Tag Ribeiro e Castro
O ARÍETE FALHOU
Segundo o dr. Paulo Portas, a "esperança" de ter o dr. Nobre Guedes de volta à vice-presidência do CDS/PP levou-o a "esconder" do partido, durante um ano, o pedido de "afastamento" daquele. Também, soube-se hoje, um membro da sua comissão política decidiu sair. Enfim, o dr. Portas, que protestou "salvar" o CDS do pacato e inofensivo Ribeiro e Castro, não tem feito outra coisa senão levar o seu pequeno partido à ruína política. Nunca percebi - a não ser por uma vontade doentia e manipuladora - o que é que determinou Portas a regressar a um posto onde tinha sido feliz. E tão cedo. Como Marcelo, Portas "vive" a política como um entretenimento pessoal onde se misturam várias "sensações" de recorte "shakespeareano". Ambição, mando, intriga, notoriedade, talento, inteligência, uma gravitas forjada, lealdade, traição, retórica. Portas aprecia ver-se e ouvir-se mesmo quando já só resta uma caricatura de si próprio. O CDS/PP correu, de novo, atrás deste aríete outrora certeiro em capas de jornais em nome de uma promessa de poder. De qualquer poder. Verifica-se, afinal, que Portas apenas fechou um pouco mais o seu condomínio privativo ao qual, por hábito, se continua a chamar CDS/PP. Por que é que isto interessa? Porque Portas não "alargou" o espaço da direita nem serviu para combater a não-esquerda representada por Sócrates. Confinou, aliás, esse espaço mais do que ele já estava. E a competência de um Diogo Feio não chega para fazer uma primavera. O aríete, desta vez, falhou.
(recolher)
ESTÁ DEMITIDO? Em poucos dias foram noticiadas várias demissões na
(recolher)
By Mr. Nulus
«Para o governante, "produzir mais para melhor resistir à crise dos combustíveis: é esta a mensagem que o Governo tem para os agricultores".
Jaime Silva disse esperar "que os responsáveis pela agricultura portuguesa, nomeadamente a CAP, tenham um sentido de responsabilidade que é saberem quanto os portugueses pagam hoje pelos produtos agrícolas, quanto fazem de esforço orçamental de apoio" ao sector.» (23/06/2008)
«(…) um senhor imperial, não apenas ministro mas também alto funcionário europeu, responde-lhes, grandioso: "então peçam para sair da União Europeia", voltando-lhes depois as costas. (…)» (04/07/2007 – inclui video)
(recolher)
REGISTO
A Directiva Retorno foi aprovada pelo Parlamento Europeu, tendo votado a favor 369 deputados, contra 197 e tendo-se abstido 106 deputados.
Aqui fica o registo da votação dos deputados portugueses no Parlamento Europeu.
É uma votação que se não esquece.
A favor: Carlos Coelho, Assunção Esteves, Duarte Freitas, Vasco Graça Moura, Sérgio Marques, João de Deus Pinheiro, Luís Queiró, José Ribeiro e Castro, José Silva Peneda (todos do PPE/DE) e Sérgio Sousa Pinto (do PSE).
Contra: Francisco Assis, Luís Capoulas Santos, Paulo Casaca, Emanuel Jardim Fernandes, Elisa Ferreira, Armando França, Joel Hasse Ferreira, Jamila Madeira, Manuel António dos Santos (do PSE), Ilda Figueiredo, Pedro Guerreiro e Miguel Portas (do CEUE/EVN).
Fonte: Parlamento Europeu
(recolher)
[Avenida do Mal] ¡Olé!,RTP...
¡Olé!, RTP...Por esta altura tudo se esquece, tão entretidos estamos nós com a selecção e a idolatria ronaldesca. Muito se enganou Marx: o futebol é o ópio do povo, se bem que na Argentina lhe erguem igrejas. No entanto, convém (re) lembrar os mais desatentos que esta semana o Tribunal de Lisboa proibiu a RTP de transmitir a Tourada de domingo (amanhã), antes das 22h30 – ao contrário das 17h30 como planeava a televisão pública. Mais, esta tem de ser levar o tal identificativo visual a avisar do inapropriado da coisa, para gente impressionável ou de tenras idades, na bolinha ou rodinha vermelha.
Ao contrário do que parece, é uma óptima salvaguarda para os telespectadores exigentes e interessados, pelo menos no que à Televisão do Estado obriga, do que é qualidade e dever do serviço público na sua forma de comunicação audiovisual, e numa altura em que os paineleiros dos jornais televisivos parecem tocados pela idiotice como febre de Dengue. É ver, por exemplo, o espectáculo degradante de Moita Flores, Rogério Alves, onde se salva, quase que por milagre que até a ele lhe incomoda, o psiquiatra José Gameiro. E não, não é solidariedade de classe.
Ora a decisão precipitada por uma queixa da associação Animal é, repito, um sinal de cidadania activa nos tribunais neste país em que parece que ninguém se mexe para nada, em espontâneo, para abanar a mentalidade colectiva da dormência... Tirando claro, aquelas grandes operações logísticas da CGTP - mas isso é sobre salários
Mas voltando às Touradas. Vai daqui o aplauso – meu, que seja, meu que de Ribeiro e Castro é assobio – pelo fim da barbárie em horário nobre. E acrescente-se, mais que a prevenção de "influir negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes”, como saiu da sentença, poupa-nos daquele que é o mais representativo e vergonhoso espectáculo da pobreza intelectual portuguesa. Melhor, obriga também a televisão do Estado, paga pelos contribuintes todos, até mesmo por um chafariz de praça com contador de luz, a ponderar o que deve ser prioridade sua programação, obrigatoriamente formativa, mesmo no entretenimento, e informativa.
E nisto, a tourada até chega a ser coisa pequena quando comparada com 12 horas de transmissão televisiva em redor de um autocarro de futebolistas, ou outras tantas à volta de andores e sermões desde a Cova da Iria, a 13 de cada mês. Dá vontade de meter bolinha vermelha no canto de tão gritante, sobretudo quando as televisões privadas já estão a fazer a mesma coisa e do zapping parece que só se nota mudança no tom de cor. Arre!
(recolher)
Na política, compensa.
(recolher)
Na política, compensa *
As directas nos partidos ditos de Direita sublinham semelhanças curiosas.
Após uma vitória surpreendente no CDS, Ribeiro e Castro sofreu uma guerra sem quartel por quem se tinha afastado da liderança. Menos de dois anos depois, é derrotado em directas por Paulo Portas e os seus fiéis.
No PSD, mal se conheceu a vitória de Menezes, aqueles que pela primeira vez em décadas perderam o poder aplicaram a mesma receita. E com todos os truques do catálogo. Menezes aguentou sete meses. Tal como no CDS, os militantes do PSD premiaram os que se distinguiram pela virulência na destruição da direcção eleita.
Ao contrário do que tanto se apregoa, na política vale a pena praticar aquilo que ensinamos aos nossos filhos que nunca se faz.
* Correio da Manhã, 3.VI.2008
(recolher)
«LIVRES», DISSE ELE
Que é como quem diz: não, como a CGTP e sim, como a UGT.
Depois, seguiu-se a recorrente alusão à «luta contra a unicidade sindical» - que foi, como se diz lá por casa, uma das gloriosas batalhas democráticas travadas pelo heróico e patriótico PS.
Infelizmente, Sócrates não especificou o objectivo real dessa «luta».
Nem os caminhos seguidos pelo PS na sua abnegada defesa dos «sindicatos livres».
Nem especificou, obviamente, que expressões assumiu a intervenção do PS nessa «luta».
Se o fizesse, poderia começar, por exemplo, por referir as ligações, ainda antes do 25 de Abril, de Mário Soares com Irving Brown, na altura representante em Paris da Confederação Sindical dos EUA (AFL-CIO), função que acumulava com a de elo de ligação da CIA à Confederação Europeia dos Sindicatos Livres.
«Livres»: pois...
E poderia referir, também, as ligações de Mário Soares com Vernon Walters, o dipomata-espião - que fora grande amigo de Salazar e de Caetano - e que, logo a seguir ao 25 de Abril, veio a Portugal, onde teve encontros com o PS/Soares e com o PSD - encontros nos quais foram definidas as linhas de intervenção imediata da CIA em Portugal, a saber:
a vinda de Irving Brown para organizar a ofensiva contra os «sindicatos comunistas»;
e a nomeação de Carlucci para embaixador.
A tal operação chamavam eles - todos, em coro síncrono - «o apoio dos EUA à democratização de Portugal».
«Democratização»: pois...
(Entre parêntesis, recorde-se que Brown tinha uma vasta e proveitosa experiência de divisionismo sindical na Europa e que Carlucci era célebre, entre outras façanhas, pela organização do golpe de Mobutu e do assassinato de Patrice Lumumba, em1960, e pelos golpes fascistas do Brasil, em1964, e do Chile, em 1973.)
Depois, seguiram-se as remessas de dinheiro. Muito, muito, muito: milhões de dólares, de marcos, de libras, de coroas, de francos - sempre encaminhados em primeira mão para as mãos democráticas de Mário Soares, e com os quais foi feito tudo o que era necessário, desde a criação de «fundações» do PS, até à criação de empresas várias na área da comunicação, passando, naturalmente, pelo pagamento a homens para todo o serviço...
E sem esquecer, é claro, a criação da UGT! - a tal «independente de qualquer linha política», ou, como também é hábito dizerem, nascida da vontade dos trabalhadores e não dos partidos...
E no congresso fundador da UGT, a zelar pelo bom andamento dos trabalhos e pela independência da UGT em relação a qualquer linha política, lá estavam:
o CDS: Amaro da Costa, Ribeiro e Castro, etc;
o PSD: Sá Carneiro, Amândio de Azevedo, Rui Machete, etc;
e o PS: Mário Soares, António Macedo, Maldonado Gonelha, Edmundo Pedro, Rui Mateus, Marcelo Curto e Alfredo Carvalho.
Sócrates que, em Coimbra, disse o que disse, sabe tudo isto.
Sabe, até, muito mais do que tudo isto.
Pelo que, dizendo o que disse, sabe que está a assumir-se como continuador da ilustre cambada de vendidos que o antecederam nestas andanças.
(recolher)
PSD (7)
Não deixa por isso de ser notável que de um lado e do outro queiram agora relativizar as opiniões de militantes do CDS quanto à crise do PSD. Como se estes não pudessem opinar sobre o PSD, apesar de poderem opinar sobre o PS, o PCP, o Bloco ou o Governo. Já era tempo de reconhecermos que há quem olhe para a realidade política sem o espartilho partidário, não?
(recolher)
Já não há desculpas *
Como sempre acontece perante o inesperado, logo após a demissão de Menezes muita gente garantiu que “já estava à espera?. Mas, claro, não estavam. Muito menos os que andavam com ar de casta ofendida que não admite que o PSD (e, já agora, o País) possa escolher um líder sem o seu beneplácito prévio.
Menezes foi sujeito a um vendaval de desaforos que impossibilitou qualquer acção política normal. Tudo foi feito com uma enorme virulência – Paulo Portas, ao esmagar Ribeiro e Castro, parece ter-se tornado numa referência de ‘ética’ política para os críticos do PSD.
Enroupados num tom de fidalguia partidária, atacaram em prática concertada boicotando tudo. Era uma táctica de desgaste da liderança laranja para que esta fosse derrotada copiosamente nas Legislativas de 2009 – depois, julgavam, seria a hora do festim sanguinolento e dos necrófagos habituais nessas circunstâncias políticas.
A decisão de Menezes tirou-lhes o tapete debaixo dos pés. Despojou-os do único elemento que os unia e dos pretextos para não avançarem para a chefia do PSD.
Agora chegou o momento de sabermos se Ferreira Leite é mais do que a péssima ministra que já foi. Se Rui Rio e os outros são capazes de superar o tique calculista de enviar delegados para travar as suas próprias guerras.
Ou se, pelo contrário, após o alarido dos últimos meses, irá ocorrer a reiterada disfunção eréctil que, politicamente, os críticos do PSD têm manifestado na hora da verdade.
* HERESIAS, Correio da Manhã, 20.IV.2008
(recolher)
“Mas não fui eu…?
Numa avalanche de postazinhas sobre o PSD, hoje, JPP dá a táctica às cabeças desordenadas dentro do seu partido que tanto querem aparecer mas não sabem se devem avançar ou quem apoiar. Mas o tique mais curioso que JPP revela na sua análise traduz-se em repetir a expressão “mas não fui eu…“. Para já, contei-a por oito vezes. (em actualização)
Não foi ele? Claro que foi. Às vezes só outras mal acompanhado. Atearam todos os fogos que puderam, vilipendiaram, denegriram, boicotaram. Não houve um só dia em que a direcção que venceu em Setembro passado não fosse difamada nos jornais e TV’s pelos ‘notáveis’ do seu próprio partido. Embora com mais frontalidade e argúcia do que o resto do bando, foi JPP que se arvorou em Mazarino fora do tempo. JPP e os seus imitaram a táctica de Portas vs. Ribeiro e Castro, no seu pior.
Resta saber se são consequentes. Se têm alguma solução viável para a liderança. Se realmente têm líder e dirigentes capazes de fazer frente a Sócrates. Ou se todo o alarido que fizeram não passou da reiterada disfunção eréctil que, politicamente, os críticos do PSD têm manifestado na hora da verdade.
(recolher)
Depois da demissão de Luís Filipe Menezes…
… já não há desculpas para aqueles que aplicaram ao PSD a táctica que o bando de Portas ensaiou com Ribeiro e Castro.
Avancem agora. Acotovelem-se uns aos outros, aproveitem a vossa imprensa tão oportunamente bem dizente e lancem-se à liderança, apresentem as propostas alternativas ao Governo Sócrates, mostrem o rasgo político, arrisquem, façam melhor do que a vossa vítima, troquem o certo pelo incerto.
A hora é vossa, foram os vossos métodos que a fizeram. Amanhem-se. Fico à espera para ver o espectáculo.
(recolher)
Expresso: Crise no PSD
Dos temas que o Expresso abordará na edição em papel de Sábado, realço o destaque dado à actual crise do PSD:
«O ex-ministro da Justiça de Santana Lopes, José Pedro Aguiar Branco, quer directas até final do ano para derrubar Menezes da presidência do PSD. Com menos de um ano de liderança e a pouco mais de um ano das legislativas o Expresso interroga-se sobre a legitimidade de Luís Filipe Menezes enquanto líder do PSD – se continua intacta ou não – e sobre a necessidade ou legitimidade de este ser substituído pelos seus críticos. Para onde vai o principal partido da oposição se não consegue livrar-se de sucessivas crises internas? Como pode funcionar a democracia se os partidos dos chamado “arco do Poder? não conseguem afirmar-se? Os problemas internos são reflexo de insuficiências próprias ou provocados pela estratégia do PS?»
O problema sobre a legitimidade de Luís Filipe Menezes enquanto líder do PSD não deve ser colocado. Ela existe e deve respeitada. O mesmo não se poderá dizer sobre a sua credibilidade enquanto tal [leitura importante: nota mental sobre publicação de posts]. Mas o problema do PSD é bem mais profundo do que a falta de credibilidade do seu líder, e nem sequer é um exclusivo seu.
A forma como os partidos políticos portugueses estão organizados potencia o tipo de crise que o PSD atravessa actualmente. O problema reside, em grande parte, na ausência de grupos de estudo e reflexão que funcionem autonoma e independentemente das estruturas dirigentes. Grupos que produzam informação, que estimulem o debate político, que inovem e promovam a renovação. É a ausência destas estruturas que permite que o PSD de hoje seja muito diferente do PSD de Marques Mendes, que, por sua vez, já o era do de Durão Barroso.
O resultado deste vazio de discussão interna, de compromisso com uma matriz política sustentada na reflexão, é que novos líderes significa, por regra, novos partidos, não novas formas de gerir o mesmo partido. O CDS de Portas não é o mesmo partido de Ribeiro e Castro e o mesmo se pode dizer quando se compara o PS de José Sócrates ao de Ferro Rodrigues.
Dos partidos com representação parlamentar, só os dois mais à esquerda estão imunes a este tipo de crises, mas não pelas melhores razões. O Bloco de Esquerda, porque mantém o mesmo líder desde a sua fundação e não há indícios de renovação. O PCP, porque se mantém fiel a uma doutrina imutável.
[Este post surge no seguimento de um pedido de colaboração por parte do semanário Expresso, que me permitirá, juntamente com outros bloggers portugueses, divulgar antecipadamente alguns dos temas da próxima edição do jornal.]
(recolher)
Portugal perdeu mais de 350 milhões de euros de fundos agrícolas de Bruxelas
Portugal aprovou 55 das 25.899 candidaturas apresentadas em 2005, a título das medidas agro-ambientais, aos programas operacionais (PO) co-financiados por Bruxelas, e perdeu mais de 350 milhões de euros em fundos, segundo uma informação da Comissão Europeia ao eurodeputado do CDS-PP Ribeiro e Castro.
(recolher)
Tourada: «Tribunais não servem para militâncias ideológicas»
(recolher)
Touradas: Ribeiro e Castro condena decisão judicial que impede transmissão antes das 22h30
O eurodeputado centrista José Ribeiro e Castro manifestou-se hoje contra a decisão judicial que proibiu a transmissão em directo da 44.ª Corrida RTP, que se realiza às 17h00 de domingo em Santarém.
(recolher)
CDS: Almoço de "amigos" de Ribeiro e Castro não esquece feridas abertas no passado
(recolher)
CDS-PP: Ex-dirigentes de Ribeiro e Castro reúnem-se no sábado em "almoço de amigos" com críticas na ementa
(recolher)



