Tag Pedro Passos Coelho
a pedido de várias famílias (daquelas fracturantes, descontruídas e assim)
Pedro Marques Lopes, EMPRESÁRIO, COMENTADOR, BLOGUISTA, NOVO MEMBRO DO ‘EIXO DO MAL’
“Somos um país que acredita pouco na liberdade”
Era suposto ser um almoço, mas ele preferiu jantar. Ficou pois para as 22 horas, no restaurante que o minhoto tripeiro lisboeta (Minho de família, Porto de nascimento e clube, coração da Lisboa onde chegou aos quatro anos - “Amo esta cidade como só os imigrantes amam a cidade que os acolhe”) Pedro Marques Lopes frequenta e prefere há mais de 20 anos. “Ia muito ao Frágil [bar na mesma rua, que esteve no centro da 'fundação' do Bairro Alto como centro da vida nocturna lisboeta] e a primeira vez que tive dinheiro para vir aqui e me encostei àquele balcão achei-me um tipo importantíssimo”. O tom é o dele, entre a ironia e uma certa grandiloquência - mistura estranha, mas que no caso resulta - e o balcão é o longo balcão do Pap’Açorda, que acolhe, num travelling estreito, os clientes à espera de mesa.
Nesta noite, ao fim do travelling está uma estrela. Não o Pedro - que também é uma estrela, e ascendente, como se irá demonstrar - mas uma estrela das que já quase não há. De óculos rectangulares, vestido bata negro de cavas e o célebre cabelo louro, Catherine Deneuve ocupa a melhor mesa, a do espelho, na primeira sala, a dos fumadores. Está a jantar com um homem moreno, de cara vagamente argelina, e deve ter estado ao sol mais do que devia - ou isso ou fez um peeling um bocado violento. Cool (ou, na versão francesa, blasée), nem pestaneja quando o Rodrigo Cabrita dispara, mesmo ao lado, uns flashes sobre o sujeito deste texto. Cool e meio, o Pedro espera até nos sentarmos à mesa - numa mesa mais longe - para, entre dois pimentinhos padron, referir a presença luminosa em que nem fotógrafo nem jornalista haviam reparado. “Adoro a Catherine Deneuve”, garante, e ei-la a meio metro e a meio da caldeirada e dos linguadinhos fritos com açorda (dois pratos do dia), muito direita nos seus 65 anos, a caminho da casa de banho. Sim, a Deneuve também vai à casa-de-banho. Pior, a Deneuve também envelhece. Falamos disso - disso e da crise da meia idade, uma coisa de que se ouve toda a vida falar e que um dia se suspeita estar a ocorrer connosco. Uma espécie de redescoberta do mundo - outra idade das perguntas, agora em nostálgico, perplexo e amargo. “Luto para não ser amargo”, diz ele. Que aos 42 anos logrou algo que faz parte da mitologia dessa chamada crise: mudar de vida. Filho de um empresário de hipermercados e de uma professora primária, tirou o curso de Direito na Católica e um MBA na Universidade Nova. “Queria ser actor, a maior paixão da minha vida foi o teatro. Mas venho de uma família de self-made men que olham para a cultura de lado. Também quis ser jornalista. Acabei merceeiro, como o meu pai. Também fui cauteleiro [administrador da Casa da Sorte] e gasolineiro [tem postos de gasolina]. Há quatro anos tive uma doença muito grave e estava deitado à espera de morrer quando percebi que nunca tinha feito nada na puta da vida, em termos profissionais, de que gostasse. Era como se fosse homossexual e tivesse medo de assumir.”
Parêntesis: Pedro é de direita - diz ele - e liberal (o que é óbvio). Defendeu a legalização do aborto até às 10 semanas, defende o casamento das pessoas do mesmo sexo, é ateu. Na direita portuguesa, não há muitos como ele, ou então andam bem escondidos - e é o primeiro a afirmá-lo: “Somos um país que acredita pouco na li berdade. Ser de direita é achar que a liberdade é um valor superior à igualdade”. Diz-se próximo do PSD e há quem o diga “a cabeça” de Pedro Passos Coelho. Era ele o homem de gabardine bege que acompanhou o prospectivo líder ao anúncio da candidatura. Fim de parêntesis.
“Então comecei a escrever num blogue, O Acidental [já acabou], na revista Atlântico [já fechou] e no respectivo blogue [ainda existe]; convidaram-me para fazer comentário político no Rádio Clube Português , meti-me na política, fui convidado pelo Nuno Artur Silva [das Produções Fictícias] para fazer um comentário-vídeo na Net sobre futebol [À lei da bola] e agora para o Eixo do Mal [vai substituir José Júdice a partir de Setembro].” Em pouco mais de seis meses, passou de ilustre desconhecido a vedeta do Jornal das Nove da SIC Notícias, onde esteve esta semana a comentar o Pontal, a ausência de Ferreira Leite, e o rumo do PSD. E a fazer o que gosta. Haveria muito mais a dizer sobre isso e sobre ele, mas não há espaço. Fica para a próxima. Vai haver muitas ocasiões para falar de Pedro Marques Lopes.
(publicado no dn de 24 de agosto, na rubrica ‘dois cafés e a conta’)
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PSD “exige” demissão do MAI: como reagiu a blogosfera
Como que acordando estremunhado da hibernação primaveril em que entrou com Manuela Ferreira Leite, ainda sem perceber se é de dia ou de noite, esta semana o PSD veio exigir a demissão do ministro da Administração Interna.
Tal “exigência” é “justificada”, segundo a Lusa, com o aumento da criminalidade e com a ausência de esclarecimentos sobre o aumento do crime violento em Portugal.
Tal como a grande maioria dos bloggers que reagiram, cito a notícia republicada no Público e não outra republicação, muito menos o take original pois a Lusa não quer.
Fica, na continuação deste post, o tratamento dispensado ao caso pela blogosfera, com citações de uma dúzia de blogues dos mais notórios:
O PSD anda pelas ruas da amargura. Não bastava nada dizer para se perceber que qaundo diz algo, diz asneira. Pede-se a demissão dum Ministro pela onda de assaltos. Não tardará muito que, se cair um meteorito em Lisboa ou Porto, … Os partidos começam já a “afiar a língua” em 23 Aug 08 20:18 por Miguel A.Ferreira, [politikae.blogspot.com]
Na linha do que Aguiar Branco já havia criticado, o PSD pede que a cabeça do Ministro da Administração Interna, seja servida como prato principal na rentrée do partido: “O PSD recusa pactuar com a tentativa enganosa do primeiro-ministro … Baralhadinho de todo, eu. Cheira a guerrilha? em 23 Aug 08 13:15 por pintoribeiro, http://suckandsmile.wordpress.com
Vamos lá ver. Afinal, quem disparou sobre o engenheiro no Algarve? Porque raio tanta encenação, com secretas estrangeiras e tudo, a propósito da carrinha da Prosegur num golpe que exigiu meses de preparação? Quem anda a sabotar a linha … [Silly Season daily dose] Sociais-Democratas, tementes a Deus e … em 23 Aug 08 10:52 por Marco Gomes, [remisso.blogspot.com]
To Oskar Panizza (1917/18), George Grosz. «O PSD exigiu hoje a demissão do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, justificando o pedido com o aumento da criminalidade e com a ausência de esclarecimentos sobre o aumento do crime … Da desonestidade política em 22 Aug 08 23:34 por Casca de Carvalho, [sociedadeemcomandita.blogspot.com]
Vejo em rodapé no Telejornal, e por isso sem saber realmente do que se trata, que o PSD pediu a demissão do ministro Rui Pereira. Suponho que tal “exigência” do maior partido da oposição tenha base na última vaga de assaltos. … O Senhor Comunicado da Silva em 22 Aug 08 22:29 por Tiago R Cardoso, [notassoltasideiastontas.blogspot.com]
Tiago R Cardoso - 22.08.2008 Estou a pensar nas próximas eleições ir votar naquele senhor que fala em nome do PSD. Sabe o que diz, explica bem as coisas, ele o porta-voz do PSD, é ele o rosto da oposição. … Demagogia em 22 Aug 08 22:04 por Vital Moreira, [causa-nossa.blogspot.com]
Numa espécie de flato político populista e oportunista, o PSD resolveu sair do seu tumular silêncio político para reclamar a demissão do Ministro da Administração Interna, por causa do recente surto de assaltos. … Quo Vadis PSD? em 22 Aug 08 21:42 por pheleno, http://sociedadeincerta.wordpress.com
A muito esperada reacção por parte do PSD a alguma política sectorial deixou mais interrogações do que esperanças aos militantes. Estes pedidos de demissão de ministros são um estilo populista que não se enquadria naquilo que Manuela … Só nos faltava mais esta. em 22 Aug 08 21:38 por abrasivo, [abrasivo.blogs.sapo.pt]
O PSD, depois de tanto silêncio, resolveu falar. Mas, afinal, quer apenas ocupar o lugar do CDS . á de moura pina. Criminalidade II em 22 Aug 08 21:26 por JoaoMiranda, http://blasfemias.net
PSD exige demissão do ministro da Administração Interna. O PSD tenta explorar a forma irracional com que o eleitorado reage às notícias sobre crimes violentos. Este tipo de exploração política da irracionalidade nunca tornou a sociedade … Não penso, logo existo….falo, logo não penso! em 22 Aug 08 21:01 por Paulo Ferreira, [camaradecomuns.blogs.sapo.pt]
Luis Felipe Menezes remeteu-se ao silêncio mais ruidoso de que há memória, depois das ultimas directas em que Manuela Ferreira Leite ganhou por uma nesga a Pedro Passos Coelho ea Santana Lopes, o presidente da Câmara Municipal de Gaia … Encerrado para férias em 22 Aug 08 11:05 por António de Almeida, [direitodeopiniao.blogs.sapo.pt]
-É o que se pode concluir do artigo de opinião, assinado por Luis Filipe Menezes, hoje no JN. Embora neste momento se represente apenas a si próprio, está longe de ser o único militante do partido a desconfiar duma liderança, …
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SEMPRE ELA...
De então para cá, essa declaração de silêncio foi motivo para múltiplos comentários em todos os média - e assim se transformou em ruidosa propaganda a favor do PSD e da política que este fará quando for governo - seja lá isso quando for...
O DN de hoje, chama mesmo a senhora ao pódio e, em editorial - «o silêncio estudado de Ferreira Leite» - enaltece a «estratégia de silêncio» da líder laranja, afirma não estar provado que o silencio não valha mais para os eleitores do que a «chicana política» e conclui que «a líder do PSD pode ganhar mais do que perder por se calar» - e assim lhe entrega a medalha silêncio de ouro.
No entanto o prestimoso DN não se fica por aí.
Alguém, por lá, há-de ter pensado: e se, afinal, o tal silêncio vier a revelar-se, politicamente, não ouro mas pechisbeque?; e se o retiro para férias vier a revelar-se uma estratégia fatal?; não será mais prudente prevenir qualquer eventualidade dessas?
E alguém há-de ter respondido: bem pensado...
E toca de chamar Pedro Passos Coelho ao pódio, pondo à sua disposição nada mais nada menos do que uma página.
Para quê?: para nada, apenas para lembrar que ele existe, que não gosta do silêncio e que gosta de falar - e para lhe fazer entrega da medalha prevenção de prata...
Tarefa cumprida, dir-se-á...
Errado: o DN achou por bem, ainda - e, nesta altura, certamente já em rota de colisão total com a razão - ir ouvir o inimitável Jardim e dedicar-lhe mais de meia página do seu precioso espaço.
Para quê?: para nada, apenas para lembrar que ele existe, que também não gosta nada do silêncio e que gosta de falar - e para lhe fazer a entrega da medalha arroto de bronze.
E com isto tudo - ou seja, com um dia inteiro de pódio DN para o PSD - quem ficou a ganhar foi o silêncio da senhora...
Que o mesmo é dizer: a política de direita.
Sempre ela...
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O Veto Ideológico [3]
Em boa verdade, convém assinalar que a reacção do PSD de Manuel Ferreira Leite é indistinguível da opinião da hierarquia da Igreja Católica, o que demonstra, como salienta Tiago Barbosa Ribeiro, que «Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva parecem preferir as concepções morais de uma organização à liberdade individual de cada um decidir sobre as suas concepções morais.»
Esta postura é ainda mais simbólica numa semana em que Alberto João Jardim fez questão de proferir uma verdadeira homília, afirmando, entre outras coisas, que «a doutrina social da Igreja Católica é a grande base doutrinal para os novos tempos» e que «a globalização é um dom de Deus.»
Os últimos dias têm mostrado um PSD apostado no conservadorismo e tomado pelo catolicismo mais atávico e revanchista. É o próprio Pedro Passos Coelho que denuncia que os «argumentos que foram produzidos pelo Presidente da República traduzem uma concepção da família e da sociedade que está um pouco ultrapassada.» [ver também a reacção de Francisco Louçã]
Tal como havíamos previsto, é pela via da castração da autodeterminação e da liberdade individuais em matéria de concepções morais acerca da vida e da sociedade que o PSD de Manuela Ferreira Leite se procura diferenciar do PS de José Sócrates. Infelizmente. Era precisamente no campo económico que o país precisava que a diferença se acentuasse.
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PSF VS PSD
Não é preciso grande perspicácia para perceber que a sugestão de Jardim de que poderá patrocinar um partido mobilizador da oposição de direita — a que ele chama Partido Social Federalista, et pour cause — é um sinal claro do estado a que chegou o PSD. Eleita nas directas com apenas 37,6% dos votos (o que significa que 62,4% do partido prefere outra solução), Manuela Ferreira Leite está a conduzir o PSD para um beco sem saída. Se continuar assim, um resultado de 24% nas próximas legislativas seria um score extremamente honroso. É contra isto que Jardim brama. O baronato low profile bem pode tentar desdramatizar, que os dados estão lançados. O PSD foi sempre uma federação de “clubes” mas, quando havia autoridade, era a voz do dono que contava. Isso desapareceu. Os episódios do último fim-de-semana iluminam o fosso entre os adeptos do Pontal e o grupo de iluminados do eixo Lisboa-Cascais. Verdade que os novos partidos têm dificuldade em mudar o statu quo. Mas o PSD tem um contingente autárquico de peso, e se dois terços dessa “tropa” apoiarem a nova solução, a ala tecnocrática (a actual direcção) do partido fica reduzida ao fogo fátuo do pedigree. Jardim não descobriu a pólvora. Pretende, para já, travar o avanço dos reais opositores no terreno: Pedro Passos Coelho, Santana Lopes, quem sabe se não mesmo Ângelo Correia...
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oh meu Deus! Um militantes com ideias próprias!
João,
Tens toda a razão. E penitencio-me pelo que escrevi. Parti do princípio (estúpido, admito) que Manuela Ferreira Leite sabe o que António Borges pensa sobre a Caixa Geral de Depósitos. Quando aquilo que é normal é, em vinte anos de política, nunca terem falado sobre o assunto. Aliás, Borges nunca antes tinha falado publicamente sobre a nefasta influência do Estado na economia e sobre a Caixa Geral.
Das duas uma ou a senhora foi ao engano ou António Borges devia ter mentido. Sim. Teria sido muito melhor se António Borges tivesse mentido sobre o que pensava do assunto. Sabe Deus que estamos habituados a essas coisas que já ninguém leva a mal. Se eu fosse consultor de comunicação de António Borges dizia-lhe isso mesmo: minta. Dizer a verdade! Que disparate. Logo se vê que o homem não tem jeito nem futuro. Dizer a verdade. Se eu fosse consultor de comunicação de António Borges tinha-o avisado: Senhor Professor, se diz a verdade depois leva do João, do Pedro e do Miguel Abrantes. Eles preferem que o Senhor minta.
Mas é sobre a questão de fundo que tens - ainda mais - razão. A posição sobre Caixa é uma divergência irreconciliável! Causa para uma cisão. Nasceria o PSD-PP pró-privatização (com directas entre o António Borges e o Pedro Passos Coelho) e o PSD-AP anti-privatização (com directas entre Manuela Ferreira Leite e Manuela Ferreira Leite). O partido que sobreviveu à questão da regionalização e do aborto é possível que não sobreviva à Caixa.
Para além do mais, toda a gente sabe que Manuela Ferreira Leite escolheu António Borges para seu vice-presidente porque Borges (que é loirinho) fica bem na televisão. Agora ideias! E ainda por cima ideias próprias! Quem precisa de ideias num partido? Era só mais o que faltava. Força nisso João. Há que por na ordem esses malandros que só dão maus exemplos. Obrigado.
PS: E o Pontal? Nem uma palavrinha sobre a sardinha algarvia? A sardinha algarvia é que é fundamental para o futuro do partido.
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Pelo país dos blogs (24)
No Corta-fitas, o Pedro Correia recorda, muito a propósito, isto:
"Privatizar a Caixa Geral de Depósitos "seria um erro político sem dimensão". A frase, a meu ver acertada, é de Manuela Ferreira Leite e foi proferida a 28 de Maio, em jeito de puxão de orelhas a Pedro Passos Coelho, na campanha interna dos sociais-democratas. Menos acertado parece-me o silêncio actual da presidente do PSD face às declarações do seu vice-presidente António Borges, que em entrevista ao Diário Económico de segunda-feira defendeu também a privatização da Caixa, como Passos Coelho fizera antes dele. Diz Borges: "Não há razão nenhuma para que o maior banco português pertença ao Estado."
Manuela desta vez calou-se. Mas sabemos o que pensa das declarações do seu vice-presidente: trata-se de um erro político sem dimensão."
É sempre bom constatar que há jornalistas com memória e a sabem usar na hora certa. Obrigado, Pedro!
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a biodiversidade do partido é a sua beleza II
Pedro,
António Capucho é social-democrata. Pedro Passos Coelho é liberal. Luís Filipe Menezes é populista. Santana Lopes é santanista. Mota Amaral é conservador Eu sou sidonista social-marialva. Pacheco Pereira...bem...ninguém sabe muito bem o que é. Um partido onde toda esta gente coexiste é um espécie de Sport Lisboa e Benfica. Está acima desses preconceitos.
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On this day in History - Jul 24
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«Nós», em Sentido Restrito
José Sócrates tem toda a razão quando afirma que as ideias de Ferreira Leite sobre a família são pré-modernas e pré-concílio Vaticano II. Engana-se o primeiro ministro quando acha que é impossível que alguém no PS pense o mesmo. É tão possível que até se sabe que há umas senhoras deputadas socialistas que integram aquela obra que quer que o mundo volte para trás do concílio do Vaticano II.
Em Portugal, o principal problema dos partidos políticos do centro é a miscelânea ideológica que os atira para a condição de meras corporações de interesses. Não duvido que Pedro Passos Coelho aceita os valores e mundivisão que Sócrates hoje apregoa sobre a família ou que Manuel Alegre corrobora muitas das preocupações sociais de Ferreira Leite. Afinal onde começa e acaba o «nós» que os une e os separa?
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Notas Emprestadas
Com temos recebido vários artigos de diferentes amigos, todos de grande actualidade, o Notas avançará com eles assim que chegarem de forma a manter a sua actualidade.
No espírito da blogosfera, uma blogosfera de troca de ideias e interacção entre pessoas, o Notas avança com mais um convidado, desta vez um amigo antigo vindo da Madeira, um dos mais antigos leitores e também parte das nossas visitas.
Silly Season
Acedi ao pedido do blog NOTAS SOLTAS IDEIAS TONTAS, para escrever um texto a ser publicado nesse espaço blogosférico. O desafio está aí.
Chegados até aqui, com o Verão à porta: o calor, a praia, o Sol e a vontade de evadir-se está presente no rosto de todos nós. A política vai a banhos e volta na sua habitual reentre de sempre, morena e queimada, como um chocolate; a vida económica das famílias pouca importa, primeiro viajar, pagar depois; mesmo com o preço dos combustíveis a aumentar brutalmente nos bolsos de cada português e a insatisfação e descontentamento reinantes, tudo é possível e visível…
Enfim, a expressão “Silly season” parece ser o rótulo do momento. Já nem sei se a estação é tonta ou eu que já estou a entrar nas vias periclitantes da senilidade. Julgo que, ao fim e ao cabo, os neurónios precisam de descansar um pouco. Disso não duvido!
Vamos ao desporto-rei que tanto alimentou o sonho luso de alcançar umas meias-finais, ficando com as expectativas goradas face a uma selecção germânica mais rápida, mais dinâmica, mais ganhadora dentro das quatro linhas, mesmo com o avançado, Cristiano Ronaldo, por perto. Aliás, considerou-se, então, Cristiano, o melhor jogador do mundo, como também Luiz Felipe Scolari recebeu uma proposta do clube inglês, Chelsea para um contrato milionário na equipa deixada por Mourinho. Lá vão me dizer vocês: é a inveja! Não. Não se trata de invejas, ou meias-invejas, ou melhor de toda a inveja. São os sinais evidentes, explícitos e claros de uma injustiça latente, quando cerca de 95% da população portuguesa trabalhando uma vida nunca arrecadará tais quantias chorudas.
Julgo que este negócio do futebol movimenta milhões e mexe com milhões, aos quais sou (somos) alheios. Infelizmente!
No xadrez político, o PPD/PSD reuniu-se, em congresso, na cidade de Guimarães, berço da nacionalidade, para apresentar a nova líder (ex-ministra da Educação e ex-ministra das Finanças), Manuela Ferreira Leite, depois de derrotar os seus adversários internos: Pedro Santana Lopes, Pedro Passos Coelho e…
A novel líder, defensora de um linha ideológica e política dura e pura, oriunda do cavaquismo, lançou um olhar atento sobre “a classe média endividada”, entre muitos assuntos disse que “ o país terá que responder às questões sobre se são precisos tais gastos públicos e se há meios de os pagar”.
Mais que tudo isto, interessa saber: que tipo de política concreta irá pôr em prática face aos problemas que o país real enfrenta e se o PPD/PSD será, de facto, uma alternativa ao governo de José Sócrates, em 2009. A ver vamos…
Deixando os futebóis e a política um pouco de lado, retomando à “Silly Season”, digam-me, por favor, aonde podemos fazer turismo interno, de modo a desfrutar do calor, a tranquilidade, a paz necessárias para recuperar forças para mais um ano de trabalho, não descurando o factor preço/qualidade.
Aceito sugestões. Naturalmente.
Autor : Miguel Ângelo - Do Outro Mundo (http://dooutromundo.blogspot.com)
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Não se queixem!
O que se pode esperar de uma Senhora neokeynesiana conservadora? Eu não votei nela, porque não sou do PSD, e estou de consciência perfeitamente tranquila por ter apoiado um candidato Liberal-Liberal, que quer o Estado fora da vida privada e dos sentimentos das pessoas - Pedro Passos Coelho. Com afirmações destas, Sócrates - ou o candidato do PS às legislativas de 2009 -, já canta vitória, e o B.E. já deve estar a cantar uma qualquer Internacional Socialista.
Será que podem ensinar a esta senhora o conceito de família e qual o seu sentido, que não é o da procriação, mas o da união entre as pessoas, sejam elas do mesmo sexo, ou de sexo diferente? Já agora, podem também explicar-lhe que as Uniões de Facto entre heterossexuais já estão regulamentadas e têm, praticamente, os mesmos efeitos jurídicos que o casamento, e que não têm necessariamente como fim a procriação? E que podem e, devem, ser estendidas aos Homossexuais? E que tal, já que se é contra o Casamento entre Homossexuais, porque não dar um outro nome ao contrato de Casamento previsto no Código Civil, a pessoas que o queiram contraír, que sejam do mesmo sexo? A Sra. Leite pode chegar aí, certamente.
P.S. - ofereçam-lhe uma Constituição da República Portuguesa, com o artigo 13º sublinhado a corderosa.
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Rescaldo do Congresso
Vencedores:
Ele e JPP serão as duas eminências pardas de MFL, mas é Rui Rio que está agora na primeira linha de sucessão. Logo que anunciadas as Directas, teve de resistir aos cantos de sereia de todos os “sulistas e elitistas” que viam nele o melhor “instrumento” para reconquistarem o partido. Por calculismo (Menezes recandidatar-se-ia certamente para o poder derrotar), condicionantes pessoais, ou por não querer ficar tributário do “eixo Lisboa - Cascais”, teve habilidade q.b. para resistir às pressões, mas mantendo sempre um papel decisivo na escolha da solução. O “empurrão” a MFL para as Directas deve-se-lhe em grande medida e terá sido também da sua lavra o chavão da “credibilidade”, algo facilmente desmontável (e foi-o, embora só na blogosfera), mas que colou bem em campanha à imagem de mãezinha severa e taciturna da candidata.
Nas Directas, o peso político de Rui Rio foi relevantíssimo no distrito do Porto, onde se deparava com uma “missão impossível”: fazer uma campanha no terreno sem “tropas”, inclusivamente no seu próprio concelho em que se confrontou com a “traição” dos seus “fiéis”, liderados por Sérgio Vieira, que se juntaram ao aparelho de Marco António no apoio a Pedro Passos Coelho. Conseguiu porém formar um “exército de emergência” em tempo record, apelando a alguns núcleos do concelho, a quase todos os presidentes de câmaras laranjas do distrito e reactivando a antiga máquina de Cavaco para as presidenciais.
O resultado no distrito do Porto foi decisivo para a vitória de MFL a nível nacional, embora com a preciosa “ajuda” de PSL, que dividiu as hostes menezistas. Quando se esperava uma vitória esmagadora de PPC por cerca de 3.000 votos de diferença (tal fora a “promessa” de Marco António), ela reduziu-se a um quase empate (vitória por apenas 40 votos, 37,5% contra 36,6%), com MFL a ganhar em 9 dos 18 concelhos do distrito, 6 dos quais integrando a Área Metropolitana do Porto. Foi ainda um dos poucos distritos (5 em 23) em que MFL viu a sua votação subir mais expressivamente em percentagem (+6,4 pontos percentuais), face aos resultados obtidos por Marques Mendes nas Directas de 2007. No concelho do Porto, MFL obteve a sua 2ª melhor votação no distrito (52,3%, apenas superada pelos 57,6% da Trofa) mas, nas eleições simultâneas para delegados ao Congresso, Rui Rio obteve 60% numa lista por si encabeçada, “esmagando” a concorrência da lista “passista” liderada por Sérgio Vieira e de uma lista “independente” liderada por Luís Artur Pereira, também integrada por este vosso escriba.
Eleito em Congresso para a 1ª Vice-Presidência, vai ter um papel preponderante na Comissão Permanente, o verdadeiro centro de decisão política, que integra para além da Presidente, os 6 Vice-Presidentes, o Secretário-Geral e o líder parlamentar. Deste grupo, ser-lhe-ão sempre afectos, para além da própria Presidente, António Borges, Aguiar-Branco, Castro Almeida e o futuro líder parlamentar Paulo Rangel. Nuno Morais Sarmento, que também gostaria de se apresentar como ”delfim”, foi “relegado” para o Conselho de Jurisdição, onde lhe é “vedado” fazer política activa. A partir da comissão Permanente, Rui Rio irá consolidar poder e influência por todo o partido, amealhando o “lastro” para se apresentar com mais segurança a futuras Directas. O que acontecerá já em 2009 em caso de derrota eleitoral nas legislativas ou em 2012, em caso de vitória, representando uma indigitação antecipada do candidato a 2013.
Consolidou-se como challenger incontornável para qualquer liderança futura e apresentou-se como a alternativa liberal de um partido que tem vivido na alternância autofágica entre urbanos/elitistas/notáveis e rurais/basistas/populistas. Fez o discurso mais político do congresso, num estilo conciliador e cativante em que não cabem ressentimentos pessoais e lhe granjeia simpatias generalizadas. Mas encostou MFL literalmente às cordas, desafiando-a a esclarecer o que a diferencia do PS e a optar entre políticas liberalizantes ou socializantes. Rui Rio procurou responder-lhe de forma vaga, mais com a emoção - que dá muitas palmas nos Congressos - do que com a razão, mas não conseguiu melhor do que contrapôr o “estatismo bom” do PSD.
Chegou ao Congresso com um terço dos delegados, mas teve de se confrontar com a guerra de lugares - o verdadeiro leit-motiv destes conclaves partidários - ateada não se sabe se por si se pela Distrital do Porto, que supostamente exigia uma mão cheia de conselheiros nacionais. Teve a firmeza para dizer não - algo sempre de realçar num político - conseguiu minimizar as perdas com a obtenção de 16 conselheiros, apenas menos 4 que MFL e a enorme distância da lista santanista (5) e, melhor ainda, apagou o “ferrete” que representava a sua associação a Marco António.
As Directas deram-lhe uma notoriedade pública que não tinha e os 31,5% que nelas obteve representam um capital passível de render juros elevados: seja pela cooperação que não regateou a MFL, seja pela alternativa que sempre corporizará após um eventual falhanço. Nessa altura, vê-lo-emos a medir forças com Rui Rio.
Vencidos:
Entrou na curva descendente, como eu já havia palpitado e agora talvez não haja travessias do deserto que o recomponham. Mantém o mesmo discurso de há anos, sempre impregnado de uma forte carga de vitimização e ressabiamentos pessoais. Ainda atrai aplausos, microfones e holofotes, ou não fossemos um povo de “comadres” imbatíveis na maledicência, mas rende cada vez menos votos. Teve uma votação nas Directas bastante superior ao que se esperaria, fruto em grande medida de um voto muito localizado. Foi aqui decisivo o apoio activo de algumas distritais (casos da Madeira e de Faro) e a aposta nas maiores Secções concelhias em que a “cacicagem” se revelou bastante eficaz. No conjunto das 13 Secções gigantes (aquelas com mais de 1.000 eleitores, superiores por si só a algumas distritais), PSL obteve 40,5%. A concentração a seu favor ainda foi mais acentuada nas 5 maiores Secções (Gaia, Trofa, Famalicão, Vila Verde e Porto) em que obteve 50%, arrasando literalmente em Vila Verde (86,3%) e Famalicão (74,2%) e vencendo com uns expressivos 43% em Gaia, o “feudo” de Menezes e Marco António. Na maioria das Secções, em que a sua votação foi mais exígua, não chegou sequer a eleger delegados ao Congresso e, os poucos que elegeu, acabaram por se fraccionar em 2 listas ao Conselho Nacional. A pulverização é, aliás, o destino inevitável de todos os movimentos formados em função do carisma e dos interesses do seu líder.
O seu narcisismo continua em alta e fará com que continue a “andar por aí”. Em 2011, tentará a presidência da República.
Em grande medida por culpa de Menezes, Marco António saiu “mui mal ferido” de toda esta refrega Directas/Congresso. Se estava a construir uma agenda própria, Menezes trocou-lhe as voltas quando se demitiu de presidente do partido. A vitória de MFL e o reforço da influência de Rui Rio no distrito, deixou Menezes confinado apenas à Câmara de Gaia e travou as aspirações de Marco António em ascender à presidência, estando condenado a manter-se na sombra do seu “padrinho”. A estratégia errática de Menezes nas Directas, repartindo apoios por PPC e PSL e as suas entrevistas no final da campanha ”espumando” de raiva contra MFL, deram um contributo fundamental para a vitória desta. O Porto foi aliás o único distrito em que o conjunto PPC/PSL teve uma votação inferior a Menezes nas Directas de 2007 (menos 901 votos, uma redução de quase 4%, que terão engrossado a abstenção). No Congresso, nova derrota com a “cisão” das listas de PPC motivada pela habitual barganha de lugares. Subsistem ainda dúvidas quanto ao real motivo que despoletou esta separação: se a habitual insaciabilidade do aparelho, se uma deliberada intransigência de PPC para se ver livre de um aliado incómodo. Mas Marco António ficou a perder, pois elegeu apenas 3 conselheiros nacionais, menos do que teria garantido na lista de PPC. Fragilizado como ficou, poderá ainda ter de se confrontar com uma revolta das suas “hostes”, eventualmente com o patrocínio de Rui Rio, que não desdenharia arredá-lo da distrital.
“Atrelados”:
Não se deu por Aguiar-Branco no Congresso. Desde 2007 que se vem manifestando sempre disponível para tudo quanto é lugar vago, mas na hora da verdade, ou não se apresenta a votos ou é irremediavelmente ultrapassado e engolido no turbilhão das ambições de outrém. A sua última “derrota” aconteceu com a liderança parlamentar, perdida a favor do seu ex-secretário de Estado, Paulo Rangel. Irá continuar na sombra de Rui Rio que, depois de o ter “puxado” para uma das vice-presidências, lhe atribuirá porventura um irrecusável “prémio de consolação”: a liderança da lista para o Parlamento Europeu.
O eterno salvador da pátria, homem com melhor imprensa do que a que teve Barroso quando era o “delfim” mais desejado, sempre com um microfone e uma câmara disponível ao mínimo sinal de turbulência no país ou nas hostes laranjas. No Congresso de Pombal de 2005 que entronizou Marques Mendes, António Borges ainda tentou ir buscar lã, mas ia saindo tosquiado. Agora foi mais “pragmático” e refugiou-se no “colo” de MFL e Rui Rio. Ganhará peso político se amanhã chegar a ministro das finanças.
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O CONGRESSO
O score obtido pela lista de Manuela Ferreira Leite ao Conselho Nacional do PSD, foi igual ao de Menezes: 20 lugares em 55. É evidente que, com as inerências, o seu poder de fogo aumenta. Em todo o caso, um resultado modesto para quem foi ao congresso com a benção dos brâmanes do partido. Notoriamente modesto se pensarmos que a lista de Pedro Passos Coelho obteve 16 lugares. De resto, muito significativo que tenha havido 206 votos em branco, quase um terço dos delegados. Mas pior do que essa contabilidade foi a imagem de desleixo que o PSD deu neste fim-de-semana, com filas inteiras vazias no pavilhão onde decorriam os trabalhos. Atento o que estava em jogo, há ausências que não se compreendem.
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O Congresso da avó Manuela
O XXXI Congresso do PSD, que marcou a actualidade do fim-de-semana, produziu um resultado confortável para Manuela Ferreira Leite, cuja lista para o Conselho Nacional fez eleger 20 membros. Um óptimo resultado também para o seu anunciado sucessor, Pedro Passos Coelho, com 16 mandatos, e um score verdadeiramente humilhante para o antecessor Pedro Santana Lopes, com apenas 5 nomes eleitos.
No plano das intervenções, destaco as manobras e o discurso de um Santana visivelmente afectado por uma violenta constipação mental, apostado no ridículo e em provar a toda a gente que ainda está vivo, o de um compungido Ângelo Correia, na tentativa derradeira de justificar as más companhias com que se tem feito acompanhar nos últimos tempos e na de conferir dignidade à sua morte politica, e, a terminar, o discurso de encerramento de uma Manuela Ferreira Leite vaga e “social”, empenhada em diagnosticar uma crise para a qual contribuiu e entalada entre o que disse na campanha para as directas e o que diz agora. Todos pudemos constatar que, desde então, Manuela reflectiu sobre o SNS para pobres que antes defendia e, talvez graças à companhia do netinho, em poucos dias mudou de opinião e defende agora um SNS universal e independente da capacidade económica de cada um. O melhor do mundo são mesmo as criancinhas.
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Sorte grande
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Ângulo inverso
Na edição de hoje do Correio Alentejo, na rubrica “Ângulo inverso”, assinada pelo Director daquele semanário:
A cidade e os blogues com “veia” germânica
Há muitos anos que João Espinho anda metido na vida pública da cidade mas, ele próprio concordará, foi com o blogue “Praça da República” – www.pracadarepublicaembeja.net – que ganhou uma maior exposição pública. Atrás disso, as suas opiniões sobre a cidade onde nasceu e as políticas da Câmara ou, simplesmente, os seus desabafos mais intimistas, tornaram-no uma figura de primeira linha no quotidiano da velha Pax Julia.
Para trás ficam 51 anos de uma vida que nasceu na Rua dos Açores, onde cresceu feliz e nada indiferente ao que o rodeava. A presença alemã na Base Aérea de Beja apanhou-o na época de todas as descobertas e o primeiro médico bávaro a prestar serviço naquela unidade alojou-se em casa dos seus pais. “Eu fui aprendendo alemão enquanto ele aprendia o português.”
A cultura alemã marcou-o muito e nunca mais saiu da sua vida. Em Beja, a primeira leva de tropas da antiga RFA, no início dos anos 70, foi “uma lufada de ar fresco” que entrou na cidade. Contudo, depois de um interregno entre 74 e 79, as coisas não voltaram a ser iguais: “Quando regressam em força, já não havia entrosamento nem contacto entre famílias. Viviam numa comunidade quase fechada”.
Nessa altura, Espinho já frequentava o Instituto Goethe, em Lisboa. Para trás tinham ficado os dias do Liceu Diogo de Gouveia e as lutas estudantis “contra o PCP”, em pleno PREC. “Fomos classificados como anarquistas e libertários, mas nós até agradecíamos”, recorda.
Passada a tropa em Mafra, abre concurso para um tradutor-correspondente na Força Aérea em Beja. Assim se dá início a um percurso profissional que dura até hoje. Pelo meio, João Espinho regista passagens pela Alemanha em várias ocasiões, uma delas durante um largo período: entre 1995 e 2000, na Embaixada portuguesa em Bona, como secretário do adido de Defesa.
O regresso a Portugal consuma-se na transição dos séculos. Depois de tanto tempo fora, vem encontrar uma cidade que “não conseguiu dar o salto depois da saída dos alemães”. E que, por outro lado, ainda hoje “tem feridas que não sararam” do Verão Quente de 1975.
“Com a derrota dos sonhos e das utopias que o PCP queria levar a cabo, criou-se um fosso e feridas que não foram saradas nesta cidade. As pessoas olham-se com desconfiança. É uma sociedade descrente e desconfiante. Cada um vive na sua quinta e na sua capela, sem capacidade de olhar para outras ideias, vindas com boa-fé de outros pontos”.
Socialista “durante 15 dias ou um mês”, nos alvores da democracia, Espinho inscreveu-se no PSD apenas em 1979, “inspirado” por Sá Carneiro e pela Aliança Democrática (AD). Depois disso, só Cavaco Silva lhe mereceu inteiro apoio, mas apenas até que os seus governos “não foram quintas mal frequentadas, por pessoas que não estavam ali para servir o país mas para se servirem a eles próprios”. Hoje, está ao lado de Pedro Passos Coelho porque, segundo diz, vê nele o futuro e “é pena que no PSD não se tenha querido apostar já no futuro”.
“Doente pela obra” de António Lobo Antunes, é um leitor compulsivo dos seus livros. “Tenho que ler a primeira vez, tentar perceber as vozes que surgem durante todo o romance e só na segunda leitura é que consigo ter a leitura efectiva”. Foi isto que sucedeu com Hei-de amar uma pedra e Os Cus de Judas, os seus preferidos entre todos os outros. Pelo meio, tem na fotografia “uma paixão” que não quer pôr como actividade principal da sua vida. Além disso, é um amante de jazz e gostava de ir um dia ouvir Wagner ao Festival de Bayreuth. “É um dos sonhos da minha vida que já não vou conseguir cumprir!”
O que consegue, quase diariamente, é um ror de visitas ao blogue “Praça da República”, que mantém há cinco anos porque gosta “de escrever, de ler e de ter intervenção política”. Empurrado pelo Programa Polis de Beja e pelos silêncios em torno das diferentes intervenções na cidade, o blogue ganhou força com “uma crise no seio do PSD, que pôs a distrital contra a concelhia de Beja”. “Foi o adubo para fazer crescer o blogue”, recorda.
Hoje, a “Praça” é uma forma de intervenção “sem estar sujeito a caracteres ou a tempo. Apenas a bom senso!” Por isso, ou talvez não, João Espinho revela que a maior fonte de leitura está no edifício da “autarquia bejense” onde, assegura, “há um volume grande de visitas”.
Visivelmente confortável no papel de anfitrião, avisa que, “quanto mais gente estiver contra [os blogues] mais força eles têm”. E acentua que os blogues são “um exercício de liberdade” onde pode expor, “às horas que quiser e como quiser, aquilo que pensa”. Mesmo que isso implique um certo ‘voyeurismo’? “Não escondo as minhas paixões e descontentamentos, mas não se peça que aquilo que escrevo não tenha também uma parte de criatividade”.
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Preparando o regresso, à distância de um clique
Hoje fiz uma visita à blogosfera. Ainda que apressada, deu para perceber que a manifestação da semana passada foi estrondosa, mas que Sócrates continua a fazer como a avestruz. Até ao fim continuará convencido que tem a razão do lado dele, que a aposta correcta para salvar o país será colocar-se ao lado do patronato e continuar a exigir aos trabalhadores que paguem a crise, para que os ricos possam ser cada vez mais ricos.
Ao colo do patronato, esgrimindo uma bandeira amarrotada do PS, continuará a apregoar que é socialista, à espera de nova vitória em 2009. Porém, sem maioria absoluta, desistirá rapidamente, pois a sua forma de governar não contempla o diálogo.
Como aqui previra atempadamente, Manuela Ferreira Leite ganhou as eleições, mas não ganhou o PSD. Foi uma vitória de Pirro! qual a alternativa a Sócrates em 2010, ou 2011?
O regresso a Portugal será feito com o entusiasmo do costume. Nenhum! É como ir a um velório, de um amigo que há muitos anos nos traiu, mas que na hora da morte não resistimos a visitar uma última vez, em sinal de respeito pela amizade que um dia nos uniu.
O êxito da selecção frente à Turquia, foi um bálsamo para muitos portugueses, mas nem o triunfo no Europeu seria suficiente para lhes restituir a confiança no futuro.
Os que votaram Sócrates e se sentem traídos, continuarão a suspirar por uma alternativa credível, mas ela não existe, pois Manuel Ferreira Leite é "mais do mesmo". Os senhores do dinheiro que endeusaram Sócrates enquanto ele lhes serviu, abandoná-lo-ão logo que encontrem um candidato ainda mais dócil. Manuela Ferreira Leite não lhes agrada. Pedro Passos Coelho seria o candidato ideal, mas falhou o primeiro "round" e é uma carta fora do baralho. Que venha o senhor que se segue, com coragem para acabar de vez com a "libertinagem" do proletariado que não pára de reivindicar, em manifestações de rua, o direito a salários condignos, pagamento de horas extraordinárias, semana de cinco dias de trabalho e esse luxo indigno de qualquer trabalhador, que é exigir 25 dias de férias por ano!
Sócrates já lhes deu quase tudo, mas eles são insaciáveis e querem mais. O "lock out" dos empresários das transportadoras é o sinal que faltava para percebermos que o patronato português que não se cansa de reclamar " menos Estado", está sempre pronto a exigir o apoio do Estado, quando se trata de gerar mais lucros.
O patronato português é do menos qualificado a nível europeu, o que menos arrisca e menos investe e, acima de tudo, o que mais benefícios exige do Estado.
O trabalhador português é dos mais mal pagos da UE, do que trabalha mais horas semanais, do que tem menos regalias sociais. Sócrates tirou-lhes quase tudo.
Alguém pode estar feliz, na altura de regressar a um país assim?
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O partido dos 3
O PSD rege-se pelo número 3. Tem 3 palavras no nome: Partido Social Democrata. Há 3 anos que não é poder (Santana foi o seu último Primeiro Ministro, apeado em 2005).
No número 3 está, também, a salvação do partido no curto prazo (ler última frase deste artigo sobretudo humorístico).
A regra dos 3 nomes é cada vez mais uma imposição: não parece simplesmente possível fazer carreira de dentro para dentro do partido ou de fora para dentro sem ter 3 nomes. O que era tendência desde a fundação virou obrigação. Luis Filipe Menezes tem 3 nomes. Pacheco Pereira é cada vez mais José. Manuela Ferreira Leite. Marcelo Rebelo de Sousa. Pedro Santana Lopes. Mário Patinha Antão. Pedro Passos Coelho.
Como reza a Wikipedia, o Partido Social Democrata foi fundado (em 6 de Maio de 1974) por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD).
A nomenklatura social democrata é curiosa.
A ficha na Wikipedia é assaz pertinente para esta magna análise:
* Francisco Sá Carneiro (1974-1978)
* Emídio Guerreiro (1975)
* António Sousa Franco (1978)
* José Menéres Pimentel (1978-1979)
* Francisco Sá Carneiro (1979-1980)
* Francisco Pinto Balsemão (1981-1983)
* Nuno Rodrigues dos Santos (1983-1984)
* Carlos Mota Pinto (1984-1985)
* Aníbal Cavaco Silva (1985-1995)
* Fernando Nogueira (1995-1996)
* Marcelo Rebelo de Sousa (1996-1999)
* José Manuel Durão Barroso (1999-2004)
* Pedro Santana Lopes (2004-2005)
* Luís Marques Mendes (2005-2007)
* Luís Filipe Menezes (2007-2008)
* Maria Manuela Ferreira Leite (2008-)
O Grande Mistério é, sem dúvida alguma, este: o que é que que têm Emídio Guerreiro e Fernando Nogueira que são diferentes dos outros?
Não se pense que isto não tem importância, que não passa de um fait-divers. Sê-lo-ia se a regra fosse mais ou menos indistinta na política portuguesa.
Mas não é.
No Partido Socialista (o único partido de poder com 2 palavras no nome!) é quase o contrário: 2 nomes chegam para identificar o secretário geral. O mesmo acontece no Partido Comunista Português.
Aqui o leitor pensa: ah, então a tese do Paulo Querido (psst, eu assinei Paulo Carreira Querido em 1981-83, depois o Daniel Reis — 2 nomes! — meteu-me na ordem e deixei-me de coisas) é provar que a Direita e tal — não, escusa de ir por aí: os fundadores do CDS ainda tentaram, mas a deriva populista depressa acabou com isso.
É preciso ir ao Partido Popular Monárquico para encontrar novamente a aplicabilidade da regra — e mesmo assim, deve-se ao facto de o seu líder ser inamovível, na melhor tradição monárquica. Mas mesmo ele foi menos Gonçalo que Ribeiro Teles.
Finalmente: o PSD saiu das suas directas como entrou, só que com mais nitidez de contornos: dividido (ou agrupado, como alguns preferirão ver a coisa) em 3 blocos, os históricos (Ferreira Leite), os “populistas” (Santana) e os liberais (Passos Coelho).
A estes blocos, como dizer, temáticos (ideológicos seria um palavrão nada apropriado a este partido, haja tino) corresponde, nada grosseiramente, uma divisão geracional.
Com Ferreira Leite, perdão, com Manuela Ferreira Leite está o que resta do PSD dos anos 80 e 90, gente pelos 60 anos de idade e assim.
Os populistas são os que andaram a organizar os comícios e a levar os cafés aos gabinetes dos mais velhos nesses Anos Dourados, mesmo que pouco mais velhos, já entraram na meia idade e raramente passaram de posições sub-alternas (e quando passaram mais valia terem ficado quietos).
Os liberais são os que andaram agitar as bandeiras e a colar cartazes nos Anos Dourados e hoje coçam a palma das mãos sentido que está na hora deles. Olham em redor e os companheiros de surf já disfarçam a barriga na prancha longa, vestem um respeitável divórcio e trabalham a consentânea posição nos boards “da privada”.
Uma história para adormecer
É extremamente divertido assistir à preparação da opinião por parte dos porta-vozes informais da corrente histórica. Basicamente, pretendem convencer o eleitorado “de fora” que aquele partido é apaziguável, que a maestrina Ferreira Leite será capaz de afinar as gargantas a uma só voz. Fazem o lógico numa situação de fragilidade: oferecem prebendas (em número racionado) a uma das facções rivais para eliminar a outra.
É como tapar o sol com uma peneira. É uma história para adormecer.
A realidade é dura. Manuela Ferreira Leite controlará tanto ou menos o destino do PSD do que Pedro Santana Lopes — que, ao andar por aí, é o Manuel Alegre do PSD, com o mesmo poder de chantagear o líder em exercício com a ameaça de partir o partido em dois.
Passos Coelho ganhou o estatuto de incontornável para o pós 2009, seja ele qual for. Ainda que num horizonte mais dilatado, controla tanto ou mais o destino do PSD que Manuela: se a esta a coisa não correr bem, ou correr menos mal, não tem para mais que dois anos. Só uma vitória inequívoca sobre Sócrates reforçará a sua famosa credibilidade.
Depende de Pedro Passos Coelho querer passar o tempo a curtir as vistas — ou a pressionar taco a taco: Manuela Ferreira Leite tem de estar em permanente guarda com ele.
Quanto a Pedro Santana Lopes, tem luz própria — gostem as estrelas circundantes disso ou não, gostem os planetas iluminados disso ou não. Santana já antes fez o movimento para a direita e nada o impede de o repetir. Não tem nada a perder, no PSD ele é um homem vetado.
O CDS de Paulo Portas — a quem os mesmos shapers que estão a alcatroar a estrada para Manuela vaticinam o desaparecimento conveniente — ficaria subitamente mais importante.
O principal problema para a fusão, acredito, não é ordem ideológica (Santana sempre foi conservador), mas sim de quantidade de nomes. Um partido habituado a líderes de 2 nomes estará em condições de se aliar a um político de 3 nomes?
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As minhas análises (estou com ácidos)...
Sem esconder que apoiei Pedro Passos Coelho, não considero incompatível regozijar-me com a vitória de Manuela Ferreira Leite, sem que com isso espere indulgências ou qualquer lugar para mim, para um filho (que não tenho, ao que sei) ou afilhado (desculpa, Luís…).
Antes de mais, seria idiota pôr em causa a folha de serviços da Presidente eleita, a sua dedicação ao País e ao partido ou sequer a clareza e o mérito da sua vitória. Chega de mau perder e de autofagia no PSD!...
Depois, fica a curiosidade de falarmos da primeira mulher a liderar um partido nacional, sem que para isso tenha necessitado de quotas!... À atenção de todas as senhoras que, em vez de apostarem no mérito da participação, se reúnem em jantares à espera da boleia da Lei (da qual duvido, por muito boas que sejam as premissas). Acresce que poderemos vir a ter, pela primeira vez, uma senhora eleita para o cargo de Primeiro-Ministro, já que a eng.ª Maria de Lurdes Pintassilgo foi-o por convite presidencial (sem que isso belisque o seu mérito, diga-se).
Mas, curiosidades de almanaque e beijocas no querubim recém-nascido (o neto) parte, manda a acutilância política que se pergunte se vamos ter mais da política e das soluções clássicas que nos governam desde o 25 de Abril. Se o hirto sentido de Estado de Sá Carneiro, Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite (enquanto ministra) foram cruciais para nos consolidar como pátria, fica a saber a pouco quando nos perguntamos como emocionar e motivar a Nação para um esforço de desenvolvimento que depende muito mais das pessoas e da cultura cívica que dos Estados que, por esse mundo, encontram na globalização e no mercado absoluto os limites de caducidade.
O truque pode estar em associar à sabedoria, credibilidade e austeridade da nova líder quadros com provas profissionais e cívicas que respeitem processos éticos, mas inovem nas soluções substantivas, devolvendo ao partido e a Portugal a noção de um ideal social, de um sonho, de um paradigma novo de desenvolvimento e de amparo social.
Do que estou certo é de que há que cerrar fileiras na concepção de uma alternativa credível ao actual Governo, causando-me urticária as análises que tenho ouvido e que dizem que Ferreira Leite não venceu, porque os votos de Passos Coelho e Santana Lopes, se somados, são mais. Ou isto mudou muito ou, que eu saiba, quem vence ainda é quem fica em primeiro lugar, não havendo coligações em eleições uninominais. Mas se calhar sou eu que já esqueci a ciência política em que me encartaram como mestre…
Para Pedro Passos Coelho fica a certeza de uma campanha fresca de ideias, sedutora de postura e aliciante para uma sequela. Entendo que o tempo que queda por diante poderia ser aproveitado para saltar as baias da máquina de votos que teve que montar (nunca desprezando esse capital), para separar “a boa da má moeda” (como se diz no Palácio de Belém, a nova Meca da liderança laranja) e para, humildemente, analisar as críticas construtivas que foram feitas, designadamente quanto à consistência das opiniões e das medidas propostas e respectiva carga persuasiva. Por mim, sinto-me contente com o voto que dei a Pedro Passos Coelho, de quem espero leal cooperação para com a liderança, pelo menos, até ao fim dos embates eleitorais de 2009.
Quanto a Pedro Santana Lopes, lá cantava o “menino guerreiro” que “um homem também chora”… Após tantos e tão surpreendentes renascimentos, já só me resta aguardar ansiosamente onde é que o James Bond do PSD vai fazer o próximo “filme”, pois se a derrota de 2005 não lhe deu sugestão para harakiri, não será o terceiro lugar no PSD que o leva a cortar os pulsos da militância. Reconhecido o mérito de um dos mais curiosos curricula da política lusa, apenas resta lamentar a forma como não soube “combater” (como costuma dizer), designadamente quando se referiu à inexperiência e às derrotas (Câmara da Amadora e PSD de Lisboa) de Passos Coelho. Algo que ainda espanta mais dito pelo mesmo cidadão que, no Congresso de Viseu (que o opôs a Durão Barroso e Marques Mendes), disse a Durão (após a graça falhada deste sobre Zandinga e Gabriel Alves): “olha, Zé Manel: nunca se deve pisar quem perde! É uma lição que te fica para a vida”… Ao Zé Manel até pode ter aproveitado a lição, já a Santana…
De uma ou de outra forma, se ainda percebo o PSD, o que o carisma de Ferreira Leite não conseguir fazer, caberá à esperança de um lugar nas listas de 2009: ajudar a acalmar muitos dos tribunos de ocasião que dominam a atoarda social-democrata. Oxalá também haja espaço para pensar política a sério!...
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Passos Coelho diz que o PSD precisa de uma “boa estratégia de comunicação”
O ex-candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho defendeu ontem que é essencial que o seu partido tenha uma “boa estratégia de comunicação” para chegar às pessoas e que deve propor um novo tipo de Estado.
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Justiça chegou a situação insustentável, diz Passos Coelho
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António Vitorino na 'rentrée' do PSD
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Passos Coelho indica caminho a Manuela Ferreira Leite
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Passos Coelho diz que Manuela Ferreira Leite tem que dar aos portugueses um "discurso de esperança"
O candidato derrotado à liderança do PSD Pedro Passos Coelho defendeu ontem à noite que o partido precisa de apresentar um projecto alternativo e um discurso de esperança e não pode querer ganhar com o descontentamento face ao PS.
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Passos Coelho: políticos que não cumprem promessas "recebem porcaria de volta dos cidadãos"
Pedro Passos Coelho, ex-candidato à liderança do PSD, considerou hoje em Braga que os políticos "recebem porcaria de volta dos cidadãos quando se lhes dirigem com falta de respeito e com promessas não-cumpridas".
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Passos Coelho satisfeito por Ferreira Leite ter reproduzido ideias suas
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Passos Coelho satisfeito por Ferreira Leite ter reproduzido ideias suas
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Passos Coelho satisfeito por Ferreira Leite ter reproduzido ideias suas
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Passos Coelho satisfeito por Ferreira Leite ter reproduzido ideias suas
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Ferreira Leite elege 20 membros para o Conselho Nacional, Passos Coelho 16 e Santana cinco
A lista da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, ao Conselho Nacional do partido, o órgão máximo entre congressos, elegeu 20 representantes, a de Pedro Passos Coelho 16 e a de Pedro Santana Lopes cinco no XXXI Congresso do partido que hoje termina em Guimarães.
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Os rostos do segundo dia
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Pedro Duarte mantém-se na lista de Passos Coelho
O deputado Pedro Duarte sempre se mantém na lista para o Conselho Nacional liderada por Pedro Passos Coelho, ocupando a quarta posição atrás de Miguel Relvas e de Fernando Ruas.
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Passos Coelho desafia Ferreira Leite a esclarecer projecto político
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Que projecto tem Ferreira Leite para o PSD?
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Passos Coelho desafia Ferreira Leite a apresentar o seu projecto político
Pedro Passos Coelho discursou hoje no XXXI Congresso do PSD, que decorre em Guimarães, desafiando a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, a esclarecer qual é o seu projecto político e contestando alguns pontos da sua intervenção de ontem, no primeiro dia da reunião magna dos social-democratas.
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Passos Coelho desafia Ferreira Leite a esclarecer projecto político
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Passos Coelho desafia Ferreira Leite a esclarecer projecto político
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Filho de Luís Filipe Menezes na lista do Porto ao Conselho Nacional
O filho de Luís Filipe Menezes, economista, mandatário para a juventude da candidatura de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, é o terceiro na lista que a distrital do Porto decidiu apresentar ao Conselho Nacional, depois de romper com o apoio à lista que o ex-líder da JSD vai encabeçar para o mesmo órgão.
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