a mão" ao PS como ao PSD. Nesse instante, o CDS começou a lenta agonia "transformista" que, do partido "do táxi", conduziu ao PP de Monteiro e Portas e, finalmente, de Portas só e ao seu poder efémero. O descalabro da direita de 2004/2005 não poupou Portas e Portas, com despropósito e inoportunidade, regressou antes de tempo e de tudo, não poupando o partido à sua extraordinária pessoa. Está, pois, na hora de o PP começar a rever o dr. Portas antes que o país projecte definitivamente o CDS/PP para outra galáxia.
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CDS
O ambiente que se vive no CDS de Setúbal é o mesmo que se vai vivendo em muitas outras concelhias por esse país fora. Estou em crer, porém, que o combate se faz dentro do partido, tentando convencer uns e outros (mais liberais ou mais conservadores) que este não é o caminho. Apesar da realidade nos últimos anos parecer demonstrar o contrário, a verdade é que o CDS é muito mais do que a actual direcção, personificada em Paulo Portas. Basta conhecer a sua história e ler o seu programa. É certo que a tentação controleira de quem actualmente dirige o CDS, porventura a preparar a sucessão em 2009, contribui para o agravamento do que tem vindo a ocorrer nestes últimos anos - um partido estável internamente, sem verdadeira oposição, mas com uma cada vez menor representação eleitoral - , mas não desonera quem ainda se encontra no CDS de tentar devolver alguma seriedade ao único partido que em Abril de 1976 teve a coragem de dizer não ao socialismo da constituição da república.
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ESTÁ DEMITIDO? Em poucos dias foram noticiadas várias demissões na
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Paulo Portas, funcionário público das palavras
Em qual perfil se encaixa Paulo Portas?
"Suar" política não será trabalhar no duro, mas recebe vencimento do Estado como deputado.
Como diz o outro, vai mas é trabalhar, ó... como as pessoas! Queres é aparecer.
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Certezas apriorísticas
O Dr. Paulo Paulo Portas, sempre disponível para defender a honra e o bom nome (de parte) dos portugueses, veio exigir uma investigação sobre o funcionamento do Rendimento Social de Inserção (RSI). Acho muito bem. Só não percebo a necessidade da tal ‘investigação’, uma vez que ele parece já saber que o país de divide entre quem trabalha e uma cambada de parasitas preguiçosos que vive do RSI e das benesses do Estado. Para quê investigar, se a análise já é conhecida?
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Portas explica-se aos militantes na segunda-feira
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Pires de Lima marca Conselho Nacional do CDS para segunda-feira
Os conselheiros nacionais do CDS vão reunir-se na próxima segunda-feira no Porto para discutir a crise que o partido atravessa por causa de Paulo Portas não ter partilhado com a direcção do partido a demissão de Luís Nobre Guedes, da vice-presidência, consumada há um ano.
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Portas pede Conselho Nacional extraordinário para explicar demissão de Nobre Guedes
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu a convocação de um Conselho Nacional extraordinário, já marcado para segunda-feira, para esclarecer o processo da demissão de Nobre Guedes.
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CDS-PP: Pires de Lima diz que Portas agiu bem ao reconhecer que errou mas percebe desagrado de militantes
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Portas explica hoje o silêncio sobre a saída de Nobre Guedes
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, reúne hoje a comissão política nacional para explicar pessoalmente aos membros daquele órgão as razões de ter ocultado a demissão de Luís Nobre Guedes da vice-presidência do partido.
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Crise no CDS leva militantes a pedir a convocação de um Conselho Nacional
A crise que varre o CDS levou hoje um grupo de militantes a pedir ao presidente do Conselho Nacional, António Pires de Lima, a convocação de uma reunião extraordinária daquele órgão para que Paulo Portas tenha a oportunidade de explicar aos conselheiros nacionais as razões que o levaram a ocultar a demissão do primeiro (e único) vice-presidente, Luís Nobre Guedes.
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CDS-PP: Deputado José Paulo Carvalho exige convocação do conselho nacional
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Portas justifica silêncio sobre saída de Nobre Guedes com tentativa de levar vice-presidente do partido a reconsiderar decisão
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CDS: Sampaio Pimentel sai «com mágoa»
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Sampaio Pimentel demite-se de Comissão Política Nacional
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Paulo Portas escondeu demissão de vice-presidente Nobre Guedes durante um ano
Luís Nobre Guedes, um apoiante de sempre de Paulo Portas, demitiu-se da vice-presidência do CDS-PP, cargo para que tinha sido eleito no congresso de Torres Novas, em Maio de 2007.
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Portas quer mais quatro mil polícias e videovigilância nos bairros problemáticos
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje o recrutamento especial de 4000 efectivos para a GNR e PSP, a instalação de videovigilância nos “bairros problemáticos” e o cumprimento integral de penas nos crimes “mais graves” como formas de combater a criminalidade violenta.
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EUA/Eleições: Paulo Portas vai representar CDS na Convenção Republicana em Setembro
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Governo acusa Paulo Portas de usar antigos combatentes para luta política
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Governo recusa usar ex-combatentes para «lutas político-partidárias»
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Ministério recusa usar ex-combatentes
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Ministério recusa usar ex-combatentes para "lutas político-partidárias"
O secretário de Estado da Defesa afirmou hoje que a proposta de lei relativa aos benefícios atribuídos aos antigos combatentes não visa reduzir direitos, mas alargar os beneficiários, acusando Paulo Portas de usar esta matéria para "lutas político-partidárias".
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Ex-combatentes usados em «lutas político-partidárias»
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CDS-PP acusa Governo de retirar direitos a antigos combatentes
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CDS: Paulo Portas acusa Governo de retirar direitos aos antigos combatentes das ex-colónias
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